Projeto "Li e Gostei"
Imogen,
Obviamente - Becky Albertalli
O livro segue
Imogen Scott, uma adolescente que sempre teve a certeza de que era heterossexual
e uma grande aliada da comunidade LGBTQIA+. Quando vai visitar a melhor amiga à
universidade, acaba por alinhar numa mentira inofensiva, fingindo ser bissexual. No
entanto, essa situação leva-a a questionar-se sobre assuntos que nunca tinha
pensado antes, por serem considerados “óbvios”, como a sexualidade, fazendo com
que comece a olhar para si própria de forma diferente.
Ao longo da história,
vemos a evolução de Imogen à medida que lida com dúvidas, inseguranças e novas
experiências. A autora mostra como pequenas situações, para alguns, podem ter
um grande impacto na forma como uma pessoa se entende, tornando o processo de
crescimento mais confuso, mas, também, mais verdadeiro.
Uma das partes de
que mais gostei no livro é a forma como os leitores se podem identificar com a
protagonista. Mesmo que não passem exatamente pela mesma situação, é fácil
reconhecer sentimentos como a incerteza, o medo de não corresponder a
expectativas, ou a dificuldade em perceber quem realmente somos. Isso torna a
história mais realista para muitas pessoas.
Recomendo este
livro porque, além de ser envolvente e fácil de ler, aborda temas importantes
como a sexualidade e a aceitação. Para além disso, ensina-nos a respeitar os
outros e a nós mesmos, a ser empáticos e a ter uma mente mais aberta. Este
livro faz, ainda, o leitor refletir sobre a importância de se conhecer a si
próprio, pois, se não o fizermos, quem o fará por nós?
Bárbara Almeida, n.º 3, 9.ºC
1/06/2026
Os
olhos de Ana Marta, Alice
Vieira
Li e gostei do livro Os olhos de Ana Marta. Inicialmente o livro foi recomendado, mas depois de uma pesquisa individual achei-o interessante e adequado à minha faixa etária.
O livro fala sobre uma rapariga chamada Marta que
vivia com a sua mãe, emocionalmente uma pessoa muito fria e fechada. A relação
entre as duas foi sempre difícil e distante, levando a filha, muitas vezes, a
duvidar do amor da mãe por ela. Na casa onde habitavam havia vários compartimentos
fechados e o ambiente era demasiado silencioso, por isso Marta tinha a sensação
constante de que havia olhos a observá-la, pela casa. Aquela sensação e a
suspeita permanente aumentou a vontade dela querer descobrir a razão pela qual
a mãe era tão distante e o que escondia naqueles quartos sempre fechados e que
segredos guardariam…
No decorrer da história, percebemos que Marta descobre
que tinha uma irmã chamada Ana Marta e era esse o segredo do passado da família.
A mãe nunca superara a perda da filha e,
porque não sabia lidar com isso, guardou tudo para ela, tornando-se numa pessoa
fria e distante. Essa descoberta fez com que Marta passasse a ver a mãe com
outros olhos, por isso a entender melhor a mãe e com vontade de ajudá-la. Esta
mudança de comportamento foi fundamental para que ambas tentassem melhorar a relacionamento
entre ambas e, assim, superar a tragédia ocorrida anos atrás.
Ao ler
o livro, a personagem que mais me cativou foi Marta, uma
jovem sensível, observadora e bastante reflexiva, que lembra a mente de um
qualquer jovem e as suas curiosidades. Ao longo da história, Marta revela-se alguém
que pensa muito sobre a vida, as pessoas e os sentimentos a elas associados.
Mostra, também, as inseguranças e as dúvidas próprias da adolescência.
A autora Alice Vieira, atualmente com 83
anos, tem uma escrita simples e clara, como se pode verificar através da leitura
deste livro.
Eu recomendo a sua leitura, pois tem uma história
interessante que mostra o valor e a importância da comunicação entre a família.
Mostra, ainda, o quão difícil pode ser lidar com perdas, e as incertezas que a
falta de comunicação pode criar na cabeça das pessoas.
Gostei muito de ler este livro uma vez que aborda
temas sensíveis de uma forma clara e interessante. O ambiente de mistério e curiosidade
que o livro transmite cria uma leitura muito interessante.
Rita
Ribeiro, n.º18, 9.ºD
22/05/2026
O Visconde Cortado ao Meio, Italo Calvino
A capa do livro remete-nos
para um ambiente escuro e de violência, porque temos um fundo vermelho e um
cavaleiro negro, ou seja, deixa antever um romance com muitos conflitos, muita
violência e talvez até algum amor, porque o vermelho também está associado ao
amor.
O narrador desta
história é o sobrinho da personagem principal, o Visconde Medardo de Terralba, que
nos transporta para o meio da guerra entre os austríacos e os turcos, no ano de
1716. Este Visconde é um homem normal
que decide lutar pela sua pátria, mas descuidou-se e acabou por levar com uma
bala de canhão que o cortou simetricamente ao meio. Nesta altura, pensei que
estava morto, mas como é ficção, tal não aconteceu. Fiquei muito admirado
porque não é possível um homem viver com metade do seu corpo!
Graças a uma escrita
rica em detalhes e descrições pormenorizadas, acabei por conseguir visualizar
na minha imaginação a figura deste Visconde cortado exatamente ao meio e que
regressa à sua terra natal apenas pela metade, a sua metade direita que, mais
tarde, descobri ser a parte má! A partir desta altura, o Visconde passa a
aterrorizar tudo e todos.
Para mim, o cúmulo da
maldade foi quando o Visconde obrigou o carpinteiro Pedro Prego a construir uma
máquina de enforcamento e como, aquando da sua estreia, havia vagas por
preencher, ordenou que fossem preenchidas com gatinhos.
Mas este livro também
acaba por ter uma história de amor pelo meio uma vez que ambas as partes se
apaixonam por uma pastora chamada Pamela. Achei que seria a parte boa a conquistá-la,
mas, infelizmente, Pamela decide casar com a metade que chegasse em primeiro
lugar à igreja na hora marcada e, no final, acaba por haver um duelo até à
morte entre as duas metades.
A mensagem que retirei desta obra é que todos temos um
lado bom e um lado mau e, quando rejeitamos um destes lados, ficamos
incompletos e acabamos por perder a nossa humanidade.
Guilherme Matias Pinto, n.º 6, 9.ºC
O Principezinho, de Antoine de Saint-Exupéry
O livro O
Principezinho, de Antoine de Saint-Exupéry, é uma obra muito conhecida da
literatura mundial. Cheguei a este livro numa altura em que não gostava muito
de ler, mas a capa simples e a contracapa chamaram-me a atenção, o que me levou
a comprá-lo. Foi uma escolha importante, pois acabou por me dar um grande
ensinamento: nem tudo aquilo que parece às vezes é ou se torna realidade. Além
disso, foi também o livro que impulsionou o meu gosto pela leitura, fazendo com
que começasse a gostar mais de ler.
A história fala sobre um pequeno
príncipe que vive num asteroide e que decide viajar por vários planetas. Ao
longo da sua viagem, ele encontra diferentes personagens que representam
comportamentos humanos, como a vaidade, o poder e a solidão. Quando chega à
Terra, conhece um aviador e uma raposa, com quem aprende lições muito
importantes sobre amizade e amor.
O que mais gostei neste livro foi a
forma simples, mas ao mesmo tempo profunda, como transmite as suas ideias. Uma
das partes mais marcantes é quando a raposa ensina que “o essencial é invisível
aos olhos”, mostrando, assim, que devemos valorizar os sentimentos e não apenas
aquilo que vemos.
Este livro aborda temas como a
amizade, o amor, a responsabilidade e a importância de mantermos a nossa
essência de criança. As suas mensagens são muito tocantes, pois fazem-nos
refletir sobre a forma como vivemos e como, muitas vezes, os adultos complicam
aquilo que, afinal, é simples.
