Li e Gostei!




O romance A culpa é das estrelas, da autoria de John Green e publicado em 2013 pela editora Asa, é um dos melhores livros que eu já li em toda a minha vida.
A história centra-se em dois jovens, Hazel e Augustus, que se conhecem num grupo para jovens doentes. Depois deste acontecimento muitos outros os uniram, até que se apaixonam. É claro que, com este enredo que tanto prende as pessoas, o autor conseguiu atingir o seu objetivo: comover todos aqueles que se aventurassem a entrar no livro.
John Green delicia os leitores com cada palavra e faz-nos desejar por mais e mais. A sua escrita é simplesmente maravilhosa, tornando o romance absolutamente especial e distinto de muitos outros. Todo ele nos mostra como é viver com cancro, uma realidade agora muito frequente nas nossas vidas.
Esta outra perspetiva (olhar a realidade através da doença) obriga-nos a pensar que a vida é curta e que temos de a aproveitar. Como tal, todos deveriam mergulhar nesta bela história de amor e aprender esta grande lição de vida.

Texto de Catarina Ferreira Guedes, n.º 4, 9.º B
Ilustação de Micael Ribeiro, n.º 19, 11.º E
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Galileu Galilei

     Chamo-me… Galileu Galilei, escrito por Guilherme de Almeida, dá-nos a conhecer um pouco da via deste homem notável que se distinguiu nas áreas de física, matemática, astronomia e filosofia.
     Galileu nasceu na cidade de Pisa, em Itália, em 1564. Os seus pais não eram muito ricos, mas provenientes de famílias nobres.
     Desde muito cedo, Galileu manifestou aptidões para a matemática e para a mecânica, mas o seu pai queria que ele fosse médico. Então, aos 17 anos, seguindo a vontade do seu pai, entrou para a Universidade de Pisa, onde ganhou a alcunha de “rebelde” ou  “brigão”, pois discutia seriamente as teorias com toda a gente.
     Conta-se que, num dia em que assistia à missa, observou um candelabro que oscilava lentamente e mediu a oscilação pelo seu batimento cardíaco. Continuou a investigar e descobriu que o tempo de oscilação não tinha a ver com o comprimento do fio onde estava pendurado, mas sim com o tamanho do pêndulo. Os pêndulos de maior comprimento demoravam mais tempo para completar a oscilação. Assim, propôs que se usassem pêndulos para medir o tempo. Um amigo seu, seguindo o seu conselho, aplicou isso para medição do batimento cardíaco, para uso médico.
     A ideia de ser médico nunca lhe agradou, mas percebeu que o seu pai só queria o melhor para ele, pois um médico ganhava muito mais dinheiro que um matemático.
    Galileu começou a ficar preocupado, pois não sabia como dizer ao pai que não queria ser médico. Foi então que teve a brilhante ideia de convidar um ilustre professor de matemática, Ostillio Ricci, para convencer o seu pai. Este ainda resistiu, mas acabou por ceder. Começava assim a brilhante carreira de Galileu.
     Como no seu tempo se acreditava no sistema geocêntrico, que era o sistema da Terra, era expressamente proibido dizer-se que a Terra se movimentava, contudo Galileu tinha opinião contrária.
  Galileu era professor na universidade de Pisa, mas começou a ter muitas dívidas. Então mudou-se para Pádua, onde começou a fazer experiências, uma das quais consistia em deixar cair duas bolas ao mesmo tempo, da mesma altura, só que uma era grande e outra mais pequena. As pessoas pensavam que a bola mais pesada chegaria muito mais depressa ao chão, mas, na verdade, chegava apenas com um ligeiro avanço.
     Certo dia, chegou-lhe a notícia de que tinham inventado um novo aparelho, um telescópio. Ele aperfeiçoou-o e vendeu-o, além disso, também foi a primeira pessoa a perceber que o telescópio precisava de um apoio. Assim podia provar que a teoria heliocêntrica era verdade. Mas havia um problema: a Igreja, que naquela altura era a chefe máxima, não aceitava essa teoria.
     O Grão-Duque da Toscânia convidou-o para ser o seu filósofo e matemático e, em julho, mudou-se para Florença para desempenhar o seu novo cargo. Foi aí que fez bastantes investigações. Lançou, então, um livro que lhe deu problemas e que, mais tarde, foi proibido, mas já havia milhares de exemplares. Foi julgado e condenado a prisão perpétua, sendo proibido de defender a teoria heliocêntrica.
     Conta-se que, ao sair do tribunal, ele disse: “Eppur si muove”, ou seja, “E no entanto (a Terra) move-se”.
     O que terá acontecido a Galileu?
     Será que foi condenado à morte?
    
                                                                                     Texto de Mariana Leite, nº 13, 5ºE
Ilustração de Francisca Santos, n.º 24, 12.ºE


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O Menino Estrela

     É com muito prazer (o prazer que só a leitura nos pode dar) que venho falar do livro O Menino Estrela, do autor irlandês Oscar Wilde. Este escritor, muito reconhecido em todo o mundo, nasceu em Dublin, capital da Irlanda, tendo morrido em Paris. Wilde escreveu peças de teatro, romances, novelas e contos para crianças. Destes contos, destaco O Gigante Egoísta e O Menino Estrela. A nossa professora de Português sugeriu-me este último título. Fiquei logo atraído e senti-me muito curioso. A ilustração da capa também me seduziu.
     Conta a narrativa que dois lenhadores, quando regressavam do trabalho pela neve densa, numa noite fria de inverno, viram passar uma estrela cadente. Com a esperança de encontrarem um pote de ouro, aproximaram-se do local onde lhes parecia ter caído a estrela, mas depararam com uma criança envolvida numa manta de ouro, decorada com pequenas estrelas. Um deles, apesar de ser muito pobre, decidiu levar a criança para sua casa e cuidar dela. O menino foi crescendo muito bonito e saudável, mas cada vez mais vaidoso e cruel.
     Um dia, apareceu uma mendiga que revelou ao menino ser a sua verdadeira mãe, porém ele não acreditou e negou-a, chamando-a feia e esfarrapada. Ao rejeitar a sua mãe, o menino começou a ter uma aparência horrível e todos o desprezaram. Arrependido, decidiu ir procurá-la. O menino prometeu a si próprio que não descansaria enquanto não a encontrasse. E assim começou a sua aventura. Enfrentou muitos desafios e…
     Será que o menino estrela chegou a encontrar a sua mãe?
     Aconselho a leitura deste conto, porque nos faz refletir e procurar ser melhores pessoas neste mundo.      

Texto de Simão José Moreira Martins, nº 26, 5ºE
Ilustração de Anabela Santos, n.º 21, 12.ºE

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A minha primeira Sophia

     A minha primeira Sophia dá-nos a conhecer um pouco da história de vida de uma grande escritora portuguesa do século XX.
     Diz-nos este livro que há muitos anos, em 1826, nasceu na Dinamarca, um país do norte da Europa, com invernos escuros e frios e florestas de pinheiros e bétulas, um menino a quem puseram o nome de Jan Henrik Andresen. Este menino era forte e corajoso e sonhava ser capitão de um navio. Também queria ver locais mais quentes onde o sol brilhasse e decidiu partir. Então, um dia alistou-se num barco e viajou para sul até chegar à cidade do Porto. Jan gostou desta cidade, com casas velhas de granito, e do rio Douro. Lá, casou com uma jovem portuguesa e enriqueceu, mas sentia muitas saudades da Dinamarca.
     Com o tempo, a família Andresen foi crescendo. Primeiro, vieram os filhos, depois, os netos e um deles, que também se chamava João Henrique, casou com Maria Amélia de Mello Breyner, em 1918. Passado um ano, nasceu, na cidade do Porto, Sophia de Mello Breyner Andresen. Como o nome era muito extenso, passaram a chamá-la, apenas, Sophia. Ela pertencia a uma família nobre, mas que sabia que a verdadeira nobreza está no caráter. Sophia cresceu no Porto, numa grande casa, inserida numa quinta onde havia muitas árvores e jardins. Ela gostava de jardins onde, desde pequena, aprendeu a amar a natureza. A quinta situava-se num lugar chamado “Campo Alegre”, hoje transformado no Jardim Botânico do Porto. A mãe de Sophia passava muito tempo a ler e a filha adorava ouvir histórias e poemas. Era uma criança muito curiosa e observadora, mas também muito sonhadora e com uma imaginação fértil. Lia muito e adorava escrever.
          A menina cresceu e, em 1946, casou com Francisco de Sousa Tavares, um brilhante advogado de quem teve cinco filhos. Começou a escrever histórias para crianças quando os seus filhos tiveram sarampo e ficaram de cama.
     Durante as férias de verão, Sophia costumava ir com toda a família para a Granja, uma praia que fica perto do Porto. Mais tarde, numa carta escrita a Miguel Torga, Sophia escreveu: “A Granja é o sítio do mundo de que mais gosto.”. Sophia sentia-se fascinada pelo mar, deixando transparecer isso na sua escrita.
     Contei alguns aspetos referentes à vida desta grande escritora, contudo, o livro conta-nos outros muito interessantes e que nos ajudam a compreender melhor a sua obra. Recomendo a sua leitura.

Texto de Laura Filipa Ferreira Guedes, nº 12, 5ºE
Ilustração de João Paradela, n.º 27, 12.ºE

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Histórias da Terra e do Mar
A Gata Borralheira

         O livro Histórias da Terra e do Mar, escrito por Sophia da Melo Breyner Andersen, uma das mais conceituadas escritoras portuguesas do século XX, é composto por cinco histórias: A Gata Borralheira, Silêncio, Casa do Mar, Saga e Vila d` Arcos. Gostei de todas as narrativas, mas vou concentrar-me na da Gata Borralheira, porque é um conto de fadas realistas que possui um final infeliz.
        Este texto fala-nos do primeiro baile de uma jovem rapariga chamada Lúcia. Na primeira noite de junho, esta jovem foi a um baile, numa mansão cor-de-rosa, com a sua tia-madrinha. Mas, como se apresentou com um horroroso vestido lilás e uns sapatos azuis rotos e velhos, foi colocada de parte por todos, durante a festa, sentindo-se ridicularizada.
        Então, durante a noite, ela olhou-se no espelho e sentiu-se profundamente triste. Entretanto encontrou uma outra rapariga misteriosa, que lhe fez ver que os espelhos são como as pessoas más, não dizem a verdade. Mais tarde, um rapaz dançou com ela e, também um tanto misterioso, disse-lhe que noites como aquelas escondiam uma angústia por entre os brilhos, cores e perfumes… Durante a dança, um dos sapatos velhos caiu-lhe do pé!
        Passados vinte anos, ela voltou à tal mansão, agora rica, bonita e poderosa. Tinha mesmo mudado a sua vida! Para relembrar o seu passado, Lúcia dirigiu-se à sala de espelhos, onde, como que por magia, a imagem refletida não era a do seu novo vestido, mas sim a do antigo, lilás. Neste momento de pavor, entrou um homem na sala, dizendo ser o “outro caminho”. O caminho que ela não escolhera há vinte anos atrás. E, como pagamento, queria o seu sapato do pé esquerdo que, agora, estava forrado de diamantes e, em troca, ele entregava-lhe o antigo sapato roto. Como ela não se conseguiu mover, ele trocou os sapatos.
         Na manhã seguinte, Lúcia foi encontrada morta na mesma sala. Nunca houve explicação para o facto de se encontrar um sapato roto no seu pé esquerdo.
        A história tem, assim, um final misterioso e impossível de desvendar, ficando toda a gente sem saber por que razão ela morreu, mas pensa-se ter morrido de ataque cardíaco.
        Assim, recomendo a todos a leitura deste livro, pois tem várias histórias interessantes, cada uma com um final sempre inesperado.

