Li e gostei! 2025/2026

 

Projeto "Li e Gostei"

Imogen, Obviamente - Becky Albertalli

 

        Becky Albertalli é uma escritora norte-americana conhecida por escrever livros de romance juvenil que exploram os desafios da adolescência. O livro Imogen, Obviamente apresenta uma história focada na autodescoberta da personagem principal e nas relações entre amigos.

O livro segue Imogen Scott, uma adolescente que sempre teve a certeza de que era heterossexual e uma grande aliada da comunidade LGBTQIA+. Quando vai visitar a melhor amiga à universidade, acaba por alinhar numa mentira   inofensiva, fingindo ser bissexual. No entanto, essa situação leva-a a questionar-se sobre assuntos que nunca tinha pensado antes, por serem considerados “óbvios”, como a sexualidade, fazendo com que comece a olhar para si própria de forma diferente.

Ao longo da história, vemos a evolução de Imogen à medida que lida com dúvidas, inseguranças e novas experiências. A autora mostra como pequenas situações, para alguns, podem ter um grande impacto na forma como uma pessoa se entende, tornando o processo de crescimento mais confuso, mas, também, mais verdadeiro.

Uma das partes de que mais gostei no livro é a forma como os leitores se podem identificar com a protagonista. Mesmo que não passem exatamente pela mesma situação, é fácil reconhecer sentimentos como a incerteza, o medo de não corresponder a expectativas, ou a dificuldade em perceber quem realmente somos. Isso torna a história mais realista para muitas pessoas.

Recomendo este livro porque, além de ser envolvente e fácil de ler, aborda temas importantes como a sexualidade e a aceitação. Para além disso, ensina-nos a respeitar os outros e a nós mesmos, a ser empáticos e a ter uma mente mais aberta. Este livro faz, ainda, o leitor refletir sobre a importância de se conhecer a si próprio, pois, se não o fizermos, quem o fará por nós?

Bárbara Almeida, n.º 3, 9.ºC

1/06/2026


Os olhos de Ana Marta, Alice Vieira

          


          Li e gostei do livro Os olhos de Ana Marta. Inicialmente o livro foi recomendado, mas depois de uma pesquisa individual achei-o interessante e adequado à minha faixa etária.

O livro fala sobre uma rapariga chamada Marta que vivia com a sua mãe, emocionalmente uma pessoa muito fria e fechada. A relação entre as duas foi sempre difícil e distante, levando a filha, muitas vezes, a duvidar do amor da mãe por ela. Na casa onde habitavam havia vários compartimentos fechados e o ambiente era demasiado silencioso, por isso Marta tinha a sensação constante de que havia olhos a observá-la, pela casa. Aquela sensação e a suspeita permanente aumentou a vontade dela querer descobrir a razão pela qual a mãe era tão distante e o que escondia naqueles quartos sempre fechados e que segredos guardariam…

No decorrer da história, percebemos que Marta descobre que tinha uma irmã chamada Ana Marta e era esse o segredo do passado da família.  A mãe nunca superara a perda da filha e, porque não sabia lidar com isso, guardou tudo para ela, tornando-se numa pessoa fria e distante. Essa descoberta fez com que Marta passasse a ver a mãe com outros olhos, por isso a entender melhor a mãe e com vontade de ajudá-la. Esta mudança de comportamento foi fundamental para que ambas tentassem melhorar a relacionamento entre ambas e, assim, superar a tragédia ocorrida anos atrás.

              Ao ler o livro, a personagem que mais me cativou foi Marta, uma jovem sensível, observadora e bastante reflexiva, que lembra a mente de um qualquer jovem e as suas curiosidades. Ao longo da história, Marta revela-se alguém que pensa muito sobre a vida, as pessoas e os sentimentos a elas associados. Mostra, também, as inseguranças e as dúvidas próprias da adolescência.

              A autora Alice Vieira, atualmente com 83 anos, tem uma escrita simples e clara, como se pode verificar através da leitura deste livro.

Eu recomendo a sua leitura, pois tem uma história interessante que mostra o valor e a importância da comunicação entre a família. Mostra, ainda, o quão difícil pode ser lidar com perdas, e as incertezas que a falta de comunicação pode criar na cabeça das pessoas.

Gostei muito de ler este livro uma vez que aborda temas sensíveis de uma forma clara e interessante. O ambiente de mistério e curiosidade que o livro transmite cria uma leitura muito interessante.

Rita Ribeiro, n.º18, 9.ºD

22/05/2026


O Visconde Cortado ao Meio, Italo Calvino


        Este livro é fantástico a todos os níveis: fantástico pela história que é narrada, pela escrita macabra e mórbida e pela mensagem que pude retirar. É um livro completamente diferente de todos os outros que li até hoje. O livro em questão é O Visconde Cortado ao meio, de Italo Calvino e foi publicado em 1952, mas continua muito atual devido à mensagem que nos deixa.

A capa do livro remete-nos para um ambiente escuro e de violência, porque temos um fundo vermelho e um cavaleiro negro, ou seja, deixa antever um romance com muitos conflitos, muita violência e talvez até algum amor, porque o vermelho também está associado ao amor.