Em resumo, O Principezinho é
uma obra especial que ensina lições importantes de forma leve e acessível.
Gostei muito deste livro, porque me fez pensar sobre o verdadeiro valor das
coisas e das pessoas. Recomendo a sua leitura, pois é uma história que pode ser
entendida de diferentes formas e que deixa uma mensagem bonita e duradoura.
Afonso Loureiro,
n.º 1, 9.ºC
18/05/2026
Aquilo que os
olhos veem ou o Adamastor, Manuel António Pina
O livro Aquilo que os olhos veem ou o Adamastor, escrito por
Manuel António Pina e lançado pela Porto Editora em 1998, fala sobre um rapaz, de
14 (ou 15 anos) chamado Manuel, que vivia com a sua mãe e irmã, após o seu pai
ter partido numa viagem para ser marinheiro na frota de Bartolomeu Dias.
Certo dia, Manuel tem um sonho. No sonho, o seu pai está naufragado no
mar, prestes a ser morto por uma criatura enorme, o Adamastor. Manuel salta
para o mar para salvar o pai, luta contra o Adamastor e vence, o que faz com
que o monstro volte às profundezas do mar. Até aí, estaria tudo bem, já que era
apenas um sonho, mas, passados alguns meses, o pai de Manuel volta a casa e
conta a todos as suas aventuras no mar, contando, também, que quase morreu no
mar, e que a única razão para ainda estar vivo é o seu anjo da guarda, que
lutou contra o Adamastor e salvou-lhe a vida. Manuel fica aterrorizado ao ouvir
o pai, já que acha muito estranho que o seu sonho seja tão parecido com as
descrições do pai, mas acaba por não dizer nada a ninguém.
Vários anos depois, Manuel é chamado para fazer parte da frota de Pedro
Alvares Cabral e, mesmo não querendo ir porque está com medo de que o Adamastor
o persiga, acaba por ser obrigado a ir.
Após vários dias em alto mar, Manuel e toda a tripulação enfrentam uma
tempestade enorme, que dura cerca de vinte dias e, após esses dias, o Adamastor
começa a atacar às cegas todos os navios, até que encontra o navio onde está
Manuel. No meio do confronto, a embarcação é atirada contra uns rochedos e mata
toda a tripulação. Manuel e o Adamastor lutam novamente, só que desta vez o
Adamastor vence.
Ao vencer a luta, o Adamastor pensa que o Manuel morreu, e o Manuel
também pensa estar morto, mas acabamos por descobrir que Manuel foi levado
inconsciente pelas ondas do mar até uma ilha onde permanece cerca de um ano.
Por lá passaram umas naus portuguesas que estavam de regresso à pátria que
reconheceram o náufrago como navegador português e recolheram-no.
Após acordar, Manuel conta toda a sua história a Mestre João que, como
homem da ciência, inicialmente não acredita na parte que fala do Adamastor, mas
essa desconfiança não dura muito, já que o vê com os seus próprios olhos a dar
voltas na nau onde se encontrava.
Todo este livro é contado como se fossem as memórias de Mestre João, que
estaria a escrever esta aventura. No final, Manuel encontra-se novamente com o
Adamastor, só que, desta vez, acaba por ser morto pelo Adamastor e levado pelas
ondas do mar.Inicialmente, escolhi este livro por ser o único que considerei aceitável
para a minha apresentação oral de nono ano. Durante a leitura, gostei dele já que nos faz
refletir sobre vários assuntos, entre os quais, o facto de que nem a pessoa
mais sábia pode saber de tudo, dado que isso seria impossível e que nem sempre podemos
confiar naquilo que os nossos próprios olhos veem. Finalmente, a leitura
interessou-me, porque inclui uma criatura mitológica, o Adamastor, e eu gosto
de histórias que fazem referência ao fantástico.
Duarte Rosa Rebelo, n.º
5, 9.ºC11/5/2026
Dia, de Elie Wiesel
Recentemente estive a
ler o livro "Dia", de Elie Wiesel, escritor e Prémio Nobel da
Paz. Este livro faz parte da sua notável trilogia sobre o Holocausto e tem uma
mensagem intensamente dolorosa, transmitida através da sua luta interior e
existencial. Esta obra levanta, na verdade, várias questões profundas ao longo
da história, desde a exploração das consequências psicológicas do
Holocausto e o fardo da memória traumática, até à luta pela fé e a dificuldade
de encontrar sentido na sobrevivência.
O livro Aquilo que os olhos veem ou o Adamastor, escrito por Manuel António Pina e lançado pela Porto Editora em 1998, fala sobre um rapaz, de 14 (ou 15 anos) chamado Manuel, que vivia com a sua mãe e irmã, após o seu pai ter partido numa viagem para ser marinheiro na frota de Bartolomeu Dias.
Certo dia, Manuel tem um sonho. No sonho, o seu pai está naufragado no
mar, prestes a ser morto por uma criatura enorme, o Adamastor. Manuel salta
para o mar para salvar o pai, luta contra o Adamastor e vence, o que faz com
que o monstro volte às profundezas do mar. Até aí, estaria tudo bem, já que era
apenas um sonho, mas, passados alguns meses, o pai de Manuel volta a casa e
conta a todos as suas aventuras no mar, contando, também, que quase morreu no
mar, e que a única razão para ainda estar vivo é o seu anjo da guarda, que
lutou contra o Adamastor e salvou-lhe a vida. Manuel fica aterrorizado ao ouvir
o pai, já que acha muito estranho que o seu sonho seja tão parecido com as
descrições do pai, mas acaba por não dizer nada a ninguém.
Vários anos depois, Manuel é chamado para fazer parte da frota de Pedro
Alvares Cabral e, mesmo não querendo ir porque está com medo de que o Adamastor
o persiga, acaba por ser obrigado a ir.
Após vários dias em alto mar, Manuel e toda a tripulação enfrentam uma
tempestade enorme, que dura cerca de vinte dias e, após esses dias, o Adamastor
começa a atacar às cegas todos os navios, até que encontra o navio onde está
Manuel. No meio do confronto, a embarcação é atirada contra uns rochedos e mata
toda a tripulação. Manuel e o Adamastor lutam novamente, só que desta vez o
Adamastor vence.
Ao vencer a luta, o Adamastor pensa que o Manuel morreu, e o Manuel
também pensa estar morto, mas acabamos por descobrir que Manuel foi levado
inconsciente pelas ondas do mar até uma ilha onde permanece cerca de um ano.
Por lá passaram umas naus portuguesas que estavam de regresso à pátria que
reconheceram o náufrago como navegador português e recolheram-no.
Após acordar, Manuel conta toda a sua história a Mestre João que, como
homem da ciência, inicialmente não acredita na parte que fala do Adamastor, mas
essa desconfiança não dura muito, já que o vê com os seus próprios olhos a dar
voltas na nau onde se encontrava.
Todo este livro é contado como se fossem as memórias de Mestre João, que
estaria a escrever esta aventura. No final, Manuel encontra-se novamente com o
Adamastor, só que, desta vez, acaba por ser morto pelo Adamastor e levado pelas
ondas do mar.Inicialmente, escolhi este livro por ser o único que considerei aceitável
para a minha apresentação oral de nono ano. Durante a leitura, gostei dele já que nos faz
refletir sobre vários assuntos, entre os quais, o facto de que nem a pessoa
mais sábia pode saber de tudo, dado que isso seria impossível e que nem sempre podemos
confiar naquilo que os nossos próprios olhos veem. Finalmente, a leitura
interessou-me, porque inclui uma criatura mitológica, o Adamastor, e eu gosto
de histórias que fazem referência ao fantástico.