Texto de Rodrigo Marques nº. 16 5º.E
Ilustração de Francisca Santos, n.º 24, 12.º E


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A Bela e o Monstro

                A Bela e o Monstro é um livro da autoria de Jeanne-Marie Leprince de Beaumont, que nos transporta para o mundo da fantasia. Narra-nos a história de um comerciante muito rico que tinha seis filhos: três rapazes e três raparigas. A sua filha mais nova chamava-se Bela e gostava de ler bons livros. As irmãs mais velhas eram orgulhosas, por serem ricas, arrogantes e só queriam casar com homens famosos. E eram tão maléficas que passavam a maior parte do tempo a gozar com a irmã.
            Um dia, o pai foi à falência e só lhe restou uma casa no campo, que ficava muito longe da cidade. Bela era a primeira a acordar, preparava o almoço e, depois de fazer todas as suas lides domésticas, ia ler, tocar ou até cantar enquanto fiava.
            Assim se passou um ano em que a família vivia em paz. Um dia, o comerciante recebeu uma carta a dizer que as suas mercadorias vinham num navio que lhe pertencia. Quando viram o pai partir, as filhas mais velhas pediram-lhe muitas coisas; Bela pediu, apenas, uma rosa.
            O homem partiu, teve de enfrentar um longo caminho e perdeu-se. Durante o percurso foi perdendo, também, as suas mercadorias e ficando cada vez mais pobre.
            Certa noite, estava a nevar, havia um vento horrível e o pobre homem pensava que ia morrer de frio, de fome ou que os lobos que estavam a uivar à sua volta o iam comer. Estava tudo escuro, até que, de repente, avistou luzes minúsculas e foi atraído para esse lugar. Quando chegou perto, deparou-se com um magnífico castelo cheio de lindos jardins floridos. Entrou e, lá dentro, havia uma sala cheia de comida na mesa e uma lareira acesa. Comeu, sentou-se ao lume e acabou por adormecer. Assim que acordou, foi ver se havia mais comida na mesa e se já não nevava lá fora. Então, foi ao jardim colher uma rosa para a sua filha Bela, mas, subitamente, apareceu um grande e horrível monstro, tremendamente zangado, afirmando que, depois de lhe ter dado hospedagem e comida, ele ainda se atrevia a roubar as suas rosas favoritas. O homem, cheio de medo, argumentou que a rosa era para uma das suas filhas. O monstro, ao saber que o homem tinha filhas, sugeriu que trocasse a vida dele por uma das filhas.     
O que será que aconteceu? Será que o homem trocou a sua vida pelas filhas?
             
             Texto de Ana David Magno, nº3, 5ºA
Ilustração de Patrícia Santos, n.º 29, 12.º E

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O Segredo do Rio

     O Segredo do Rio, de Miguel de Sousa Tavares, encerra uma narrativa encantadora cuja ação se desenrola em torno de um rapaz que morava numa pequena e acolhedora casa no campo, à volta da qual existia um pomar e um ribeiro, onde o rapaz aprendera a nadar desde muito novo. Esse braço do rio alargava-se e formava um lago, mesmo em frente da casa. Era o sítio predileto do menino e lá passava todos os dias de verão, a tomar banho ou estendido na areia a observar as estrelas do céu.
     Certo dia, o rapaz estava a fazer uma construção com pedras e ramos de árvores, quando, de repente, ouviu um barulho nas águas do ribeiro atrás de si. Voltou-se repentinamente e viu um enorme peixe que dava um salto imenso fora de água. O rapaz ficou simultaneamente assustado e admirado, porque nunca tinha visto um peixe a dar um salto tão grande. Ficou especado a olhar para a água e viu claramente um peixe que nadava de um lado para o outro como se fosse o dono do ribeiro. Subitamente, o peixe subiu à tona da água e, com um sorriso na boca, começou a fazer perguntas ao rapaz. Como é óbvio, este ficou assombrado, mas, ao longo da conversa, foi ficando menos assustado.
      O tempo ia passando, os encontros repetiam-se e o rapaz e o peixe construíram uma grande amizade.
     O verão chegou, os dias tornaram-se muito quentes e, como não chovia, o prolongado período de seca ameaçava as culturas. Os pais do rapaz receavam que não houvesse alimentos para darem ao filho e foi o que aconteceu. Tremendamente preocupados, os pais tentavam arranjar uma solução para o problema, até que a mãe se lembrou de ter visto uma grande carpa, no ribeiro. Então, decidiram apanhar o peixe, para comerem. O rapaz ouviu a conversa e ficou em estado de choque. Imediatamente, correu até à margem do ribeiro para contar ao peixe a decisão de seus pais e para o avisar que teria de fugir sem demora.
     As despedidas foram longas e dolorosas e, logo que acabaram, o peixe foi-se embora e o rapaz regressou a casa e enfiou-se na cama a chorar durante muito tempo.
     A história não acaba aqui, muitos episódios interessantes vão ainda acontecer, mas deixo-vos o desafio de os descobrirem, lendo este livro maravilhoso.


Texto de Fabrícia Silva, nº 11, 5ºA
Ilustração de Mariana Teixeira, n.º 28, 12.º E

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Olimpo - Diário de uma deusa adolescente
Teresa Buongiorno
  
Olimpo - Diário de uma deusa adolescente é o título de um livro da autoria de Teresa Buongiorno que nos faz viajar até ao tempo dos deuses gregos.
Este livro está escrito sob a forma de um diário, como o próprio título diz. A personagem principal e autora do diário é Hebe, uma jovem deusa de olhos escuros e cabelo preto.
Hebe relata-nos alguns momentos marcantes da sua vida, por exemplo, a ocasião em que Zeus foi preso e o trabalho dela a distribuir ambrósia, a bebida dos deuses do Olimpo.
Apesar de gostar da vida no Olimpo, da sua família e do seu trabalho, Hebe não era feliz. É que ela era uma jovem diferente que tinha um poder especial: podia ficar jovem para sempre. Hebe não encarava este poder como sorte, porque via os irmãos crescerem, casarem-se e terem filhos, enquanto ela ia ficar adolescente para sempre.
O que mais apreciei neste livro foi o facto de ele narrar uma relação amorosa entre Hebe e Herácles, um jovem destemido que aceitou submeter-se ao ritual da imortalidade, ou seja, beber o leite sagrado de Hera para ficar imortal.
Eu aconselho este livro a todos os que gostariam de ficar a saber mais sobre os deuses do Olimpo.
  
Texto de Sofia Nogueira, n.º 21, 8.º F
Ilustração de João Paradela, n.º 27, 12.º E

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As Joias Escondidas da Princesa Poppy

 Li e gostei do livro As Joias Escondidas da Princesa Poppy, da autoria de Janey Louise Jones. A narrativa tem, como personagem principal, Mel, que está em delírio com a chegada da mãe e do pai, vindos para passarem um mês inteiro na Colina do “Pote de Mel”. Os primeiros dias de férias decorreram num ambiente encantador, com passeios de bicicleta e lanches deliciosos na casa de chá «As Abelhas».
Certa noite, quando Mel já estava deitada na sua cama, ouviu uma conversa entre o pai e a mãe, em que o seu pai se queixava que já estava farto da vida do campo, que tinha saudades da agitação de Los Angeles e de estar sempre ocupado. Mel, ao ouvir aquilo, tapou os ouvidos com a almofada, amargurada com a ideia da partida dos pais. Na manhã seguinte, Poppy e Mel levaram os pais desta a visitar o Palácio «Espiga de Milho», onde ouviram falar de uma lenda relacionada com uma princesa que vivera aprisionada durante muitos séculos e do mistério das joias escondidas. Nessa visita, eles tentaram saber tudo sobre essa princesa e o mistério que a envolvia, através dos guias e dos livros mais antigos que havia no castelo. Com a ajuda de um guia que já conhecia o Palácio de uma ponta à outra, procuraram desvendar o mistério.
Debaixo de subterrâneos, encontraram muitas celas, armaduras de cavaleiros e uma igreja. Dizia-se que era a igreja onde a princesa rezava para que o seu amado voltasse da guerra. Todos eles olhavam para os cantos e recantos da igreja, para verificarem se viam alguma coisa importante, até que a Poppy descobriu uma gaveta debaixo do banco onde a princesa se sentava. Ansiosa, abriu-a e, lá dentro, encontrava-se um papel que dizia...
Será que encontraram as joias? O pai de Mel teria mudado de ideias relativamente à vida no campo?
Texto de Maria Alexandra Duarte Lachado, nº 21, 5º A
Ilustração de Francisca Santos, n.º 24, 12.º E
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O Planeta Branco

     Planeta Branco, de Miguel Sousa Tavares, fala-nos de dois homens e uma mulher cujos nomes são Lucas, Baltazar e Lydia. Estes três amigos eram astronautas e esta história passou-se dentro da nave espacial Ítaca-3000.
     Lucas, o chefe da operação, era quem dava as ordens, mas, para saberem a rota e as coordenadas, eles mantinham contacto com a base espacial de África, situada no deserto do Saara.
     A missão dos astronautas era chegar ao terceiro Sistema Solar, mais propriamente ao Planeta Orizon S-3, onde se pensava existir água sob a forma de gelo calcinado. A passagem do primeiro Sistema Solar para o segundo Sistema Solar correu bem. Contudo, na passagem para o terceiro, eles desviaram-se da rota e perderam o sinal com a Terra. Pensaram, então, que iam morrer e o chefe da operação deu aos amigos um comprimido para dormirem. Baltazar começou a discutir, pois queria sentir a vida até ao último segundo, mas acabaram por adormecer. Quando acordaram, estavam mais velhos, pois tinham decorrido trinta anos. Tinham cabelos brancos e rugas na pele. Passado algum tempo, receberam uma mensagem, leram-na, mas não sabiam de quem era. A mensagem dizia o seguinte: “Bem-vindos ao Planeta Branco, não tenham medo, desembarquem, a atmosfera é respirável.” Desembarcaram e viram um homem vestido de branco, com cabelos pretos, compridos. Esse homem disse-lhes que era o guardião do Planeta Branco e que recebia os mortos que vinham da Terra. Os astronautas, assustados, perguntaram-lhe se eles também estavam mortos. Ele informou que não, que tinham chegado lá por engano, porque os cálculos que tinham feito para chegar ao planeta Orizon S-3 estavam errados. O guardião elucidou que iriam ser enviados de volta à Terra e eles embarcaram para iniciar uma longa viagem de regresso.
     Será que se perderam novamente? Teriam retomado o sinal com a Terra?
     Leiam este livro cheio de aventuras e episódios imprevisíveis.