O livro retrata a história de Eliezer, um sobrevivente da catástrofe que agora vive em Nova Iorque como jornalista. O enredo arranca com a sua entrada numa crise profunda após um acidente em que é atropelado por um táxi. O protagonista é consumido pela memória e pelo desejo de morte, sentindo a sobrevivência física como uma maldição após ter testemunhado o horror absoluto. A sua luta é a de um homem que se sente isolado do mundo pelo peso insuportável do seu passado.
Este livro, além da sua escrita densa, poética e profundamente introspetiva, tem um valor universal inestimável. De todas as temáticas, a que mais me tocou foi a da impossibilidade de simplesmente "viver" como se nada tivesse acontecido.
Será que Eliezer consegue, de facto, voltar a escolher a vida, ou o peso da memória o vai impedir? Descubram, lendo esta magnífica e profunda história.
7/5/2026
Tu és tu, de Peter H. Reynolds
Resumo
A
ideia principal deste livro é que cada criança é única – com os seus traços,
jeito, pontos fracos, sonhos e potencialidades – e o mais importante é ser
sempre ela própria. Neste sentido, o livro ajuda as crianças a aprenderem
desde cedo que cada pessoa é especial à sua maneira. Independentemente do
caminho que a criança escolher – pode ser muitas coisas diferentes ao longo da
vida – o essencial é manter a sua autenticidade: “sejas sempre … tu “.
O livro fortalece a
autoestima e combate ideias negativas de comparação, competição excessiva ou
perfecionismo. Incentiva a imaginação, a liberdade de sonhar e a confiança em
si.
Aquilo de que mais gostei:
“ os desenhos da história”
“ somos mesmo todos diferentes”
“ tu podes
ser valente “
“ tu não estás só ”
“ explora vários caminhos”
“ das frases que me dão coragem” (…)
Reflexão final
O livro é uma celebração
da unicidade, cada criança tem um valor próprio e não
há uma forma “certa” de ser. O livro reforça a independência “Sê curioso” ,“Sê criativo”; a coragem “Arrisca” “ Experimenta”; os valores
humanos “Sê gentil”, “Sê atencioso”;
a autoconfiança “Eu sou capaz”; a
resiliência “Tu consegues”, “Tu podes ser valente” ,”Tu és o teu próprio guia”; a empatia “Tu podes ser amável e tolerante”…
Para uma criança, ouvir
desde cedo dos adultos-modelos, pais/família e professores:
“Tu és incrível”
“Tu és importante”
“Tu és especial”
“Tu podes pedir ajuda”
“Tu não estás só” (…)
… é um presente emocional que
dura para a vida.
Alunos da turma do 2.º
C da Escola Básica nº 1 de Lamego
Agrupamento de Escolas Latino Coelho, Lamego
4/05/2026
No moinho, in: Contos, de Eça de Queirós
Recentemente li “No Moinho”, inserido na obra Contos de
Eça de Queirós e editado por Porto Editora.
A narrativa tem, como personagem central, D. Maria da Piedade, uma
pessoa boa e dedicada aos filhos e marido, que eram doentes. Mesmo solteira,
vivia uma vida miserável em casa dos pais, pois a mãe era uma pessoa
desagradável e azeda e o pai era um alcoólatra. Assim, Maria casou com
João Coutinho, um homem que recebeu uma fortuna após a morte do pai, para fugir
de casa, mesmo sem nunca o amar.
Certo dia, o primo do marido, Adrião, veio de Lisboa para a vila, com o
objetivo de vender a única fazenda do pai, que ainda não estava arruinada. Como
Maria era uma boa administradora, João Coutinho mandou-a ir com o primo ver a
fazenda e ajudá-lo com os negócios.
Na ida para a fazenda, Maria e Adrião iam a conversar e, com esta
conversa, Maria sentiu-se, pela primeira vez, valorizada como mulher e começou
a sentir atração por Adrião. O mesmo interessou-se pelo facto de Maria ser tão
triste e doce. Nessa conversa, Adrião pediu para ir ver o moinho perto da vila
e, no dia seguinte, Maria conduziu-o ao moinho. Após uma curta conversa, Adrião
beijou-a e ambos ficaram chocados e voltaram para a vila sem se dirigirem a
palavra. Nessa noite, Adrião decidiu ir à procura do seu amor, mas, ao vê-la
com um filho doente ao colo, optou por deixar a sua paixão, pois não queria que
ela mudasse a dedicação que tinha com os seus filhos. Após a conclusão da venda
da fazenda, Adrião regressou a Lisboa.
A parte de que mais gostei foi o momento em que Adrião preferiu o
bem-estar dos filhos de Maria ao seu próprio amor. No entanto, convido-vos a
ler toda a narrativa para descobrirem o que aconteceu com Maria.
Este conto faz-nos refletir sobre a importância das nossas ações e a
insatisfação com a rotina.
Neste conto encontrei vários recursos expressivos como: a comparação, a
metáfora, a adjetivação e a enumeração, que enriqueceram a linguagem e tornaram
a narração e a descrição mais apelativa e expressiva. A comparação usada em “A
mesma paisagem que ela via da janela era tão monótona como a sua vida...” serve
para ilustrar a pesada monotonia em que aquela mulher vivia. Com a metáfora
“uma senhora modelo”, sublinha-se o comportamento exemplar daquela mulher. A
longa adjetivação utilizada em “era uma loura, de perfil fino, a pele ebúrnea,
e os olhos escuros de tom violeta...” torna a descrição física de Maria da
Piedade extremamente visual, espelhando a sua beleza.
A riqueza e expressividade da linguagem de Eça de Queirós
transportam-nos para aquele ambiente que vemos com muita nitidez e realismo e
fazem-nos desfrutar do prazer da leitura. Querem experimentar? Ficarão
seduzidos.
Ryan Cristiano Veiga de
Oliveira, 9ºA
O Ervilhinho
- Já conhecem a história do Ervilhinho?
Nós lemos a
história na nossa sala de aula e gostámos muito.
Ervilhinho
era um menino tão pequenino, tão pequenino, que dormia numa caixa de fósforos
ou em cima do gato para ser mais confortável.
Mesmo assim
pequenino, aprendeu a andar a cavalo (em cima de um gafanhoto) imaginem!
Quando
entrou para a escola, percebeu que era demasiado pequenino para a sua cadeira,
para a sua flauta, para as aulas de ginástica, para o seu prato de refeição… No
recreio, os colegas não brincavam com ele, então, Ervilhinho ficava sozinho,
num canto, a desenhar. Mas nunca se chateou com isso…
Quem ficava muito
preocupado era o seu professor porque achava que Ervilhinho, devido ao seu tamanho, não iria
ter futuro.
O tempo foi
passando e Ervilhinho construiu o seu carro, a sua casa, tudo feito à sua
medida! E até arranjou um emprego: é ilustrador de selos!
Esta
história mostra-nos que não devemos desistir dos nossos sonhos.
Ervilhinho
não ficou preso à sua condição física e, com vontade, esforço, e determinação, conseguiu
ser alguém.
Nunca
desistas dos teus sonhos!!
Texto coletivo
Escola Básica Nº1 de Lamego- 3º
A
A Fada Oriana, de Sophia de Mello Breyner Andresen
No âmbito da disciplina de Português, a minha turma leu o livro “A Fada Oriana”.
Eu achei o livro
engraçado e interessante, porque nos ensina a sermos responsáveis e a preocuparmo-nos
com os outros.
A personagem que eu achei
mais interessante foi o poeta, porque ele era o único que, para além das
crianças, conseguia ver Oriana. De facto, as crianças acreditam na fantasia,
são puras e felizes…, mas o poeta não!
Também gostei muito da
personagem da fada Oriana, porque aprendeu com os erros que cometeu e tentou
corrigi-los, chegando mesmo a sacrificar-se para salvar a velha de cair no
abismo.
Eu recomendo a leitura
deste livro porque tem uma mensagem muito bonita e fácil de compreender: ajudar
quem precisa, não abandonar os amigos e cumprir as promessas.