Texto de Joana Pêgo dos Santos Monteiro, nº16, 5ºA
Ilustração de João Paradela, n.º 27, 12.º E
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O Rapaz e o Robô

O Rapaz e o robô, de Luísa Ducla Soares, apresenta-nos uma narrativa surpreendente. A personagem principal é João, um menino que não gostava de estudar. Certo dia, saiu da escola muito irritado, pois tinha tido mais uma negativa a Matemática. Com a ira, chutou uma pedra que acertou na montra de uma sapataria. Enquanto os colegas se riam, o lojista correu atrás dele e o João, com o desespero, apanhou um autocarro sem saber qual o destino. O fim da carreira foi junto a um largo. O rapaz deambulou por ali e, após algum tempo, encontrou uma pasta cheia de dinheiro. Guardou-o e voltou para casa, sentindo-se um milionário.
Entretanto, teve conhecimento do Dr. Inventino, decidiu ir falar com ele e este apresentou-lhe uma ideia excelente para resolver todos os seus problemas: um robô igual a ele. O inventor fez os moldes do corpo do rapaz e gravou as suas memórias, recordações e ideias na memória do futuro robô. Em breve, teria um irmão gémeo.
Passado algum tempo, João foi buscar a tão desejada encomenda e ficou espantado, maravilhado… O robô parecia a sua imagem refletida no espelho. A partir de então, iniciou o seu plano. O robô foi substituí-lo no teste de matemática e foi um sucesso – teve excelente! Vieram, depois, outros testes e repetiram-se as boas notas. Os pais andavam maravilhados e não se cansavam de o elogiar. O robô substituía João na escola, no desporto, nos jantares da tia Engrácia, até na conquista das raparigas… Era um êxito! O João até começava a sentir alguns ciúmes, mas tinha, como compensação, a liberdade total!
Chegou o dia do seu aniversário e a tia ofereceu-lhe um cão como prémio da sua dedicação. Foi a melhor prenda que podia receber. Passou os dias a passear, brincar e ensinar o cão. Até que chegou a um ponto que começou a ter preguiça de ir passear o cão e aí voltou a recorrer ao robô. Contudo, pela primeira vez, o robô não conseguiu substituir o João, pois o cão recusava-se a acompanhá-lo.
O que teria acontecido em seguida? Adivinho a vossa curiosidade, mas eu vou parar aqui…

Texto de Rafael Alexandre Esperanço, 5.º A
Ilustração de João Paradela, n.º 27, 12.º E

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A Mãe Que Chovia

A mãe que chovia é o título de um livro escrito por José Luís Peixoto, nascido na aldeia de Galveias, no Alto Alentejo, onde viveu até aos 18 anos, idade em que foi estudar para a Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Depois de terminar a sua licenciatura em Línguas e Literaturas Modernas, foi professor em várias escolas portuguesas e na Cidade da Praia, em Cabo Verde. Em 2001, dedicou-se profissionalmente à escrita. Com apenas 27 anos, José Luís Peixoto foi o mais jovem vencedor do Prémio Literário José Saramago. 
Este livro fala-nos de um menino a quem, desde pequenino, todos diziam que era filho da chuva! O pequeno nunca acreditou muito nisso, porque pensava que tinha uma mãe como todas as outras. Ele adorava a sua mãe. Ela ajudava-o em quase tudo, brincava com ele, ajudava-o a adormecer, penteava-o…
Ser chuva era muito difícil, era a única que no Mundo sabia chover e também tinha que fazer longas viagens a países muito distantes. No verão, tinha que ir chover para muito longe e, quando estava longe, sentia muitas saudades do seu querido filho. Em casa, o filho também sentia muitas saudades dela. Assim que a mãe chegava, no outono, ia logo a chover procurá-lo. Mas, quando o encontrava, o rapaz não tinha disposição e não queria falar com a mãe. Isto aconteceu durante muitos anos até que um dia, quando a mãe chegou no outono, o filho disse-lhe que já não acreditava nela. Nessa noite, a mãe ficou tão triste que começou a nevar e esculpiu cuidadosamente um boneco de neve para o filho. Este, quando acordou e viu o boneco de neve, ficou muito contente.
No início do verão, o rapaz pediu à mãe para não ir embora e ela satisfez o seu pedido. O verão procurou-a, disse-lhe que tinha que tinha de cumprir as suas obrigações noutros lugares, mas ela não quis ir. Então o verão foi chamar o vento e este empurrou-a para muito longe.
No outono, quando a mãe regressou, não encontrou o filho e resolveu chover a procurá-lo, mas não o encontrava em lado nenhum.
De repente, a mãe sentiu uns pés a atravessarem-na, era o seu filho…
O que será que aconteceu a seguir? Se querem mesmo saber leiam o livro!
  
Texto de Rodrigo Medeiros Paiva, nº 17, 5ºE
Ilustração de Mariana Teixeira, n.º 28, 12.º E

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A fada Oriana

       A Fada Oriana, da autoria de Sophia de Mello Breyner Andresen, leva-nos a viajar por um mundo maravilhoso. Escolhi este livro por me despertar o gosto pela leitura, que tenho vindo a alimentar desde o tempo de criança, em que ouvia contar histórias e contos pela minha família.
     A narrativa transporta-nos até ao reino da fantasia, onde existia uma fada chamada Oriana. Era uma fada bondosa e linda, como todas as fadas boas. A função que lhe tinha sido atribuída pela rainha das fadas era zelar por uma floresta. Ora, como ela era uma fada muito empenhada, cuidava, com carinho, de toda a floresta: dos animais, das plantas, das pessoas… Havia, porém, uma velhinha que vivia sozinha e por quem Oriana tinha um carinho especial. Por isso, preocupava-se em ajudá-la nalgumas das suas tarefas e, até, a carregar alguma lenha que a velhinha ia vender à cidade. E tudo corria bem naquela floresta encantada. Infelizmente, o infortúnio encarregou-se de mudar o rumo desta bela vida!
 Um dia, Oriana, ao passar à beira do rio, encontrou um peixe muito atormentado por estar fora da água, que lhe pediu ajuda. Imediatamente, Oriana socorreu o pobre animal, levando-o de volta para o seu habitat. Nesse instante, olhando para a água, viu nela a sua imagem refletida e, então, reparou na sua extraordinária beleza. Encantada, logo se deixou enfeitiçar pela vaidade e, tal foi o seu encantamento que, esquecendo-se da sua missão, foi-se desleixando com o cumprimento dos seus deveres. Também, o peixe que ela tinha salvado, dia após dia, ia alimentando a vaidade de Oriana, fazendo com que ela, a pouco e pouco, fosse abandonando a floresta. De vez em quando, ainda ia visitar a velhinha mas, chegou mesmo um dia em que a esqueceu por completo. A rainha das fadas, ao aperceber-se do abandono da floresta e de todo o mau comportamento de Oriana, ficou tão zangada que, imediatamente, resolveu castigá-la, tirando-lhe as asas e a varinha de condão. Oriana reconheceu o seu grande erro, ficou muito triste, chorou, chorou, mas a rainha não a desculpou. Só lhe disse que lhe daria as asas e a varinha de condão quando ela fizesse algo para as merecer.
 Passado algum tempo, vagueando triste e angustiada pela floresta, Oriana avistou ao longe a velhinha, muito cansada e quase cega, a aproximar-se de um abismo. Muito aflita, correu em seu socorro. Quando chegou à sua beira, a velhinha estava prestes a cair no abismo e...
Será que a velhinha caiu no abismo? Ou Oriana terá conseguido salvá-la? Acham que Oriana terá recuperado as suas asas e a varinha de condão?
Se quiserem descobrir o final da história, leiam o livro! Ficarão encantados.

Texto de Ana Rita Borges Xavier, nº 4, 5º A
Ilustração de Francisca Santos, n.º 24, 12.º E

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A Árvore

O livro A Árvore, de Sofia de Mello Breyner Andersen, conta-nos dois contos tradicionais japoneses: “A Árvore” e “O espelho ou o Retrato Vivo”. Na minha opinião, estes dois contos têm tanto de bonito como de comovente.
O que me levou a escolher este livro foi o seu título, porque eu adoraria ter uma casa na árvore.
O texto “A Árvore” fala-nos da existência de uma árvore enorme com uma copa bela e frondosa. Os japoneses gostavam muito dela porque podiam desfrutar da sua sombra, nas tardes de verão, e sentir a brisa fresca. Mas a árvore cresceu tanto que metade da ilha onde ela se encontrava ficou à sombra, as culturas deixaram de crescer, as ruas ficaram muito sombrias e húmidas, o que originou um grave problema, pois as pessoas estavam a ficar doentes.
Após várias conversações, chegaram a um acordo: com imenso pesar, reconheceram que teriam de cortar a árvore e distribuir a lenha pela população, para que cada um pudesse construir alguma coisa que lembrasse a árvore.
O que será que eles fizeram para resolver o problema?
Deixo-vos esta enigma para desvendarem, pois a resposta é muito interessante.
A história seguinte fala-nos de uma aldeia do Japão onde vivia uma família muito feliz, constituída por um casal e uma filha pequenina tão semelhante à mãe que parecia o seu retrato vivo.
Em determinada altura o pai, negociante de chá, teve de ir a Quioto. Passados quatro meses, regressou a casa trazendo várias prendas. Uma delas, para a sua esposa, era muito especial, um espelho, um objeto completamente desconhecido naquela aldeia.
Os anos foram correndo e a mãe adoeceu. Apesar do esforço do marido e dos médicos, não conseguiram curá-la. Sabendo a gravidade do seu estado, a mãe conversou com a filha e entregou-lhe uma caixa com o espelho, dizendo-lhe que, após a sua morte, continuaria a vê-la.
Mas como é que isto seria possível?

Texto de Tomás do Patrocínio Lázaro, nº 28, 5º A
Ilustrações de João Paradela, n.º 27, 12.ºE
e de Francisca Santos, n.º 24, 12.ºE

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O Rapaz de Bronze

     O Rapaz de Bronze, de Sophia de Mello Breyner Andresen, transporta-nos para um lugar encantado.
     Tudo se passa num belo jardim, com imensas flores, um enorme lago e, no centro, uma estátua de bronze representando um menino, daí a origem do título - O Rapaz de Bronze.
     A dona do jardim adorava organizar festas e, para a sua decoração, utilizava sempre gladíolos, pois a senhora achava aquela flor muito bela e rica. Os gladíolos consideravam-se superiores às outras flores e plantas, pois eram os únicos que eram colhidos para as festas da dona do jardim. Até que, um dia, a dona do jardim cansou-se de gladíolos e ordenou ao seu jardineiro que colhesse outros tipos de flores para as suas festas.
     Um Gladíolo ficou muito triste, inconsolável, pois o seu sonho era ser colhido, então, pediu ao Rapaz de Bronze (que era o Rei da noite) para organizar uma festa. Primeiramente, o Rapaz de Bronze não concordou com a ideia, pois festas eram só para humanos, opinava ele, mas depois acabou por aceitar a sugestão devido à insistência do Gladíolo.
     A festa começou a ser organizada com todo o gosto e cuidado. Iria ser de noite e todas as flores, plantas e árvores estavam convidadas. Realizar-se-ia no lago e a iluminação estaria a cargo dos pirilampos. Procurava-se criar um ambiente belo, festivo, de sonho. Contudo, existia uma jarra vazia, sem nada, e o Rapaz de Bronze não gostava de a ver assim, tão desnudada. Então, o Gladíolo sugeriu que se colocasse lá uma pessoa, pois, se nas festas dos humanos são colocadas flores nas jarras, nas festas das flores, deveriam ser colocadas pessoas… A princípio, a sugestão parecia muito estranha e despropositada, porém, depois de terem refletido sobre o assunto, decidiram colocar Florinda, a filha do jardineiro, na jarra.
    Uma pessoa a ornamentar uma jarra?! Como terá sido a festa?
     Se quiserem saber mais, leiam este livro repleto de fantasia e de encanto!