Gostei muito deste livro,
porque me ajudou a pensar mais nas minhas atitudes para com os outros e por
isso acho que todas as crianças e adultos o deviam ler.
13/04/2026
Livro: Os
Ovos Misteriosos
Autora: Luísa
Ducla Soares
Este livro conta a história de uma galinha que encontra vários ovos diferentes
e decide cuidar deles com muito carinho.
Passado algum tempo, os ovos começam a abrir e
vão nascendo animais muito diferentes uns dos outros. A galinha trata todos
como se fossem seus filhos, protegendo-os e ensinando-os a viver juntos.
Ideias de que os alunos mais gostaram:
- De descobrir que de cada ovo nascia um animal
diferente.
- Das partes engraçadas da história.
- Da galinha ser amiga e cuidar de todos os animais.
- Das ilustrações do livro.
- De ver os animais todos juntos como uma família.
O
que aprendemos com esta história:
- Devemos aceitar as diferenças entre as pessoas.
- A amizade é importante.
- Podemos ajudar e cuidar uns dos outros.
- Cada um é especial à sua maneira.
“O silêncio”, in: Histórias da Terra e do Mar, de Sophia de Mello Breyner Andresen
Esta narrativa
conta que uma mulher, Joana, após o jantar, começou a arrumar a cozinha,
lavando a loiça e organizando tudo. O ambiente descrito transmitia calma, organização
e serenidade. Depois de terminar a tarefa, como ia dormir, foi apagando todas
as velas que tinha pela casa e, quando chegou à última, ouviu-se um grito
desesperado de uma mulher, vindo do fundo da rua.
A parte que mais
apreciei foi como Sophia caracterizou o silêncio, salientando como ele era
opaco, sinistro, sugerindo a aproximação de algo funesto, cruel.
O que menos
apreciei foi o facto de ninguém ter ajudado a mulher, limitando-se a ignorar os
seus gritos. Indiferença ou medo?
O que mais me
chocou foram os gritos da mulher, que eram desesperados e lancinantes, e
contrastavam com o silêncio anterior.
Ao longo da minha
leitura, fui reparando na presença de alguns recursos expressivos, como a
metáfora, presente no silêncio, que simboliza a ausência de comunicação ou a
repressão, e a enumeração utilizada na descrição da tarefa de lavar a loiça:
“…e de novo lavou pratos, colheres, garfos e facas.”, que sugere organização e
rotina. Reparei, também, no contraste existente entre a calma da primeira parte
e o sofrimento da segunda, causando uma certa tensão.
Eu recomendo a
leitura deste livro, pois achei-o realmente interessante, embora requeira uma
leitura exigente e profunda, por ter um vocabulário elaborado e uma linguagem
metafórica.
16/03/2026
Portugal, de Miguel Torga
No livro Portugal, Miguel Torga
percorre diferentes regiões do país e leva-nos a viajar com ele.
Dois capítulos que achei mais
marcantes foram O Doiro e Um Reino Maravilhoso, focado em Trás-os-Montes.
Ambos os capítulos revelam um olhar crítico e apaixonado do autor.
O Doiro é apresentado como um
cenário grandioso e duro e leva-nos a considerar que o Douro não é apenas um
rio, mas sim uma força que molda a vida e o caráter das pessoas.
Torga descreve as encostas do rio como
ásperas e íngremes, obrigando o Homem a esforço extremo para produzir o vinho.
Este néctar surge como fruto da luta humana e do trabalho árduo que transforma
a dureza em beleza e riqueza.
Em O Doiro, conseguimos
identificar alguns recursos expressivos como: a personificação, em “parece
comandar o destino da região”; a comparação, porque o rio é como uma “batalha”
para o homem e a hipérbole, por exemplo, em “quase sobre-humano".
A parte de que mais gostei foi do modo
como ele descreve o rio, como uma força viva, e cria uma imagem forte e
inesquecível.
No capítulo Um Reino Maravilhoso,
Miguel Torga fala de Trás-os-Montes, que apresenta como um reino
simultaneamente duro e mágico, uma terra pobre e isolada, mas cheia de
dignidade e grandeza humana. As principais ideias que ele transmite sugerem que
a região é marcada pela solidão das montanhas, pelo clima frio, etc.
Identificamos alguns recursos
expressivos, como a antítese, em que o autor junta duas palavras com
significados opostos para classificar este reino, como “duro” e “maravilhoso”
ou “isolada e grandeza humana”, a metáfora, em “um reino maravilhoso”, onde Trás-os-Montes
é visto como um reino para demonstrar a sua grandeza e a personificação, em
“uma terra cheia de dignidade”.
Do que mais gostei neste capítulo foi
a capacidade de Torga transformar Trás-os-Montes num cenário quase mítico.
Concluindo, Miguel Torga, neste livro,
leva-nos a viajar com ele e transforma as regiões portuguesas em espaços cheios
de vida, simbolismo e emoção.
12/03/2026
Li e Gostei
As pessoas de PESSOA na
primeira pessoa
12E
Por Pedro Oliveira
Ricardo reis é um heterónimo fascinante, que no poema “Vem sentar-te comigo, Lídia” analisa a vida tal como deve ser vivida.
É certo que todos iremos morrer, mas até que isso aconteça temos de nos focar no presente. Viver de forma moderada é difícil, mas acertado, assim não sofremos, pois a dor advém da intensidade com que nos entregamos às coisas. É então essencial aproveitar os pequenos prazeres, onde está a beleza da vida.
É difícil e complexo viver assim, mas esta é, claramente, a forma ideal.
O heterónimo com que mais me identifico é Alberto Caeiro, o mais diferente e o mais importante dos heterónimos, daí ser o “mestre”.
Poeta bucólico, o seu gosto pela natureza é contagiante. Quase decidi ir viver para o campo... Se já pretendo ter um percurso de vida sereno, uma “estrada” comprida e sem “buracos” pelo meio, quero também eu olhar para um e outro lado, e ver tudo o que a vida tem para me dar, pois olhar para trás não me convém. Assim, graças ao “mestre”, vou adotar um estilo de vida mais tranquilo
Deste modo, acredito que este heterónimo é essencial no conhecimento de Fernando Pessoa e, principalmente, para quem quer fugir do dia a dia da vida urbana e descontrai, até porque “Pensar incomoda como andar à chuva”.
O sujeito poético evoca, no poema “Aniversário”, a saudade da época em que o seu aniversário era comemorado na antiga casa de família. A celebração envolvia toda a família como “uma tradição de há séculos”.~
O passado é sinónimo de inocência, plenitude e inconsciência, por isso o “eu” lamenta ter perdido essa “saúde” de não pensar ao crescer e ganhar a consciência da vida adulta.
O poema “os jogadores de xadrez”, de Ricardo Reis, mostra duas personagens que continuam a jogar calmamente, enquanto à sua volta a cidade está a ser destruída pela guerra.
A ideia principal é que a vida deve ser vivida com calma e controlo, sem desespero. A mensagem que o poeta transmite é de que não vale a pena entrar em pânico, seja qual for a situação, pois a vida continua. Devemos, pois, manter a tranquilidade, mesmo quando tudo parece desabar.
O poema é frio, mas forte.
Dos heterónimos de Fernando Pessoa, identifico-me com Alberto Cairo, porque valoriza a simplicidade, o contacto direto com a realidade e o presente sem complicações.
Num dos poemas de “O Guardador de rebanhos”, o poeta defende que pensar demais afasta-nos da realidade e que devemos ver as coisas como elas são, sem procurar significados escondidos. Ele usa a natureza como exemplo dessa vida simples, tranquila e verdadeira.
Um verso marcante para mim é “Pensar é estar doente dos olhos”, que me faz pensar se pensar é afinal bom ou mau.
Um dos poemas de referência de Álvaro de Campos é “Aniversário”, do qual gostei por lembrar a felicidade da família e como, sem os nossos familiares, a casa fica triste e o coração vazio.