                                                                                         Texto de Sofia Cardoso ,nº20, 5ºE
Ilustração de Mariana Teixeira, n.º28, 12.ºE


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Contos de Grimm
Os irmãos Grimm escreveram estes contos no início do século XIX e, desde então, crianças e adultos conhecem estas histórias, das quais fazem parte «O Capuchinho Vermelho», «A Gata Borralheira”, “A Rosa Espinhosa» e «Rapúncia» ou «Rapunzel».
Das quinze histórias que fazem parte deste livro, eu escolhi dois contos menos conhecidos para partilhar convosco: “Seis cisnes” e “A Rainha das Abelhas”. O primeiro conta-nos que, certo dia, o rei estava a caçar com ardor, quando se perdeu na floresta. Foi então que avistou uma mulher que foi ter com ele, mas era uma bruxa. Ele pediu-lhe que lhe indicasse o caminho, tendo esta acedido, mas sob uma condição: teria que casar com a sua filha. Cheio de medo, concordou e levou-a para o palácio. No entanto, receava que a madrasta tratasse mal os seus sete filhos, que amava do fundo do coração. Por isso, levou-os para um palácio isolado na floresta, onde ia muitas vezes para os visitar. A madrasta começou a reparar naquelas ausências e resolveu subornar os criados para lhe revelarem o segredo. Eles contaram sobre o novelo mágico que indicava ao rei o caminho para o palácio onde se encontrava com os seus filhos. Então, a madrasta coseu camisas com um feitiço de bruxaria. E certo dia em que o rei foi à caça, a bruxa foi para a floresta e o novelo indicou-lhe o caminho. Os filhos do rei, exceto a sua única filha, ao repararem que alguém se aproximava correram ao seu encontro. A rainha atirou-lhes as camisas e, quando estas roçaram nos seus corpos, eles transformaram-se em seis cisnes.
O que terá acontecido? Será que eles ficaram cisnes para sempre ou o rei e a sua filha conseguiram quebrar o feitiço?
O segundo conto, «A Rainha das Abelhas», leva-nos até dois príncipes que partiram numa aventura e nunca mais regressaram a casa. O seu irmão mais novo, cujo nome era Tolo, decidiu partir em busca dos irmãos. Quando Tolo os encontrou, eles troçaram dele, dizendo-lhe que era demasiado ingénuo para se dar bem no mundo.
Partiram juntos e, no caminho, encontraram um formigueiro. Os príncipes queriam destrui-lo, mas Tolo não permitiu. Mais à frente, encontraram um lago com muitos patos e os dois irmãos pretendiam assar um, mas Tolo não consentiu. Mais além, deram com uma colmeia repleta de mel e queriam fazer uma fogueira para asfixiar as abelhas, mas Tolo não deixou.
Finalmente, chegaram a um castelo, percorreram-no e avistaram uma porta com três fechaduras e uma janelinha.
Que mistérios esconderia este castelo? Que iriam eles encontrar?
Não deixem de ler estes e outros contos que fazem parte deste livro fantástico.





Texto de Inês Marques Rebelo, Nº15, 5ºA
Ilustrações de Ivo Roberto, n.º 26, 12.ºE
e de Francisca Santos, n.º 24, 12.ºE
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 O Alquimista

de Paulo Coelho

O Alquimista é a história de um rapaz que, ao contrário daquilo que os pais queriam, decide tornar-se pastor, pois gostava de viajar.
O jovem sonha repetidamente com um tesouro escondido nas pirâmides do Egito. Acatando o conselho de um velho rei, o rapaz vende todas as suas ovelhas e parte para Tânger, seguindo o seu sonho. A partir daí, no resto da viagem, o jovem defronta-se com os grandes mistérios que acompanham o Homem desde o começo dos tempos.
Quando, por fim, chega às pirâmides, descobre que o tesouro não é ouro nem pedras preciosas, mas sim tudo aquilo que ele aprendeu na sua viagem.
O Alquimista é um livro simbólico, no qual Paulo Coelho transmite aquilo que sabe a respeito da alquimia, cuja linguagem é dirigida ao coração, e não à razão.
Este livro mostra-nos que devemos seguir os nossos sonhos, sejam eles quais forem e independentemente do quão difícil possa ser realizá-los, pois somos sempre recompensados quando tornamos um sonho realidade.



Texto de Jorge Fonseca, n.º 12, 10.º A

Ilustração de Mariana Teixeira, n. 28, 12.º E


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A RAINHA DAS NEVES

Contos de Natal, de Hans Christian Andersen, é um conjunto de narrativas maravilhosas, contudo, o conto que mais me fascinou foi A Rainha das Neves. Este texto retrata a história de um maldoso diabo que tinha fabricado um espelho muito especial, pois conseguia modificar, de uma forma maléfica, tudo o que nele refletisse.
Depois do espelho ter percorrido toda a Terra, o diabo tentou levá-lo ao reino dos céus, onde se partiu em mil pedacinhos que caíram dos céus como a neve e a chuva, transformando os corações das pessoas que por eles fossem atingidos em autênticos blocos de gelo. Foi o que aconteceu, certo dia, ao pequeno Kay, que vivia numa grande cidade, juntamente com a sua avó e a sua amiga inseparável, Gerda. Kay, depois de ter sido atingido por um pedacinho do espelho, tornou-se arrogante, grosseiro e insensível. Com o passar dos dias, ele estava cada vez mais indiferente com a sua amiga, chegando mesmo a fazer troça dela.
Num dia de Inverno, quando Kay brincava na praça com o seu trenó, apareceu um outro, muito grandioso, o da bela e gélida Rainha das Neves. O rapaz amarrou o seu trenó a este e deixou-se arrastar, pensando que o passeio iria ser divertido. Quando tentou soltar-se, não conseguiu e a rainha beijou-o para ele esquecer Gerda. Esta, ao ver que Kay não regressava, ficou disposta a viajar até ao fim do mundo para o encontrar. A procura não foi fácil, pois teve de quebrar o feitiço que uma velha senhora lhe fizera, de modo a que ele ficasse no seu jardim. Mais tarde, entrou num palácio com a ajuda de duas gralhas, onde apenas encontrou um príncipe. Por fim, chegou à Lapónia e encontrou o palácio gelado da soberana Rainha das Neves.
Quem quiser saber como foi o reencontro de Kay e Gerda, deverão ler o livro e digo, desde já, que o reencontro é bastante empolgante.

 Texto de Guilherme Filipe Silva Gonçalves, 5º A
Ilustração de Francisca Santos, n.º 24, 12.ºE

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      Li e gostei do livro A Floresta, de Sophia de Mello Breyner Andresen, uma das mais importantes escritoras portuguesas do século XX e a primeira mulher portuguesa a receber o mais importante galardão literário da língua portuguesa, o Prémio Camões.

     Este livro apresenta-nos uma história que se desenrola à volta de uma menina, chamada Isabel, que vivia numa quinta grande e bonita. Lá dentro, havia muitos arvoredos antigos, fontes, jardins, lagos, pomares e um grande pinhal. Isabel era uma menina de onze anos, por isso todos os dias tinha que ir para a escola, mas, à tarde, quando regressava a casa, ia logo brincar para a quinta. Ela adorava anões e passava muito tempo a pensar neles. Perguntava a muita gente se eles existiam, mas todos lhe davam uma resposta negativa. Por isso, convenceu-se que os anões não existiam!
     Num sábado à tarde do mês de outubro, como não tinha aulas, mal acabou de almoçar, dirigiu-se a um bosque perto de casa. Olhou para um tronco escuro e pensou que seria um bom local para moradia de anões. Então, resolveu construir lá uma casinha de paus e musgo para estas criaturas. Após alguns dias, num feriado, Isabel levantou-se e foi ao bosque ver como estava a casa. Mal abriu a porta, deparou com um anão a dormir. Ficou maravilhada com o que viu e ficou a admirá-lo, ainda incrédula. Quando ele acordou, ficou assustado e irritado e quis fugir. O anão era mesmo real, não havia dúvidas: tinha um fato verde, botas e gorro. Fizeram um pacto e tornaram-se grandes amigos.
     Todos os dias, quando Isabel chegava ao bosque, ia logo ter com o anão, gostava de conversar com ele, pois era muito esperto e contava muitas histórias. Afinal, já tinha centenas de anos…
     Passado um ano, o anão decidiu contar à Isabel o seu grande segredo, ele já tinha confiança nela! Querem saber qual o segredo? Pois, não conto… Para descobrirem, leiam o livro!
     Só quero acrescentar que, para além da história, que achei maravilhosa, também apreciei a ideia de que devemos acreditar nos nossos sonhos e não desistir deles.

Texto de Rodrigo Medeiros Paiva, nº 17, 5º E
Ilustração de Mariana Teixeira, n.º 28, 12.º E

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Promontório da Lua
de Alice Vieira

Recentemente, aventurei-me a ler a obra Promontório da Lua, escrita por Alice Vieira e publicada pela Editora Caminho.
Esta história é narrada por uma palmeira que vivia no meio de um quintal em Cascais, já há muitas centenas de anos.
Durante o tempo em que esteve naquele local, presenciou vários momentos importantes da História de Portugal, tendo visto fomes, pestes, luxo, miséria, conquistas, esperanças, derrotas…
Para além disso, sobreviveu a catástrofes, nas quais viu morrer pessoas que conhecia e que por ali passavam.
Conta também que, em toda a sua vida, só tinha havido uma pessoa que compreendia a sua “voz vegetal”: o seu amigo Mohamede, que a trouxera de África e ali a plantara.
Certo dia, a palmeira ouviu dizer que iam construir uma nova estrada, que passava precisamente naquele sítio, o que implicava que a cortassem.
Gostei muito de conhecer a vida desta palmeira, que viveu centenas de anos naquele quintal, com o mar à sua frente, e que, agora, ansiava que a sua alma de árvore voasse do seu tronco e ficasse para sempre deitada no Promontório da Lua, onde ela pensava que o mundo acabava.
Sem dúvida que recomendo a leitura desta obra, principalmente a quem gosta de História, pois é um livro fácil e interessante.
Mais uma vez, esta escritora está de parabéns, por esta fantástica história.

Texto de Ana Isabel Neves, n.º 1, 8.º B
Ilustração de Eduarda Guerra, n.º 23, 12.º E
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     Recentemente li o livro Lendas Portuguesas, um conjunto de lendas recolhidas por Fernanda Frazão. Este tipo de narrativas fascina-me, pois misturam de tal forma o real com a ficção que, muitas vezes, se torna difícil ou mesmo impossível identificar o que faz parte da realidade ou do imaginário. Achei todas as lendas deste livro muito interessante, mas há uma que recordo de modo especial.
     Conta-nos essa lenda que, há muitos anos, existiu uma mulher corpulenta e viva, chamada Brites de Almeida. Nascida em Faro, de uma família pobre e humilde, esta mulher era tão feia e matulona que chegou a fazer-se passar por homem. Desde a infância que se revelou desordeira e destemida, envolvendo-se frequentemente à pancada com a miudagem.
     Já adulta, Brites andou por várias localidades e conviveu com vagabundos, almocreves, soldados, frades, pedintes… Aprendeu a esgrimir e a manejar as armas e adquiriu uma vasta fama de valentona.
     Certo dia, um soldado propôs-lhe casamento, contudo, ela, antes de tomar uma decisão, impôs-lhe uma condição: um combate entre ambos. Brites ganhou esse combate e o soldado ficou muito ferido, acabando por morrer. A partir desta morte, Brites fugiu para Espanha, com medo da justiça. Porém, na viagem de barco, foi capturada e vendida como escrava. Depois de muito trabalho, conseguiu fugir com a ajuda de outros dois escravos portugueses. No regresso, houve uma tempestade e ela veio parar à praia da Ericeira. Como era procurada pela justiça, para evitar ser apanhada, cortou o cabelo, disfarçou-se de homem e refez a sua vida exercendo o ofício de almocreve. Ao fim de alguns anos, já cansada, aceitou o trabalho de padeira, em Aljubarrota, onde encontrou um homem honesto e calmo, um lavrador com quem se casou em 14 de agosto de 1385. Nesse mesmo dia, houve uma batalha entre portugueses e castelhanos. Ela ouviu os rumores desse combate, não conseguiu resistir, pegou no que tinha à mão e foi para a luta.
     Acabada a batalha e saindo vencedores os portugueses, Brites de Almeida voltou para casa para festejar a vitória, mas ouviu um barulho estranho no interior do edifício e… O que teria ela visto dentro da casa? Como teria reagido?
Texto de Rafael dos Santos Rebelo, nº 24, 5º A
Ilustração de Anabela Silva, n.º 21, 12.º E 


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Navegações
Sophia de Mello Breyner Andresen
     Quando dizemos a palavra “Portugal”, hoje em dia, vêm-nos à memória imagens de decadência e de crise. Mas nem sempre foi assim. Portugal contribuiu, e muito, para o mundo com as suas navegações.
     Esta obra de Sophia de Mello Breyner Andresen aborda a descoberta do mundo. Ela tenta suscitar nos seus leitores os mesmos sentimentos de espanto e de novidade que os primeiros marinheiros sentiram quando se aventuraram pelos oceanos.
     Em primeiro lugar, antes de abrir um livro, há que senti-lo, observá-lo, ver alguns dos elementos paratextuais. Este tem em destaque o título e o nome da autora e, também num lugar visível e dominante, a representação de uma xilogravura de Ilda David.
     Em segundo lugar, vemos que a obra é constituída por um conjunto de poemas que remetem para o deslumbramento das navegações. Porém, nem todas são físicas. Algumas são claramente espirituais, visto que se procura expandir os limites do imaginável. O maravilhamento, a fauna e a flora extraordinários são motivos constantes na obra, assim como a magia dos espaços, marcada pela alucinação dos sentidos e pela violência das cores. Assim, os marinheiros assemelham-se a crianças a contemplarem o mundo pela primeira vez. É toda esta maravilha e espanto que move estes descobridores e não só a simples busca de bens materiais; e foi graças a este sentimento que desnudaram o mundo e os seus mistérios, como se percebe pelo léxico associado à nudez.
Formalmente, Sophia optou por estrofes curtas e de métrica irregular. Comparações, metáforas e uma adjetivação expressiva são também características da escrita destes poemas.
Porque estas navegações decorrem num espaço imaginário e não apenas num físico, como em Os Lusíadas, a obra permite-nos refletir e desejar novas navegações. Sendo assim, como a própria autora alerta no texto final, o fundamental é olhar, é a desocultação, o descobrimento do mundo e de nós próprios.