Identifico-me bastante com o verso “Eu tinha a grande saúde de não perceber coisa nenhuma”, pois, quando somos crianças, somos ingénuos e inocentes, não temos consciência do quão felizes somos. Só quando formos adultos é que nos aperceberemos da falta das coisas mais simples, mas afinal, mais significantes.
Gostei do discurso muito expressivo da “Ode Triunfal” do heterónimo Álvaro de Campos, com o uso de interjeições, onomatopeias. Gostei também da ideia de exaltação da máquina e do futuro.
Porém, o poema é bastante agressivo, exagerado e um pouco pessimista na sua visão da vida moderna.
Li o livro “Os Piores
Monstros do Mundo “ e vou contar o capítulo 7 do autor, David
Walliams.
O Ursinho de Frankenstein
Era uma vez um senhor chamado
Senhor Frankenstein que era um cientista. Tinha dois filhos muito diferentes,
no caso, um menino que fazia muitas partidas e a vítima das travessuras, claro,
era a irmã dele.
Como o pai deles era genial, genialíssimo e inteligente, queria fazer,
com as partes de vários corpos, como os dos humanos e, com tecnologia avançada
que tinha no seu laboratório, cozê-las até ficar mais ou menos parecido com um
humano, dar vida ao corpo e fazer um monstro Frankenstein.
Passado
algum tempo, já de noite, o pai deles gritou:
—
Vão dormir! Já! Imediatamente! Agora!
Que
remédio eles tinham senão ir para a cama.
Depois,
já de madrugada, o irmão foi ao quarto da sua irmã e trocou o peluche favorito
dela por uma almofada e foi à cozinha buscar uma faca para cortar o peluche e
enterrou um pedaço num sítio, outro no outro e por aí fora.
Quando voltou para a cama e, para a irmã não
desconfiar, fingiu que estava a dormir mas, nesse momento a irmã acordou e
apercebeu-se logo que a almofada estava no lugar do peluche.
Ela zangou-se muito com ele, mas, ainda
assim, fez o trabalho duro que era escavar, escavar até encontrar o corpo do
urso.
Já
de noite, a irmã dele não tinha, ainda, encontrado as peças todas e desistiu.
Faltava-lhe um olho. Ela colou todas as peças que tinha encontrado, com fita-cola.
No final, parecia um monstro, um ursinho Frankenstein.
Com
isso, ela foi, às escondidas, ao laboratório do pai e deu vida ao seu peluche.
Depois
disso, ela queria vingar-se dele mas, como ela nunca fez partidas, não sabia o
que fazer.
Já,
novamente, de noite, a irmã foi colocar o urso vivo de peluche debaixo da cama
dele e assim, quando ele foi dormir, apanhou um grande susto:
—
Buuuuuuuuuu!! - gritou o monstro.
—
Aaaaaaaaaahhhhhh!!!!! - gritou o menino.
—
Hi, hi, hi.- riu-se a menina.
O
pai deles chamou-os e disse-lhes:
—
Vão ver a minha obra de arte. - disse o adulto.
E
viram um monstro verde.
—
Fiz um monstro! - gabou-se ele.
—
Eu também! - disse a
menina ansiosa,
mostrando-lhe o peluche a mexer-se.
Sem
ninguém esperar, o ursinho saltou para o monstro. Depois foram para o jardim da
casa e com muita força o urso mordeu o monstro e ele caiu no chão, depois
rebolou até cair no lago, no caso, o urso ganhou a luta.
Reanha Duarte, 3ºD, Nº 13
4/03/2026
Os Filhos da Droga, de Christiane F.
Christiane F. é o pseudónimo de Christiane
Vera Felscherinow, nascida na cidade
de Hamburgo, na Alemanha. Ficou conhecida, ainda adolescente,
por relatar a sua experiência com drogas e a sua vida nas ruas de Berlim
Ocidental nos anos 1970. A sua história foi publicada no livro “Christiane
F. – Nós, Crianças da Estação Zoo” (1978), o qual teve
grande impacto pelo facto de mostrar os riscos do uso de drogas
entre os jovens.
O livro “Os Filhos da Droga” (2011)
é um relato autobiográfico de Christiane F., uma adolescente que vivia em
Berlim Ocidental nos anos 1970. A obra descreve de forma realista o seu
contacto com as drogas, designadamente a heroína, e mostra as
consequências devastadoras desse vício na vida dos jovens da sua
idade.
Christiane começou por experimentar
drogas leves, tais como o álcool
e a haxixe, influenciada por um grupo de amigos. Aos
poucos, o consumo de drogas aumentou até chegar à heroína,
revelando como a dependência afeta a personalidade, a saúde física e mental,
além de afetar negativamente os relacionamentos familiares e
sociais.
Um dos temas centrais do livro é
a desestrutura familiar. Christiane cresceu num ambiente com pouco
apoio emocional, o que contribuiu para a sua vulnerabilidade às drogas.
Outro ponto importante desta obra é a influência do grupo de
amigos, que a introduziu num círculo de consumo de drogas e
prostituição juvenil, necessária para sustentar o vício. A obra mostra, de
forma direta, a sensação de isolamento, medo e perda de
liberdade causada pela dependência aos estupefacientes.
A história é muito comovente e
realista. Gostei de como Christiane relata a sua vida sem esconder os
problemas, permitindo compreender como é que as decisões de um
jovem são muito influenciadas pelos amigos e pelo ambiente familiar.
A leitura desta obra fez-me refletir sobre os perigos das drogas e a
importância do apoio familiar e social. Ao mesmo tempo, é uma
história triste, porque revela como muitos adolescentes podem cair em situações
semelhantes por falta de orientação.
Recomendo a leitura desta obra
intitulada “Os Filhos da Droga” por se tratar de
um tema educativo e de alerta social. O livro ajuda a
compreender melhor a sociedade, promove a empatia e faz refletir
sobre escolhas, amizades e os riscos de certos comportamentos na adolescência.
Apesar de ser uma obra triste, ensina e previne, mostrando a realidade de
muitos jovens que enfrentam problemas familiares, pressão dos amigos e
dificuldades para escapar de situações perigosas.
Ao ler este livro, lembrei-me do
livro designado “A Lua de Joana”, de Maria Teresa Maia Gonzalez,
que também explora temas relativos à adolescência
e à dependência. Em ambas as obras, as protagonistas
enfrentam problemas familiares, pressão de amigos e situações que as
tornaram vulneráveis, mostrando como o ambiente e as escolhas pessoais podem
influenciar profundamente a vida de um jovem. Essa comparação torna a reflexão
mais atual e relevante, permitindo perceber que estas situações podem acontecer
em diferentes contextos.
Sara Ferreira, n.º18, 9.ºB
4/3/2026
A maior flor do mundo, de José Saramago
SERÁ QUE UMA CRIANÇA PODE
MUDAR O MUNDO?
Imagina que vives numa aldeia onde toda a gente faz sempre o mesmo. Um dia, decides ir mais longe do que os teus pais deixam. Passas o rio, sobes uma colina e encontras algo que ninguém esperava encontrar ali.
O DESAFIO
No topo dessa colina, há uma flor que está a morrer.
Ela está seca e murcha, porque não chove. Tu queres ajudar, mas não tens nada
para a regar. Nem garrafas, nem baldes, nem regadores. E o rio? Fica lá em
baixo, muito longe.
SERÁ QUE
CONSEGUES?
O menino decide levar água nas palmas das mãos. Ele
corre, sobe, desce, cansa-se... mas não desiste.
Quantas vezes terias de correr para salvar a flor?
Será que um menino sozinho consegue fazer o trabalho
de um gigante?
E o que acontece quando ele fica sem forças e
adormece?
PORQUE TENS
DE LER?
É do José Saramago. Ele ganhou o prémio mais
importante do mundo, o Nobel, e conta a história como se estivesse a falar
contigo.
Não é o que parece. Começa como uma história simples,
mas acaba com um mistério que deixou a aldeia inteira de boca aberta.
Vais pensar no assunto. Depois de leres, vais olhar para as plantas e para as pessoas de maneira diferente.
O menino fez tudo o que podia por
uma flor e ela retribuiu de uma maneira que ninguém consegue explicar.
“Miura”, in: Bichos, de Miguel Torga.
A narrativa que vou apresentar, hoje, tem como título “Miura” e faz parte do livro de contos “Bichos”, de Miguel Torga. Antes de falar sobre o conto, vou mencionar alguns dados sobre o seu autor.
Miguel Torga nasceu em 1907, em São
Martinho de Anta, e faleceu em 1995, em Coimbra. Uma curiosidade é que Miguel Torga é o
pseudónimo de Adolfo Correia da Rocha. Foi uma figura literária de relevo do
século XX e uma das suas obras mais famosas é, justamente, esta da qual vos vou
falar agora.
“Miura” é um conto intenso, onde Torga
transforma um touro numa figura quase humana. Através dele, o autor critica a
violência das touradas e mostra o conflito que existe entre a liberdade e o
destino imposto aos humanos e animais. O que significa que, muitas vezes, estes
seres veem a sua liberdade limitada por regras sociais, costumes ou obrigações
que não escolheram. A escrita é forte e direta, o que leva o leitor a sentir pena
do animal e a refletir sobre a sua injusta morte e o sofrimento infligido.
É um texto curto, mas poderoso, que
reflete a condição humana na forma de um touro.
Neste conto, Miguel Torga recorre à
personificação, ao afirmar que o touro “morreu como um homem de honra”,
atribuindo-lhe pensamentos e sentimentos humanos. Miura assume, também, um
forte simbolismo, representando a força e a liberdade oprimidas pelo homem,
apesar de ser “forte, mas condenado”. A arena funciona como metáfora de um
destino imposto, pois o touro “entrou na arena para morrer”. O autor usa ainda
contraste entre a força do animal e o poder humano e uma linguagem expressiva e
violenta, visível quando “o sangue corria pela areia”, intensificando a crítica
à violência das touradas.
Li o livro "O Diário de um Banana – livro 17 - Frauda Xeia" e gostei
de o ler.
Autor "Jeff Hinney
Frauda Xeia
Segunda-feira
Era uma vez uma banda musical, chamada "Frauda Xeia", que
tinha três elementos: O Rodrick, o Bill e o Maquy. A banda estava ainda a
tentar encontrar alguém que pudesse ver os seus concertos. Até que um dia, uma
mulher disse:
- Vocês são de alguma banda?
- Sim, somos da banda "Frauda Xeia", somos umas estrelas de
rock!
Toda a gente da banda ficou entusiasmada por causa da pergunta. Depois,
a mulher convidou-os para que, na terça-feira, fossem atuar na "Galinha
Decapitada", um sítio onde era costume atuarem bandas. A banda ficou com o
coração a bater mais depressa porque iam, finalmente, atuar ao vivo.
Terça-feira
A banda, mal entrou na carrinha, acelerou-a, porque pensavam que não
tinham tempo. Quando chegaram lá, repararam que se tinham esquecido de uma
baqueta da bateria. Então, o Greg e o Rodrick foram ao Hipo-Hugo, onde havia
uns bonecos-robots a atuar. Na placa estava escrito: “Proibida a entrada a crianças
não acompanhadas”. Eles foram lá e aproveitaram para comer uma pizza deliciosa.
Logo que os seguranças viraram as costas, o plano entrou em prática. O Greg e o
Rodrick foram para o palco e tiraram a baqueta da mão do boneco robot, mas tinha
saído uma coisa a mais, que era a mão do boneco. Foram imediatamente para a
carrinha e fugiram do segurança, que parou no sinal vermelho. E, felizmente,
chegaram lá a tempo! Como a banda viu que a mão do boneco tinha ficado presa à
baqueta, ligaram-na à tomada e a mão descolou-se. Contudo, sem querer, ligaram
outra vez a tomada e a mão prendeu-se na perna do Maquy:
- Ah! Como vou atuar assim?! – perguntou desesperado.
Depois de algumas tentativas, conseguiram retirar a mão do coitado do
Maquy. A seguir, o pessoal começou a chegar e a banda começou a atuar que nem
umas estrelas de rock!!
“A Casa do Mar”, in: Histórias da terra e do mar, de Sophia de Mello Breyner Andresen
Sophia de Mello Breyner Andresen foi uma figura central na literatura portuguesa do séc. XX. Reconhecida pela sua sublime arte poética, Sophia também se destacou no âmbito dos contos e da literatura infantil. Foi a primeira mulher a receber o prémio Camões.
A minha partilha vai incidir no livro
”Histórias da terra e do mar” da sua autoria, mais especificamente, no conto “A
casa do mar”, porque o título me despertou curiosidade, pois adoro temas
relacionados com o mar tal como Sophia.
Neste conto, a autora faz a descrição de uma
casa à beira-mar, construída em cima de uma duna. Sophia descreve a casa de uma
forma muito detalhada, levando-nos a sentir como se estivéssemos dentro do
conto e a imaginar uma casa abandonada e sem vida, perto do mar da sua
infância, sendo possível encontrar, aqui, um local de convergência entre os
dois espaços (terra e mar) focados no título da obra “Histórias da Terra e do
Mar”.
Cada canto desta casa tem magia, um amor e um
fascínio únicos.
No decorrer do conto consegui identificar imensos
recursos expressivos, que contribuem para a admirável riqueza estética do texto
e permitem ao leitor desfrutar da sua beleza. Passo a referir alguns, a título
de exemplo: a comparação presente em “sobre a areia molhada que a maré cheia
alisou o poisar das gaivotas deixa finas pegadas triangulares, semelhantes à
escrita de um tempo antiquíssimo.” (página 60); a enumeração “O rumor das
ondas, o perfume do sal, o vidrado da luz marinha, o ar varrido de brisas e
vento, a cal do muro, os nevoeiros imóveis, o arfar ressoante do mar
estabelecem em seu redor grandes espaços vazios, tumultuosos e limpos onde tudo
se abre e vibra”(página 59), que nos facilita a visualização da casa, e, por
fim, também encontrei a personificação
"Nela secam as ervas e as chaleiras gemem e soluçam, como se sofressem“
(página 63 linhas 2 à 4), potenciando as emoções no leitor .
A parte que mais me cativou foi a forma
apaixonada como a autora relata os momentos vividos nesta casa. Também gostei
muito das comparações que ela utiliza entre o mar, a natureza associando-as às
sensações vividas na sua infância.
Gostei muito deste conto, apesar de não
conseguir interpretá-lo muito facilmente, mas fez-me recordar lugares que foram
e que ainda são importantes para mim, e que guardo com um carinho especial, tal
como aconteceu com Sophia.
Este conto transmite-nos a mensagem de que os
lugares vividos intensamente na infância permanecem na nossa memória.
Dália Maria de Botelho Pessoa, 9º.A
31/01/2026
O Caramelo da Leonor - Daniela Santiago
Resumo
A Leonor tem um gato chamado
Caramelo. Ele é muito doce, gosta de mimos e está sempre junto da Leonor desde
que ela nasceu. Ele é um grande amigo e faz-lhe companhia todos os dias.
Com o tempo, a Leonor começa a
brincar de forma mais brusca com o Caramelo. Ela não percebe que o gato não é
um brinquedo e que também sente medo e dor. Por isso, o Caramelo fica assustado
com algumas brincadeiras.
Um dia, durante uma dessas
brincadeiras, o Caramelo assusta-se e arranha a Leonor sem querer. A Leonor
começa a chorar e fica muito triste…
O que será
que acontece a seguir?
E
tu, o que farias se fosses a Leonor? Como ajudarias o Caramelo?