Texto de Mónica Trigo Carvalho, n.º 21, 10.º A
Ilustração de Anabela Silva, n.º 21, 12.º E

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Ciranda de Pedra
Lygia Fagundes Telles
     Publicado em 1954 e escrito por Lygia Fagundes Telles, Ciranda de Pedra é o romance de estreia desta escritora brasileira.
     Trata-se de uma narrativa sobre as relações humanas e as tensões familiares, sendo este livro muito popular dentro e fora do Brasil.
     Ciranda de Pedra conta a história de uma jovem de nome Virgínia, narrando a sua passagem de uma infância sofrida para a adolescência.
     Os pais da protagonista estão separados e, por isso, ela é criada apenas pela sua mãe, Laura, e pelo seu tio Daniel, que, na verdade, é o seu pai biológico. No entanto, Virgínia pensa que o seu verdadeiro progenitor é Natércio e visita semanalmente a casa deste. Nesta moradia, há uma fonte rodeada por cinco anões de pedra. Virgínia imagina que essas figuras são as suas irmãs, Bruna e Otávia, e os seus amigos Afonso, Letícia e Conrado, sendo este último o amor platónico de Virgínia.
     Após a morte de Laura, a jovem vai para um colégio de freiras e, quando volta para casa, descobre as fraquezas das pessoas que, na infância, ela tanto admirava.
     O livro está, assim, dividido em duas partes: a primeira contém todo o desenrolar da história antes de Virgínia ir para o colégio e a segunda relata a saída do colégio e a descoberta do mundo real e adulto.
     Relativamente ao estilo, a autora utiliza uma linguagem que descreve muito bem os sentimentos e as emoções das personagens, o que possibilita ao leitor uma melhor compreensão da obra e um maior envolvimento no enredo. Um bom exemplo é a seguinte passagem: “Duas grossas lágrimas correram-lhe pelo rosto, pesadas como gotas de mercúrio.” (página 90).
     A edição desta obra publicada pela Editorial Presença apresenta uma capa simples na qual se vê uma menina com um vestido preto e flores na mão. Esta imagem estará associada ao luto de Virgínia, após a morte de sua mãe.
     Esta história permite ao leitor refletir sobre si mesmo, sobre a condição humana e sobre as dificuldades que surgem ao longo da vida.
     Lygia Fagundes Telles dedica este seu primeiro romance aos pais, Duriel e Zazita, como se lê nas primeiras páginas.

 Texto de Lúcia Ferreira, n.º 15, 10.º A
Ilustração de Mariana Teixeira, n.º 28, 12.ºE

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Primeiro livro de poesia – Poemas em língua portuguesa para a infância e a adolescência
Seleção de Sophia de Mello Breyner Andresen

Quando a minha professora de Português nos propôs participarmos no projeto “Li e gostei”, fiquei logo interessada, pois gosto de partilhar as minhas leituras. Por esta razão, vou-vos falar um pouco da obra Primeiro livro de poesia.
Este livro não tem apenas um autor, uma vez que é uma seleção de poemas feita por Sophia de Mello Breyner Andresen. A escritora reuniu poemas de vários poetas de todos os países de língua oficial portuguesa, como, por exemplo, os seguintes: Jorge Barbosa, de Cabo Verde; Gil Vicente, de Portugal, José Craveirinha, de Moçambique, entre outros. O livro foi ilustrado por Júlio Resende.
Passo agora para o conteúdo da obra e vou, pois, falar dos poemas de que mais gostei e porquê.
Dois deles são de Bocage, um poeta de nacionalidade portuguesa. Um tem como título “Epigrama”. Este poema fala de um velho muito avarento, que leva uma pedrada num olho e que se recusa a pagar o tratamento. Gostei deste texto porque tem uma linguagem adequada à minha idade. O outro é “A cigarra e a formiga” e é muito engraçado. Acho que este poema é interessante, já que, em apenas seis estrofes, o poeta consegue contar a fábula toda.
Gostei também do poema intitulado “Ao desconcerto do mundo”, de Luís de Camões. Este é, sem dúvida, o meu preferido, pois refere-se às injustiças do mundo.
Não podemos esquecer “A nau Catrineta”, um romance popular português. Este poema, que se passa na época dos Descobrimentos, retrata a vida dos tripulantes da nau. A minha parte favorita é aquela em que se diz “Deitaram sola de molho, / para o outro dia jantar. / Mas a sola era tão rija / Que a não puderam tragar”.
Esta obra inclui alguns poemas sobre animais, como aquele que conta a vida de uma família de coelhos e outro que fala de uma zebra, que, como estava de pijama, teve de se ir deitar. Este último é pequeno e simples, mas engraçado.
Neste livro, estão também presentes poemas brasileiros, dos quais eu ainda não falei, pois aprecio mais os portugueses, mas não os vou desvalorizar, já que há alguns que também achei interessantes. Um deles é “A borboleta”, de Odylo Costa, e conta a história de uma triste borboleta que, certo dia, quando foi beber água e viu o seu reflexo, se achou muito feia. Foi tal o desgosto que morreu. Já no Céu, Deus ralhou com ela por ter sido tão fútil, mas acabou por lhe perdoar, mandando-a de volta à vida, só que, desta vez, de azul e amarelo.
Por fim, gostei de um poema intitulado “Vinde, ó pobres”, de Jorge de Lima, um poeta também de nacionalidade brasileira. Neste texto, apreciei especialmente os últimos quatro versos, que dizem o seguinte: “Jesus Cristo – Rei dos Reis / Os vossos pés quer lavar. / O filho do marceneiro / Não vos pode abandonar.” Gostei destes versos por demonstrarem às pessoas como Deus é bondoso até com os pobres.
Não gostei de alguns dos textos desta obra como, por exemplo, “Serão de menino”, de Viriato da Cruz, porque não me pareceu que tivessem uma lição de moral, característica que eu não aprecio.
Agora que já sabem do que trata o livro, espero que estejam interessados em lê-lo. Recomendo-o a amantes de poemas e a quem goste de conhecer a cultura de outros países.


Texto de Maria Beatriz Fonseca, 8.º B, n.º 19
Ilustração de Francisca Santos, n.º 24, 12.º E
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     Tobias e o Anjo é um livro da autoria de Susanna Tamaro, cuja leitura me deixou fascinado. A narrativa capta a nossa atenção do princípio ao fim e provoca-nos variadas emoções.
     Tudo começou quando uma menina de oito anos estava no seu quarto a pensar num assunto em que poucas pessoas pensam: a voz das coisas. Ela dizia que havia a língua dos cães, dos gatos, dos elefantes e muitas mais. Assim, conseguiam falar cães com cães, gatos com gatos, mesmo que fossem de países diferentes. Mas, com os humanos, não acontece a mesma coisa, pois têm várias línguas para várias nacionalidades.
     Marta, assim se chamava a menina, só tinha um amigo, o seu avô. Ele respondia às questões que lhe surgiam e ajudava-a a realizar os trabalhos de casa de uma forma mais fácil do que o habitual. Para Marta, as conversas com o avô eram “palavras-chave”; na escola, as conversas eram “palavras-confusão” e, em casa, as discussões entre os pais, por tudo e por nada, eram “palavras-escorpião”.
     Ela e o avô tinham arranjado uma brincadeira muito engraçada: a Marta era o Tobias, ou melhor, um cão e o avô era o dono. Certo dia, o avô não apareceu e ela ficou muito preocupada.
     Durante o almoço de um domingo, a mãe deu a saber ao pai um recado da escola, por causa das más notas. O pai, zangado, discutiu com a mãe e Marta foi para o quarto. Mais tarde, apercebeu-se que estava sozinha. Então, decidiu fugir de casa à procura do seu destino. Algum tempo depois, surgiu-lhe um problema: estava frio e não tinha onde dormir, mas, entretanto, lembrou-se que o avô lhe tinha dito que, dentro dos contentores, estava sempre mais calor, mesmo que cheirassem mal. Por isso, ela entrou num contentor e dormiu lá toda a noite. De manhã, acordou com uns gritos estridentes, vindos de uma senhora que dizia ter um castelo e que afirmava que salvara a vida de Marta, portanto ia levá-la consigo. Quando chegaram ao castelo, a menina reparou que tudo era feito com materiais recolhidos do lixo. Ratosa, a dona do castelo, ia todas as noites aos caixotes do lixo, por toda a cidade, e recolhia aquilo de que precisava.
     No castelo, Marta fez um amigo, um coelho chamado Athos. Ela confessou-lhe que não tinha destino e que todos a tinham abandonado, mesmo o avô, que gostava muito dela, mas que deixara de a visitar em casa de seus pais. Athos fê-la perceber que talvez tivesse acontecido alguma coisa ao avô, que o impedira de a visitar.
     Certo dia, quando Marta e a dona do castelo já tinham vindo da recolha do lixo, ouviram-se sirenes da polícia. Elementos da Segurança Social vinham buscar Marta. A dona do castelo foi apanhada, Marta começou a fugir e a assistente social foi atrás dela…
     Marta foi apanhada? Voltou a ver os pais? O avô apareceu?
     Para encontrarem as respostas a estas perguntas terão de ler este livro maravilhoso.

Texto de Luís Maria Quaresma, nº 19, 5ºA
Ilustração de Francisca Santos, n.º 24, 12.º E
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           Quando Hitler me roubou o coelho cor-de-rosa
de Judith Kerr

Esta é a história de uma menina judia chamada Ana.
Esta criança vivia com a sua família em Berlim. A mãe era uma boa dona de casa e o pai escrevia artigos para os jornais.
Certo dia, o pai de Ana descobre que Adolf Hitler se ia candidatar às eleições. Preocupado, acaba por viajar para a Suíça, mas, antes de partir, combinou com a sua família que, um dia antes de se saber quem iria ganhar, iam todos ter com ele.
Dois dias antes das eleições, a mãe de Ana encontrava-se muito atarefada a preparar tudo para a partida e reparou que sobrava espaço na bagagem. Então, pediu que cada um dos seus filhos colocasse lá um brinquedo. Max colocou a sua bola de futebol e Ana ficou indecisa acerca do brinquedo que levaria: o seu cão de lã ou o coelho cor-de-rosa. Depois de muito pensar, escolheu o cão, pois achava que não tinha brincado o suficiente com ele.
Tal como combinado, um dia antes de se saber o resultado das eleições, a família chegava a Zurique. Ana ficou surpreendida ao ver tanta coisa nova. Ao fim de pouco tempo, os dois irmãos já tinham muitos amigos, incluindo na escola.
Assim como o dinheiro, o trabalho era escasso e o pai de Ana precisava de um bom emprego. Um dia, recebeu uma ótima proposta para trabalhar em Paris. Ficaram muito contentes, mas, para Ana, a felicidade durou pouco, pois começou a pensar que teria de mudar de casa, de amigos. Ao pensar nisto, também se lembrava da sua terra natal, como estariam os seus amigos, a sua família, o seu coelho cor-de-rosa.
Algumas semanas depois, encontravam-se em Paris. Havia um pequeno pormenor, que era, exceto o pai, não saberem falar francês. No entanto, depois de alguns meses, a família já falava muito bem a língua.
Mais tarde, o pai decide fazer um filme de toda a sua vida.
Sobre este livro, encontrei duas curiosidades. A primeira é o facto de ele ser baseado na vida da autora e a segunda é que, atualmente, a autora diz que se arrependeu de ter deixado o coelho para trás.
Na minha opinião, este livro é cativante, realista e atual, pois, infelizmente, nos dias de hoje, também existem muitas pessoas refugiadas.

                                                                                              
Texto de Patrícia Duarte, n.º 24, 8.º B
Ilustração de Francisca Santos, n.º 24, 12.º E
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A 5.ª vaga
Rick Yancey

Todos os livros merecem ser lidos, e este não é exceção. O livro A 5.ª vaga tem como autor Rick Yancey e foi publicado pela Editorial Presença.
As personagens que dão vida à história são a Cassie, a rapariga que não desiste; Evan Walker, o rapaz que a ajudou, aliando-se a ela; Sammy, o irmão de Cassie e também a sua única esperança, e Ben, a sua paixão. Vamos saber como todos eles se cruzaram.
O planeta Terra foi invadido por extraterrestres de uma maneira mais serena do que imaginamos. Uma das suas naves gigantes, a nave-mãe, fixou-se na órbita da Terra. Todos a conseguiam ver e todos se questionavam sobre quais seriam os seus planos, pois, nos primeiros tempos, era como se não estivessem lá, ou seja, não tinham qualquer interação com os seres humanos.
Quando nos começaram a atacar, embora indiretamente, mostraram que estavam preparados e organizados. Isso provou-se nas diferentes vagas: a primeira vaga originou o fim de tudo o que funciona a motor e de toda a eletricidade; seguiu-se um enorme tsunami acompanhado da destruição total de tudo por onde passava, isto é, os países do litoral; esta foi a segunda vaga; aos países do interior, foi reservada uma contaminação provocada pelos milhares de aves, à qual só sobreviveu quem era imune à doença.
Depois desta terceira vaga, formularam-se teorias segundo as quais os extraterrestres queriam a Terra, os seus recursos naturais e alguns de nós, humanos. Mais tarde, apareceu a quarta vaga, que veio acabar com os adultos.
Cassie Sullivan narra-nos tudo isto, achando que é a única sobrevivente da Terra. Os seus pais morreram nas vagas anteriores e, assim, o seu irmão é o seu único foco. Sammy foi afastado de Cassie na quarta vaga, quando um autocarro dos militares o levou (a ele e a outras crianças) do acampamento onde estavam. Cassie não teve permissão para lá entrar, pois já era adolescente. Depois de levarem todos os meninos e meninas, mataram os adultos e Cassie, escondida, apercebeu-se, com isso, de que algo estava errado.
Sozinha, partiu em busca do seu irmão e foi depois de levar um tiro numa perna que um rapaz, Evan Walker, a transportou para sua casa e lhe fez um curativo. Ao início, suspeitou dele, pois não podia confiar em ninguém, mas, ao longo do tempo, concluiu que ele era boa pessoa. O que ela não sabia era que ele guardava segredos que ela nunca imaginaria.
Entretanto, os militares contaram às crianças que nós estávamos a ser usados como hospedeiros e começaram a treiná-los para matarem esses «fantoches». Benjamin, o rapaz por quem Cassie estava apaixonada antes de tudo acontecer, também foi levado, mas este suspeitou logo de todos, e com razão.
Recomendo o livro porque ele é todo um mistério, porque a sua escrita é especial, já que a história é narrada por diferentes personagens, e, claro, porque tenho a certeza que todos quererão saber quem era, afinal, Evan Walker, o que pretendiam, verdadeiramente, os militares e qual era a famosa quinta vaga.


Texto de Catarina Guedes, n.º 4, 8.º B



Ilustração de Ivo Roberto, n.º 26, 12.º E

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     Li e gostei do livro O Dragão, escrito por Luísa Ducla Soares e ilustrado por Ana Afonso. Relativamente à autora, já conhecida de muitos leitores, nasceu em Lisboa, em 1939. É licenciada em Filosofia e escreve, preferencialmente, para crianças e jovens como nós, tendo já recebido prémios muito importantes, dos quais destaco o “Grande prémio Calouste Gulbenkian”, pela sua obra, em 1996.
     Quanto ao livro, é muito cativante e apela permanentemente à nossa imaginação. É uma história cheia de aventura e de ação, tal como eu gosto. A narrativa de que vos fala retrata as fantasias de Ching-Ling, uma menina chinesa que gostava muito de animais, particularmente de dragões. Sempre que podia, desenhava-os e pintava-os. Até no recreio brincava aos dragões…

     Um dia, encontrou um dragão na floresta. Levou-o para casa e tratou-o muito bem. A certa altura, a menina adoeceu, mas continuou a sair de casa para arranjar comida para o seu dragão, o que agravou o seu estado de saúde e a levou para o hospital. Como não queria deixar o seu amigo, levou-o com ela, escondido num bolso e preso por um cordel. Contudo, havia um problema: como se iria alimentar o dragão? Depois de refletir, a menina achou que, alongando o cordel, à noite, o dragão poderia andar pelos corredores do hospital e comer algumas migalhas ou restos de comida que por lá houvesse. No entanto, o dragão foi comendo comprimidos, muitos comprimidos, alguns destinados a fazer crescer anões, outros a desenvolver o cérebro de atrasados mentais e, certos, ainda, a acalmar os loucos.

     Depois de restabelecida, Ching-Ling regressou a casa e, como o dragão começou a crescer imenso, ela não conseguiu escondê-lo por mais tempo. Os pais descobriram-no e, ainda estupefactos, avisaram a menina que teria de libertá-lo. Contudo, mudaram de opinião quando constataram que ele ajudava nas tarefas domésticas e o dragão tornou-se membro da família. Quando as pessoas o viam, primeiro, assustavam-se, mas, depois, passavam a gostar muito dele, pois o dragão era inteligente e muito meigo, ao ponto de passar a ser considerado património nacional da China.

     Por tal facto, foi colocado dentro de um espaço rodeado por grades, para que toda a gente pudesse vê-lo, o que impediu o contacto entre o dragão e Ching-Ling, tendo o animal ficado muito triste. Ao vê-lo assim, tão infeliz, Ching-Ling foi visitá-lo para o ajudar a fugir e para que pudesse voltar a ser feliz.

     Para onde terá ido o dragão? Terá mantido o contacto com a sua amiga? Terá permanecido meigo e inteligente? Lê este livro maravilhoso e sacia a tua curiosidade.



Texto de Tomás do Patrocínio Lázaro, nº 28, 5º A
Ilustração de João Paradela, n.º 27, 12.º E

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O Cavaleiro da Dinamarca
Sophia de Mello Breyner Andresen
     Nos dias de hoje, as pessoas preferem ver um filme do que usufruir da companhia de um bom livro.
     No meu caso, sempre preferi os livros, daí estar a escrever este texto sobre um deles. Desde o primeiro que li até hoje, o meu preferido sempre foi O Cavaleiro da Dinamarca, de Sophia de Mello Breyner Andresen. Apesar de o acharem um pouco infantil, é dos melhores que existem.
     Este conto fala-nos de um cavaleiro que, numa bela noite de Natal, informa a sua família de que partirá em direção à Terra Santa, para passar o Natal seguinte na gruta onde Cristo nasceu, só voltando passados dois anos. Embora pareça uma história triste, pelo facto de que o Cavaleiro partirá sem a sua família, a verdade é que não o é. Aliás, trata-se de um livro de aventuras, e escrito de uma maneira tão bonita que ninguém é capaz de a superar.
     Para além da história, este livro é muito cativante devido às suas descrições pormenorizadas e à maneira como são apresentadas as personagens. Estas vão-nos aparecendo ao longo do caminho do Cavaleiro, como, por exemplo, o mercador de Veneza, o banqueiro de Florença, os frades do convento, o negociante flamengo de Antuérpia e alguns habitantes da sua aldeia que lhe deram abrigo durante algum tempo, quando voltava para casa.
     Esta parte do livro é uma das mais bonitas e apelativas, pois o Cavaleiro, ao ver os seus conterrâneos, sentiu ainda mais vontade de cumprir a promessa de estar em casa no dia de Natal. Para isso, ainda teve de passar por várias dificuldades, pelo que precisou de ser corajoso e de não perder a esperança de que iria voltar, como podemos ver neste excerto: «Mas foi em frente desse céu fechado e mudo que o Cavaleiro rezou. […] – Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens de boa vontade.
     Então na massa escura dos arvoredos começou ao longe a crescer uma pequena claridade.»
     Depois disto, o Cavaleiro agradeceu a Deus e retomou o seu caminho. E foi assim que, no dia de Natal, dois anos depois da sua partida, o valente Cavaleiro chegou a casa.
     E é por estes motivos todos que O Cavaleiro da Dinamarca é um dos melhores livros que alguém pode ler.


 Texto de Diana Lucas Almeida, n.º 6, 10.º A
Ilustração de Ivo Roberto, n.º 26, 12.º E

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O Retrato de Dorian Gray
Oscar Wilde
     O Retrato de Dorian Gray, da autoria de Oscar Wilde, é uma obra que carrega uma crítica à hipocrisia humana.
     A história incide numa personagem, Dorian Gray, um jovem com uma beleza invulgar e uma personalidade forte, amável e pura. Tudo começa com a pintura de um retrato dele por Basil Hallward, um pintor reconhecido da altura. Entretanto, um amigo do artista, Lord Henry, um homem de caráter persuasivo, mas enganador e malicioso, é apresentado a Gray. Desde então, a personagem principal sofre uma mudança drástica e repentina, por influência do Lord. A sua pureza e inocência são transformadas em narcisismo, egocentrismo e hedonismo. Com estes novos ideais, surge o desejo de que a beleza fique para sempre no seu rosto e de que seja o quadro a envelhecer. Este sonho realiza-se e o retrato passa a marcar a passagem do tempo e a revelar a falsidade, a desonestidade e a degradação da alma do jovem.
     O autor, baseando-se na autocontemplação, no egoísmo, na exuberância e no poder da influência de Gray, pretende acusar a vaidade humana, criando, no livro, a ideia de que a beleza é a única coisa que interessa perseguir e conquistar na vida.
     O Retrato de Dorian Gray é um grande clássico que tem como objetivo evidenciar os principais defeitos do Homem do século XIX, embora eles ainda estejam presentes na sociedade atual. Por isso, pode-se classificar este livro como intemporal.