O
que os alunos do 2.º B mais gostaram:
- Do ar meigo, engraçado
e fofinho do Caramelo.
- Das expressões grandes
e coloridas do Caramelo.
- De imaginar o que ele
está a pensar e a sentir.
- De ver as caras diferentes que o Caramelo faz.
- Das cores quentes do livro, que parecem sol.
- Disseram que o Caramelo parece um gato de
verdade.
- Das imagens grandes e fáceis de ver.
- Gostaram quando o Caramelo aparece triste ou
assustado, porque dá vontade de o ajudar.
Reflexão final
Este livro
conta uma história bonita sobre a amizade entre uma menina e o seu gato. Gostámos
muito porque nos ensina a cuidar de quem gostamos e pensar nos sentimentos dos
outros. As imagens são muito coloridas e ajudam-nos a perceber como as
personagens se sentem. O livro é fácil de ler, divertido e cheio de carinho.
Também tem Braille, para que as pessoas que não conseguem ver possam ler com os dedos.
Assim, aprendemos a respeitar as diferenças. Achámos isso muito importante, porque assim todas as pessoas podem ler a
história do Caramelo. Aprendemos que todos somos diferentes, mas todos temos
direito a aprender e a gostar de livros. Devemos respeitar e ajudar os outros,
mesmo quando são diferentes de nós.
Alunos do 2.º B
Escola Básica n.º 1 de Lamego
Agrupamento de Escolas Latino Coelho
A Perfeição” de Eça de Queiroz
O conto que escolhi foi “A Perfeição”, incluído no livro Contos, de Eça de Queiroz. Este conto apresenta-nos uma história que mistura humor, crítica social e reflexão sobre o real significado da perfeição.
A narrativa
acompanha uma descrição muito bonita e detalhada da ilha de Ogígia, onde vive a
ninfa Calipso. É um lugar quase mágico: mar azul, areia branca, flores
perfumadas, clima suave e bosques cheios de frescura, fazendo tudo parecer
perfeito, como se fosse um paraíso criado para agradar aos sentidos.
Mas, apesar de
tudo, Ulisses, um herói grego inteligente e astuto, que está sentado numa rocha
a observar o mar, sente-se profundamente triste. Eça descreve-o com barba caída
entre as mãos e o olhar pesado, como alguém que perdeu a alegria de viver. Este
contraste é logo um dos aspetos mais importantes do conto: um homem infeliz no
meio da perfeição absoluta.
A linguagem é
enriquecida com recursos expressivos, como a antítese em “...lá tão bravio,
aqui tão sereno...” (l.78; p.227), a hipérbole em “Sete anos, sete imensos anos...”
(l.27; p.226), a personificação em “...jasmineiros e madressilvas, envoltas no sussurrar
das abelhas.” (l.160 p.229), entre outros.
Ao longo do conto,
percebemos que Calipso oferece a Ulisses tudo que ele queria: beleza, descanso,
luxo e amor eterno. Porém, este excesso de perfeição começa a parecer-lhe uma
prisão. Ulisses sentia falta das dificuldades, dos desafios, da sua casa e da
sua família. E é aqui que se percebe uma das artes mais importantes do conto, a
ideia de que a perfeição absoluta pode ser ilusória e que a felicidade pode
estar na imperfeição do mundo real.
A partir daqui,
Ulisses terá de escolher entre a perfeição eterna e a sua humanidade, uma
escolha que mudará a sua vida.
A parte de que mais
gostei, neste conto, foi quando Calipso, finalmente, jura a Ulisses que não lhe
preparará nenhum mal, pois é um momento intenso, combina tensão, emoção e
alívio. Depois de anos preso na ilha, enfrentando a ociosidade, o desejo de
voltar a Ítaca e o medo da traição, Ulisses, finalmente, sente que pode
confiar, ainda que precariamente, numa divindade. É o ponto em que a história
passa da incerteza para a esperança, e tem um grande impacto emocional.
Caso queiram saber a
decisão tomada por Ulisses, basta ler o conto!
"O Alma-Grande", Novos contos da Montanha, de Miguel Torga
Recentemente li o conto “O Alma-Grande", inserido na obra Novos contos da Montanha, de Miguel Torga, editada por Coimbra Editora.
Este conto apresenta-nos um homem, o “Alma-Grande”,
que “acabava” com o sofrimento dos “moribundos”, evitando, assim, a confissão
dos seus pecados.
Certo dia, o “Alma-Grande” foi chamado
pelo filho do Isaac, que andava há vários dias com febre e se encontrava de
cama, gravemente doente, para acabar com o sofrimento dele e evitar confissões.
O “Alma-Grande”, já na casa de Isaac, começou a fazer o seu trabalho, no quarto
do moribundo. Contudo, devido aos gritos vindos de lá de dentro, o filho de
Isaac, Abel entrou no quarto e o “Alma-Grande”, apesar de insensível, não foi
capaz de completar o trabalho à frente do pequeno Abel e saiu da casa do
doente. Passaram-se dias, Isaac melhorou e, com os traumas do acontecimento
anterior, jurou vingar-se.
O que aconteceu a seguir? Pois não vou
contar…
Este conto faz-nos refletir sobre a
eutanásia que, mesmo com boas intenções, é um ato desumano.
O texto tem vários recursos expressivos
como: a comparação, a metáfora, a ironia e o eufemismo. A comparação
encontra-se muito pelo texto, mas um exemplo concreto pode ser: “a um homem
tanto lhe importa a Thora como os Evangelhos”. A metáfora também se encontra
várias vezes no conto, podendo apresentar como exemplo claro: “A criança
debatia-se num agitado mar de brumas”. A ironia também é muito utilizado por
Miguel Torga, como podemos observar no título, pois o autor chama uma pessoa de
Alma-Grande, ou seja, uma boa pessoa que, de bom, não tem nada, pois diminui o
tempo de vida das pessoas, só para que elas não tenham de confessar os seus pecados.
O eufemismo aparece esporadicamente no conto e, como exemplo, temos “acabou por
aconselhar que tratassem do caixão”.
Este conto tem um título intrigante, o que
me levou a lê-lo. Miguel Torga usa uma linguagem simples, mas expressiva.
A parte de que mais gostei foi a parte
final, mas não vou contar, pois convido-vos a ler o conto.
Ryan
Cristiano Veiga de Oliveira, 9.ºA
12/1/2026
O Espantalho Enamorado, de Guido Visconti
Li e Gostei… do livro “O Espantalho Enamorado” de Guido Visconti e ilustrado por Giovanna Osellame.
O livro conta
a história de um espantalho chamado Gustavo, que vivia numa seara e tinha como
função espantar os passarinhos. No entanto, não conseguia cumprir a sua tarefa,
pois era amigo de todos os animais, principalmente destes.
No meio daquela seara repleta de douradas espigas,
Gustavo passava os seus dias a suspirar de amor por
Amélia, uma menina-espantalho que vivia no topo da colina. Por não se conseguir
mexer, a única maneira que tinha de mandar ternas mensagens à sua amada era com
a ajuda dos amigos passarinhos, em quem confiava plenamente. E assim viviam
felizes!
Com a chegada
do outono, surgiram dificuldades que deixaram o espantalho preocupado. É que,
com as espigas ceifadas, os passarinhos foram embora e, no seu lugar, ficaram os corvos pretos
que, apesar de também serem seus amigos, tinham vozes
estridentes, então não conseguiam passar as suas mensagens de amor a Amélia.
A história
ficou ainda mais emocionante quando apareceu um caçador, levando aflição e medo
a todos os animais da seara. Durante uma situação de grande perigo, Gustavo
mostrou-se corajoso e amigo fiel, quando salvou uma codorniz do ataque terrível
do caçador. Como agradecimento pela amizade e coragem que Gustavo demonstrou ao
defendê-los, os animais da seara ajudaram-no a concretizar o seu sonho…
Li e gostei muito deste livro, porque
mostra que até alguém feito
de palha pode ter sentimentos
fortes (amor, amizade...), sonhos e coragem para lutar pelos seus objetivos. A
história é doce, bonita e faz acreditar que todos podem amar e ser amados,
mesmo quem é diferente.