Texto de Carolina Gomes, n.º 6, 10.º B
Ilustação de Anabela Silva, n.º 21, 12.º E

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     Recentemente, li o livro A menina que sorria a dormir, de Isabel Zambujal, e fiquei fascinada. As ilustrações expressivas, de Helena Nogueira, tornam o livro ainda mais apelativo.
     Sobre a autora, fiquei a saber que nasceu em Lisboa, em 1965. É filha do escritor Mário Zambujal e, como gosta muito de crianças, decidiu começar a escrever livros infantis.
     Escolhi este livro, porque a minha professora de Português falou dele na aula e eu fiquei curiosa.
     A narrativa fala-nos de uma menina, chamada Glória, que habitava numa aldeia muito pequena e com poucos habitantes. Vivia com a sua mãe, Inácia, e com a sua avó Gertrudes. O seu pai, Amílcar, não morava com ela, pois tinha arranjado emprego numa cidade distante.
     A Glória era uma menina tal como as outras, mas havia uma diferença: não conseguia dormir sem ser embalada por histórias. Quando alguém parava de contar a história, fosse a que horas fosse, a menina abria imediatamente os olhos e dizia: «E depois, e depois?». Ora, como a mãe não aguentava noites inteiras e seguidas a contar histórias, os habitantes da aldeia, com espírito solidário, disponibilizaram-se a ajudar. Seguindo uma escala elaborada pela professora daquele local, cada habitante, várias vezes por mês, passava a noite acordado a contar histórias à menina. Mas o tempo foi passando e os habitantes já andavam cansados por perderem tantas noites sem dormir.
     Até que um dia, a Glória recebeu uma caixa forrada de seda azul, decorada com estrelas prateadas, que o seu pai lhe enviara. Extasiada e curiosa, abriu a caixa e não podia acreditar no que via, era o presente mais lindo que poderia receber.
     E fico por aqui, não vou contar mais. Só vos digo que a vida da Glória e dos restantes habitantes da aldeia mudou completamente a partir do dia em que ela recebeu este belo presente.
     O que se teria passado? Querem saber? Pois… terão que ler o livro.


Texto de Joana Santos Monteiro, n.º 16, 5ºA
Ilustração de Mariana Teixeira, n.º 28, 12ºE

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     O Grande Gatsby, de F. Scott Fitzgerald, é um romance que, apesar da sua atipicidade, não deixa de ser completamente assombroso, marcando o leitor pela audácia com que foi escrito, sendo apenas possível largá-lo quando chegamos à última página e podemos finalmente recuperar o fôlego.
     Esta obra transporta-nos para os anos 20, uma época grandiosa da História americana, subtilmente distorcida por F. Scott Fitzgerald, e apresenta um conjunto de personagens românticas e dissimuladas.
     Nick Carraway, o narrador, mudou-se para West Egg em busca de riqueza, trabalhando como corretor de bolsa. Esta personagem acaba por se tornar um fiel amigo de Jay Gatsby, que tem a ilusória esperança de recuperar Daisy, a mulher que personifica tudo o que ele sonhava atingir: beleza, dinheiro e requinte. Daisy é casada com Tom Buchanan, um hegemónico, adúltero e pretensioso herdeiro de uma rica e aristocrática família.
     Apesar de todas as incongruências das personagens, não podemos evitar amá-las ou detestá-las.
     É um livro espantosamente absorvente e maravilhoso, que nos transporta, de cada vez que o lemos, para as festas de Gatsby, para o seu jardim (onde tenta alcançar a luz verde de Daisy, no possível «futuro orgástico» descrito por Nick), ou para a sua fatal noite de anos.
     Considero O Grande Gatsby uma das maiores obras de todos os tempos. Mas, para mim, este romance é, também, um clarão verde, devido à esperança de Gatsby (e do leitor) de conseguir realizar todos os seus desejos, e um sonho destruído, pelo motivo de não ter o final feliz a que estamos habituados e de, mesmo assim, nos dar, de modo não convencional, uma perceção realista do que é o amor.

Texto de Ana Margarida Cardoso, nº 1, 10º B
Ilustração de Patrícia Teixeira, nº 30, 12º E
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A Rapariga que roubava livros, de Markus Zusak
     Não há nada melhor do que ler um livro, acompanhado de um doce café, num dia de inverno. Então, decidi aventurar-me e ler o livro A Rapariga que Roubava Livros, publicado por uma das mais conhecidas editoras, a Editorial Presença, e escrito por Markus Zusak.
     Toda esta história se passa na época de Hitler e dos nazis, que não era, de todo, uma boa altura para se viver, sobretudo na Alemanha.
     As personagens mais relevantes são a Liesel, a protagonista, Hans e Rose Hubberman, os seus pais adotivos, Rudy, o melhor amigo de Liesel, e Max, um homem que aparece mais tarde na história.
     O livro começa com Liesel a viajar de comboio com o seu irmão e com a sua mãe. Estas duas crianças iriam ser entregues a uma família adotiva, mas o menino morreu de repente com um grande ataque de tosse e foi no seu funeral improvisado que Liesel descobriu algo caído no chão. Era um livro, e o seu título era O Manual do Coveiro. Naquela altura, ela não sabia ler, mas isso não a impediu de levar a obra consigo.
     Logo no dia em que conheceu os pais adotivos, Liesel percebeu que Rose Hubberman era como a tempestade, sempre cheia de raiva, e que Hans Huberman, pelo contrário, era simpático e adorável.
Ao longo do tempo, Liesel tornou-se a melhor amiga de Rudy e este ajudou-a muito na sua adaptação à nova vida.
     Entretanto, houve uma fogueira para aclamar Hitler, na qual foram queimados muitos livros. Um deles não ardeu na totalidade e é óbvio que quem o resgatou foi Liesel.
     O seu pai adotivo, ao aperceber-se de todos os livros que a menina possuía, decidiu ensiná-la a ler, para que ela soubesse o conteúdo de cada um e, como ela ficou totalmente apaixonada, ainda roubou mais algumas obras.
     Entretanto, a mulher do presidente, que tinha assistido ao resgate do livro da fogueira, começou a levar Liesel para sua casa, onde havia uma enorme biblioteca que a menina passou a frequentar.
     Certo dia, um homem chamado Max apareceu no número 33 da Rua Himmel, a casa onde a família Hubberman morava. O problema era que Max era judeu e, por isso e por muito mais, a vida de Liesel ficou mais complicada a partir daí.
     Ao longo do livro, descobri muitas partes interessantes, quase todas apartes do narrador. Achei-os bastante cómicos, mas também importantes, pois fazem-nos pensar.
     Este livro é absorvente pela maneira pormenorizada como o autor o escreveu e também porque, de vez em quando, há fins de capítulos que nos avisam sobre algo que vai acontecer muito depois. Também fiquei surpreendida quando descobri que Markus Zusak escolheu um narrador diferente do de todos os outros livros que já li, ou seja, quem conta a história é alguém extremamente importante, mas um pouco misterioso, de maneira que só nos apercebemos de quem se trata após algumas páginas.
     Nota-se ainda que o livro está cheio de cultura e de algumas metáforas. Quanto à cultura, posso já adiantar que há algumas palavras em alemão (já agora, como exemplo, Himmel significa céu). No que toca às metáforas, penso que os livros que as têm são os melhores, porque temos de mergulhar mesmo dentro da história para as podermos entender.
     Recomendo vivamente esta obra, que tem ainda muito para descobrir: como é que Max chegou àquela casa; qual foi a razão de ele ter ido para lá; a identidade do misterioso narrador; o final inesperado.
     Não há dúvida de que esta história nos domina de tal maneira que não temos coragem para fechar o livro. É, pois, uma obra perfeita.
Texto de Catarina Guedes, nº 4, 8º B
Ilustração de Carolina Osório, nº22, 12º E

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Li e gostei do livro Miúda Online, da autoria de Zoe Sugg, uma blogger de 26 anos nascida no Reino Unido.
A história do livro decorre na época natalícia e a personagem principal é Penny, uma jovem sardenta de cabelos ruivos que decide criar um blog para partilhar sentimentos e episódios da sua vida, ocultando-se atrás do nome Miúda Online.  
Penny e Megan costumavam ser as melhores amigas, mas, aos quinze anos as relações mudaram. Megan, habitualmente doce e divertida, com o passar do tempo tornou-se antipática e arrogante.
A rapariga de cabelos ruivos tinha também um grande amigo desde a infância, Elliot, com quem sempre manteve uma forte ligação. Ele vivia na casa ao lado e, como os seus quartos eram encostados, comunicavam através de batidas na parede.
Certo dia, Penny foi assistir ao ensaio da peça de teatro que a escola estava a organizar- Romeu e Julieta nos tempos modernos. A rapariga sardenta não foi assistir por vontade própria, pois desagradava-lhe o facto de Megan, ou a Mega-chata (como Elliot lhe chamava), ser a Julieta e Ollie, rapaz por quem Penny tinha uma paixoneta, ser o Romeu. Contudo, estava incumbida de tirar algumas fotografias…
No final do ensaio foram todos convidados para ir lanchar ao JBs (um bar) e Penny aceitou, apesar de se sentir insegura. No bar, Ollie pediu para ver as fotografias tiradas e fez um comentário de aprovação. Megan, consumida pelo ciúme, tirou-lhe a máquina das mãos, menosprezou as fotografias com comentários devastadores e bateu com a máquina na mesa. Este episódio gerou uma grande discussão e a rapariga ruiva começou a sentir-se muito tensa, sem conseguir respirar e com o coração acelerado. Estava a ter o que se chama um ataque de pânico e foi imediatamente para casa.
Ao chegar a casa, Penny ainda tentou contar aos pais o que se tinha passado, mas não teve coragem. Já no quarto, contactou Elliot através de batidas na parede para lhe contar o que tinha acontecido no bar e rapidamente o melhor amigo apareceu em sua casa. Penny contou-lhe tudo e assumiu que não fora a primeira vez que ela se sentira mal. Então, o amigo sugeriu que partilhasse tudo no seu blog e ela seguiu o seu conselho.
Na manhã seguinte, mal acordou, visitou o blog e, estupefacta, constatou que havia imensas pessoas nessa situação. Nesse mesmo dia, à tarde, Penny foi ajudar na loja que os pais tinham na cidade, relacionada com um negócio de organização de casamentos. O tema inspirador da montra, naquela semana, era “Downton Abbey”, uma série britânica que decorria na época antiga. De repente, passou um casal americano na rua que ficou fascinado pela montra e decidiu entrar na loja. Afirmaram, então, que pretendiam um casamento inspirado nesta série tão apreciada nos Estados Unidos. No entanto, impunham uma condição: este evento teria que acontecer antes do Natal e em Nova Iorque. Atónita com o sucedido, Penny comunicou a proposta aos pais e estes ficaram deslumbrados. Porém, a rapariga e o seu irmão Tom não partilharam o mesmo entusiasmo e recusaram-se a ir para Nova Iorque.
Será que eles irão organizar esse casamento?
E o que se passará entretanto?
Como já sabem, para satisfazerem a vossa curiosidade, terão que ler este fantástico livro, que está recheado de surpresas. 


Texto de Ana Lúcia Campos Ramos dos Santos, n.º 5, 7ºD

Ilustração de Patrícia Santos, n.º 29, 12ºE






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     Li e gostei do livro O Papalagui, da autoria de Tuiavii, um chefe de tribo de Tiavéa, nas ilhas Samoa, cuja publicação se deve a Erich Scheuermann, convicto da importância das palavras deste samoano para o homem “civilizado”.
     Este não é um livro que conta uma história de aventura, nem de fantasia e não, não é um romance. É um livro original que apresenta a visão crítica de um chefe aborígene samoano sobre o homem branco europeu e a sua cultura. Apesar de ter sido escrito em 1920, é um livro que continua muito atual e nos faz refletir sobre os nossos atos e as nossas maneiras de pensar.  O Papalagui” é um termo samoano que significa o homem branco, o europeu.
     Este livro contém vários capítulos, contudo, apesar de todos terem um enorme valor, concentrar-me-ei, apenas, num – “Do metal redondo e do papel forte”.