6/1/2026
Rubra, a árvore dos desejos, de
Katherine Applegate
“Rubra,
a árvore dos desejos”, da aclamada autora Katherine Applegate, com ilustrações
de Charles Santoso e editada pela
Fábula, é uma obra enquadrada na Literatura Infantojuvenil e do género
de fábula contemporânea.
O livro retrata a história de Rubra, um
carvalho com muitos anos de vida, que é simultaneamente a “árvore dos desejos” da vizinhança. Os temas centrais
desta obra são a crítica à intolerância e ao preconceito
e é utilizada
a perspetiva da natureza para expor as falhas da sociedade.
A autora demonstra que pequenos atos de bondade, por mais pequenos
que sejam, e a união de diferentes seres podem mudar o mundo.
A força da história está na forma como a autora escreveu o livro, porque conta a história
na primeira pessoa, pela Rubra, o carvalho. Essa perspetiva oferece-nos um ponto de vista calmo, sábio e imparcial
sobre os acontecimentos humanos.
O enredo desenvolve-se a partir do desejo de Samar, uma menina muçulmana, que sofre pelo ódio à sua religião.
Rubra, quebrou uma regra muito importante da natureza para ajudar a realizar o desejo de Samar, isto demonstra um ato de coragem, ou seja, um testemunho a favor da tolerância.
Rubra tem um poderoso símbolo na obra. Ela representa a força da natureza, a
memória da comunidade e a necessidade da tolerância. A autora aborda
temas sociais complexos, como o racismo e a xenofobia. O mais importante é que o livro aborda
a importância de acolher
o diferente e mostra que a união de diferentes seres é a única
forma de proteger o que é justo.
O livro, “Rubra,
a árvore dos desejos” é uma lição poderosa sobre o que significa “ser humano” e pertencer a uma comunidade. A mensagem profunda sobre a tolerância, pois, “Além do Simão, o vizinho
de casa verde, são muito poucos
os que recebem de braços abertos as recém-chegados”, ou seja, a família de
Samar.
Eu gostei imenso
deste livro, porque aborda temas muito importantes. A parte
que mais me emocionou
na obra foi quando todos os
animais se uniram para tentar tornar o desejo de Samar real.
Recomendo esta obra, porque é um livro que aquece o coração e faz-nos refletir sobre valores,
nomeadamente o da empatia, o da amizade, o do amor, o da superação do
preconceito em relação
à religião e a importância de proteger os mais necessitados.
Beatriz Miranda,
n.º1, 9.ºB
5/1/2026
A Cotovia Via…Via…
A Cotovia era a mais velha de sete irmãos e achava que devia
ser ela a seguir o sonho da sua mãe: conhecer o mundo. A mãe adorava viajar,
mas a sua idade já não lhe permitia grandes aventuras.
A Cotovia encheu-se de coragem e começou a sua viagem.
Começou por Espanha, depois passou pelo Cazaquistão, Filipinas, por uma ilha do
Pacífico, Colômbia, Burundi e Gana.
Em todos estes países, viu coisas que lhe partiam o coração:
paisagens devastadas pela ação do Homem, grandes áreas florestais queimadas,
espécies vegetais e animais em risco e outras que desapareceram, lixeiras a céu
aberto, cidades envolvidas em nuvens de fumo, pessoas sem água potável e sem
comida e até uma ilha no Pacífico que estava a desaparecer por causa do degelo
das calotas polares, onde os seus habitantes se apressavam a tirar fotografias
para mais tarde terem como recordação.
A Cotovia estremecia ao ver tudo isto, ao ver tanta maldade
com o Planeta Terra. Conversava com as pessoas desses locais para perceber o
porquê de tudo isso estar a acontecer e, em conjunto, ia partilhando sugestões
para começarem a ultrapassar estes problemas.
O que mais gostámos neste livro foi a atitude da Cotovia.
Partia de um país para outro sempre com a missão de transmitir o que tinha
visto e alertar o mundo para atitudes mais conscientes na preservação do
Planeta.
Essa deve ser também a nossa missão. O contributo de todos
será muito importante pois a Terra é a nossa Casa.
Texto coletivo, 3.ºA, Escola Básica N.º1 de Lamego
10/12/2025
Título do livro: Desde o primeiro bater do coraçãoAutora: Sílvia RainhaIlustradora: Sofia Pessoa
Li e gostei:
Uma pequenina
ervilha,
Transformada numa
melancia,
Tal como uma protegida
ilha,
No ventre materno
vivia.
Passados os nove
meses, nascia
Carregada de
preocupações e alegria.
Li e gostei de:
- Conhecer a viagem de uma sementinha humana que, com o
passar do tempo, evoluiu e aprendeu a andar e a falar;
- Poder colocar os meus dados pessoais no livro.
Trabalho coletivo do 2.º A, Escola Básica Nº1 de Lamego
8/12/2025
O Monstro dos Ciúmes - Tânia Carneiro
Resumo
O
livro conta a história de um monstro que começa a sentir ciúmes e não entende
bem porquê. Esse sentimento deixa-o confuso e faz com que tudo pareça mais
difícil. Com a ajuda de um amigo, ele descobre o que é o ciúme, como reconhecer
esse sentimento e como podemos aprender a lidar melhor com ele. Mas quando
parece que tudo está a melhorar… o que será que acontece a seguir?
Aquilo de que mais gostei
·
Gostei de ver como o monstro muda ao longo da
história.
·
Gostei de ver as imagens porque ajudam a
perceber os sentimentos.
Reflexão final
- Imagina o que
farias se fosses o monstro.
- Fala com um amigo
sobre o que achas que vai acontecer.
- Devias ler este
livro porque ajuda a controlar o monstro dos ciúmes que às vezes sentimos.
- A história mostra
que todos podemos sentir ciúmes e que isso é normal.
- A história ajuda a perceber que os amigos
não se perdem quando fazemos novas amizades.
- A história ensina
que o coração tem espaço para todos os amigos!
- A história é muito
bonita e faz-nos sentir bem por dentro.
Alunos do 2.º B da Escola Básica n.º
1 de Lamego
1/12/2025
____________________________________________________
Apresentamos esta semana O Livro dos Erros, de Corinna Luyken
Resumo: Este livro mostra-nos que, quando fazemos um erro num desenho, podemos transformá-lo em algo ainda mais bonito e criativo. A autora começa com um pequeno erro e, a partir daí, vai encontrando maneiras criativas de o melhorar. Página após página, vemos como cada erro pode dar origem a novas ideias e novas formas de criar.
O que os alunos do 2.º D mais gostaram:
- Ver como um simples erro se transforma numa coisa completamente diferente.
- As ilustrações criativas.
- Descobrir detalhes escondidos em cada página.
- Perceber que todos nós erramos, até os artistas.
- Sentir surpresa ao ver o que nasce de um erro que parecia “mau”.
Reflexão final:
Este livro ajuda-nos a perceber que os erros nem sempre são coisas más. Os erros ajudam-nos a pensar, a tentar outra vez e a melhorar. Quando erramos, temos a oportunidade de aprender algo novo. Tal como no livro, também nós podemos transformar um erro numa ideia, num desenho diferente ou numa solução melhor. Errar faz parte de crescer e, às vezes, até nos leva mais longe do que imaginamos.
Exemplos de alguns desenhos feitos pelos alunos com base num erro no qual tiveram de pensar para criar algo novo:
2.ºD - Escola Básica n.º 1 de Lamego
Agrupamento de Escolas Latino Coelho, Lamego


.jpg)












.jpg)