     Como já devem ter compreendido, o metal redondo e o papel forte são o dinheiro, a verdadeira divindade que os Papalaguis adoram e que condiciona a sua vida. Muitos, por ele, sacrificam até mesmo a própria família e a própria saúde. Sem dinheiro, não podem matar a fome, nem apaziguar a sede, nem ter um teto para dormir, pois, para tudo é necessário “este metal redondo e papel forte”.
     Quem tem muito dinheiro tem muitas coisas, e quem tem pouco, como é óbvio, tem poucas coisas. Como a nossa sociedade valoriza o ter, as pessoas querem ter muito dinheiro, para terem muitas coisas, mesmo que não precisem delas. Cada Papalagui quer ter mais e melhores objetos do que outro, o que dá origem a rivalidades, injustiças e atrocidades.
     Para ter dinheiro, é preciso trabalhar, contudo, alguns desejam trabalhar pouco e receber muito. Quando têm muito dinheiro, as pessoas não querem esforçar-se, fazer trabalhos pesados que os cansem, por isso pagam a um irmão para fazer isso por eles. Um homem rico é invejado, adulado e é tratado muito bem, porque, para os Brancos, o dinheiro é um fator determinante na posição social.
     Segundo Tuiavii, as pessoas com muitas moedas e notas, poderiam repartir com os seus irmãos mais necessitados, mas não, são egoístas! O dinheiro deixa-os doentes e obcecados e a maior parte deles não tem coração. Em contrapartida, o homem rico também não sabe se as pessoas que se aproximam dele o fazem, apenas, movidas por interesse!
     Fiquei impressionada com a atualidade da visão deste samoano sobre o homem civilizado e como a simplicidade das suas palavras traçam um espelho onde nos vemos com tanta nitidez que nos obriga a refletir e a pensar sobre o sentido das nossas regras sociais, da nossa conduta, do nosso mundo “civilizado”.
     Leiam este livro invulgar e impressionante e tenho a certeza que não irão ficar indiferentes a algumas ideias que, apesar de nos parecerem ingénuas, nos tocam profundamente.


Texto de Ana Beatriz Fonseca, n.º 3, 7ºD

Ilustração de Mariana Teixeira, n.º 28, 12ºE



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Contos Exemplares
Sophia de Mello Breyner Andresen
“Provocação, desde o próprio título…”. É assim que Dom António Ferreira Gomes, bispo da diocese do Porto (de 1952 a 1982), começa o seu longo prefácio do livro Contos Exemplares, de Sophia de Mello Breyner Andresen. De facto, é esse o sentimento que nos envolve durante a leitura do livro, e até mesmo depois: Sophia provoca-nos, inquieta-nos, faz-nos «entrar» no livro e viver as suas histórias.
Os sete contos que integram a obra narram situações que todos conhecemos, porque são partes da nossa vida. Na verdade, agem até como espelhos onde se reflete a imagem do ser humano, dos seus temores e das suas fraquezas. O leitor é, assim, como que obrigado a fazer uma introspeção, que o leva a vislumbrar em que «exemplo» a sua vida se encaixa.
Ao longo do livro, Sophia conta-nos histórias de tristeza, de felicidade, de fé, de descoberta pessoal, de homens bons, de homens gananciosos, de homens vis. Por entre as suas descrições sublimes e as suas palavras primorosas, a autora satiriza e critica, pondo a sociedade, e o próprio leitor, a descoberto. Esta sua capacidade de nos levar a questionar-nos a nós próprios e ao que nos rodeia é visível em toda a obra, tendo especial destaque no conto “A Viagem”. Aqui, Sophia fala-nos do Homem, da vida, da morte, da procura incessante da felicidade.
Contos Exemplares é, portanto, um livro de leitura obrigatória, cujas histórias, para além de nos encantarem com a beleza das palavras de Sophia, constituem um guia prático do nosso comportamento.
Provocação, até na própria forma, direi. Esta obra é, sem dúvida, Poesia. De prosa, tem apenas o aspeto gráfico.












Texto de Maria Elisa Carvalho, nº 20, 10ºB

Ilustração de Francisca Ramos dos Santos, n.º 24, 12ºE

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     Li e gostei do conto O Fantasma de Canterville, escrito por Oscar Wilde, um dos mais conhecidos e importantes escritores irlandeses do século XIX e uma das grandes figuras da literatura universal.     
     O Fantasma de Canterville conta a história de um diplomata americano – Mr. Otis – que, chegado a Inglaterra, decidiu comprar o Castelo de Canterville. Fora avisado pelo próprio proprietário, Lord Canterville, um homem de grande honestidade, que o castelo era assombrado, que vários membros da sua família tinham visto um fantasma naquele edifício, a sua tia-avó desmaiara de um susto ao sentir as mãos de um esqueleto nos seus ombros e Lady Canterville pouco dormia por causa dos misteriosos barulhos vindos dos corredores e da biblioteca. Contudo, tanto o diplomata como a mulher, Mrs. Otis, não se deixaram intimidar e compraram o castelo, onde se instalaram pouco tempo depois, com os seus filhos: Washington, o mais velho, os gémeos, conhecidos por “Stars and Stripes”, e Virginia, uma adolescente encantadora.
     De facto, desde que chegaram a Canterville Chase, começaram a acontecer situações incríveis.  Mal entraram na alameda do castelo, o céu, que pouco antes estava iluminado pelo sol, ficou subitamente encoberto e começou a chover. Quando entraram na biblioteca e Mrs. Otis reparou numa nódoa vermelha, ao lado da lareira, a governanta informou-a que era o sangue de Lady Eleanore de Canterville, assassinada naquele lugar pelo marido. Este desaparecera em circunstâncias misteriosas, mas o seu espírito ainda assombrava a mansão. Indiferente à informação, Mrs Otis mandou imediatamente tirar a nódoa, pois não gostava de manchas de sangue numa sala. Washington e os gémeos, longe de se assustarem com as aparições do fantasma, divertiam-se, pregando-lhe partidas. O diplomata, em vez de sentir temor, aconselhava o fantasma a lubrificar as correntes, para não incomodar com o barulho. Mrs Otis, ao ouvir uma gargalhada demoníaca do fantasma, em vez de ficar aterrorizada, perguntou-lhe se estava a sentir-se mal e ofereceu-lhe um xarope. O fantasma sentia-se amargurado, humilhado, inútil. Desesperado e exausto, pois já não dormia há trezentos anos, pediu a Virgínia, a filha adolescente do casal americano, muito sensível e meiga, que o ajudasse a abrir os portais da casa da Morte.
     O que teria acontecido a partir daí? Não vou revelar…  
     Podemos ver, neste conto, uma paródia das lendas de fantasmas, através de uma troca de papéis das personagens: o fantasma, supostamente aterrorizador, falha as suas funções e passa a aterrorizado. O texto está impregnado de ironia, que provoca o cómico e salienta as diferenças culturais entre as sociedades inglesa e americana daquela época.
     Leiam este conto singular e tenho a certeza que ficarão fascinados. A linguagem utilizada, repleta de ironia, de sarcasmo, proporciona uma leitura aliciante.

 Texto  de Inês Carvalho dos Santos, n.º7 , 7º B
Ilustração de Eduarda Guerra, nº 23, 12ºE



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Li e gostei do livro Leandro, Rei da Helíria, de Alice Vieira, uma das obras que faz parte da coleção LER+ (Plano Nacional de Leitura).

     Relativamente à autora, Alice de Jesus Vieira Vassalo Pereira da Fonseca, é uma figura bem conhecida no panorama literário contemporâneo. A sua vasta obra abrange, essencialmente, contos, romances e textos dramáticos e já foi merecedora de vários prémios literários.
      Passando ao conteúdo do livro, o texto dramático transporta-nos até ao reino da Helíria, governado pelo rei Leandro. Este soberano era muito estranho, pois achava que os seus sonhos eram mensagens dos deuses, mas a sua família e o bobo que animava as festas da corte não concordavam com as suas ilusões. Esse bobo não mantinha uma boa relação com as filhas mais velhas, como tal, o rei chamava-as à razão, mas as suas lições eram em vão. A filha mais nova do Rei Leandro, Violeta, completamente diferente das irmãs, era uma rapariga humilde, gostava de música e amava o Príncipe Reginaldo, que as suas as irmãs nomeavam de “pelintra”, “olhos tortos”, “fraca rês”, entre outras designações depreciativas e ofensivas. Na verdade, o que as irmãs pretendiam era que Violeta não se casasse.
      Amarílis e Hortência dedicavam-se a criticar, a ofender tudo e todos. Só desejavam luxo e casar, e os seus pretendentes, Príncipes Simplício e Felizardo, apenas pretendiam o dinheiro do Rei, eram todos muito gananciosos.
      Certo dia, Leandro teve um sonho em que os deuses lhe sugeriam que abandonasse o trono. E assim o fez, mas, como não tinha um filho varão, apenas três filhas amadas de igual modo, o Rei decidiu entregar o trono àquela que mais o amasse, exprimindo cada uma os seus sentimentos através de palavras. As duas filhas mais velhas fizeram declarações que o rei adorou, mas nenhuma das suas palavras era sentida. Após estas manifestações, Violeta declarou que precisava do pai como a comida quer o sal. O rei não compreendeu a mensagem transmitida sob a forma de metáfora e ficou tão furioso que expulsou Violeta do reino e sentenciou que nunca mais a queria ver e que nunca mais a considerava sua filha.
      Após esta confusão, o que irá acontecer? Violeta terá mesmo que sair do palácio? Para quem ficará o governo do reino? E o que acontecerá a Leandro, depois de acabar o seu reinado?
      Para saberem o final desta ação, leiam este livro maravilhoso.

Texto de Margarida Machado e Silva, nº 6, 7ºD
Ilustração de Francisca Ramos dos Santos, n.º 24, 12ºE

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Harry Potter e a Criança Amaldiçoada
John Tiffany, Jack Thorne e J. K. Rowling
     Quase dez anos depois do lançamento do último livro da mais conhecida saga da literatura fantástica e quando já não era esperada uma continuação, surge uma obra inspirada nas histórias da escritora J. K. Rowling.

     Tendo como base os livros da autora e com a ajuda desta, John Tiffany e Jack Thorne escreveram uma sequela da vida de uma das personagens mais famosas em todo o mundo: Harry Potter, também conhecido como “o rapaz que sobreviveu”.
























     Como nos livros anteriores desta história, também neste se conta a vida de Harry e dos seus amigos no mundo da magia. Apesar de já serem adultos e de terem as suas próprias famílias, os três amigos, Hermione, Ron e Harry, continuam a viver aventuras. Só que, agora, os protagonistas não são eles, mas sim Albus, filho de Harry, e Scorpius, filho do seu inimigo Draco.

     Esta oitava história, passada dezanove anos depois da última, está ligada ao terceiro livro da série, no qual aparecem os vira-tempos, aparelhos que fazem o tempo andar para trás. O Ministério da Magia tinha destruído todos estes objetos, exceto um, que foi guardado em segredo. Albus e Scorpius, empenhados em ajudar a amiga Delphi a voltar ao torneio dos três feiticeiros (onde eram postos à prova três alunos de diferentes escolas), com o objetivo de evitar que Cedric morra, conseguem o vira-tempo e empreendem uma arriscada viagem pelo passado. O que eles não sabiam é que, se alterassem esse passado, o futuro poderia ser completamente diferente.

     Delphi, apesar de parecer amiga, revela-se a vilã da história, quando põe em causa toda a segurança pela qual Harry lutou durante os seus anos em Hogwarts, merecendo, por isso, um castigo maior do que ser enviada para Azkaban, a prisão dos feiticeiros.

     Com a sua enorme capacidade de nos envolver na história, os autores transportam-nos para o mundo secreto e perigoso de Harry. Viagens excitantes, decisões difíceis e muita magia fazem-nos recuar no tempo e relembrar a história do adolescente que combateu o mal.

     Mais uma vez, o mundo aplaude de pé uma obra da saga mais lida de sempre.





Texto de Inês Ribeiro, n.º 15, 10.º B e Jéssica Cardoso, n.º 9, 10.º A

Ilustração de Anabela Silva, n.º21, 12º E2