O narrador desta história é o sobrinho da personagem principal, o Visconde Medardo de Terralba, que nos transporta para o meio da guerra entre os austríacos e os turcos, no ano de 1716.  Este Visconde é um homem normal que decide lutar pela sua pátria, mas descuidou-se e acabou por levar com uma bala de canhão que o cortou simetricamente ao meio. Nesta altura, pensei que estava morto, mas como é ficção, tal não aconteceu. Fiquei muito admirado porque não é possível um homem viver com metade do seu corpo!

Graças a uma escrita rica em detalhes e descrições pormenorizadas, acabei por conseguir visualizar na minha imaginação a figura deste Visconde cortado exatamente ao meio e que regressa à sua terra natal apenas pela metade, a sua metade direita que, mais tarde, descobri ser a parte má! A partir desta altura, o Visconde passa a aterrorizar tudo e todos.

Para mim, o cúmulo da maldade foi quando o Visconde obrigou o carpinteiro Pedro Prego a construir uma máquina de enforcamento e como, aquando da sua estreia, havia vagas por preencher, ordenou que fossem preenchidas com gatinhos.

Mas este livro também acaba por ter uma história de amor pelo meio uma vez que ambas as partes se apaixonam por uma pastora chamada Pamela. Achei que seria a parte boa a conquistá-la, mas, infelizmente, Pamela decide casar com a metade que chegasse em primeiro lugar à igreja na hora marcada e, no final, acaba por haver um duelo até à morte entre as duas metades.

A mensagem que retirei desta obra é que todos temos um lado bom e um lado mau e, quando rejeitamos um destes lados, ficamos incompletos e acabamos por perder a nossa humanidade.

Guilherme Matias Pinto, n.º 6, 9.ºC


O Principezinho, de Antoine de Saint-Exupéry
      

         O livro O Principezinho, de Antoine de Saint-Exupéry, é uma obra muito conhecida da literatura mundial. Cheguei a este livro numa altura em que não gostava muito de ler, mas a capa simples e a contracapa chamaram-me a atenção, o que me levou a comprá-lo. Foi uma escolha importante, pois acabou por me dar um grande ensinamento: nem tudo aquilo que parece às vezes é ou se torna realidade. Além disso, foi também o livro que impulsionou o meu gosto pela leitura, fazendo com que começasse a gostar mais de ler.

          A história fala sobre um pequeno príncipe que vive num asteroide e que decide viajar por vários planetas. Ao longo da sua viagem, ele encontra diferentes personagens que representam comportamentos humanos, como a vaidade, o poder e a solidão. Quando chega à Terra, conhece um aviador e uma raposa, com quem aprende lições muito importantes sobre amizade e amor.

         O que mais gostei neste livro foi a forma simples, mas ao mesmo tempo profunda, como transmite as suas ideias. Uma das partes mais marcantes é quando a raposa ensina que “o essencial é invisível aos olhos”, mostrando, assim, que devemos valorizar os sentimentos e não apenas aquilo que vemos.

        Este livro aborda temas como a amizade, o amor, a responsabilidade e a importância de mantermos a nossa essência de criança. As suas mensagens são muito tocantes, pois fazem-nos refletir sobre a forma como vivemos e como, muitas vezes, os adultos complicam aquilo que, afinal, é simples.

      Em resumo, O Principezinho é uma obra especial que ensina lições importantes de forma leve e acessível. Gostei muito deste livro, porque me fez pensar sobre o verdadeiro valor das coisas e das pessoas. Recomendo a sua leitura, pois é uma história que pode ser entendida de diferentes formas e que deixa uma mensagem bonita e duradoura.

Afonso Loureiro, n.º 1, 9.ºC

18/05/2026

Aquilo que os olhos veem ou o Adamastor, Manuel António Pina

O livro Aquilo que os olhos veem ou o Adamastor, escrito por Manuel António Pina e lançado pela Porto Editora em 1998, fala sobre um rapaz, de 14 (ou 15 anos) chamado Manuel, que vivia com a sua mãe e irmã, após o seu pai ter partido numa viagem para ser marinheiro na frota de Bartolomeu Dias.

Certo dia, Manuel tem um sonho. No sonho, o seu pai está naufragado no mar, prestes a ser morto por uma criatura enorme, o Adamastor. Manuel salta para o mar para salvar o pai, luta contra o Adamastor e vence, o que faz com que o monstro volte às profundezas do mar. Até aí, estaria tudo bem, já que era apenas um sonho, mas, passados alguns meses, o pai de Manuel volta a casa e conta a todos as suas aventuras no mar, contando, também, que quase morreu no mar, e que a única razão para ainda estar vivo é o seu anjo da guarda, que lutou contra o Adamastor e salvou-lhe a vida. Manuel fica aterrorizado ao ouvir o pai, já que acha muito estranho que o seu sonho seja tão parecido com as descrições do pai, mas acaba por não dizer nada a ninguém.

Vários anos depois, Manuel é chamado para fazer parte da frota de Pedro Alvares Cabral e, mesmo não querendo ir porque está com medo de que o Adamastor o persiga, acaba por ser obrigado a ir.

Após vários dias em alto mar, Manuel e toda a tripulação enfrentam uma tempestade enorme, que dura cerca de vinte dias e, após esses dias, o Adamastor começa a atacar às cegas todos os navios, até que encontra o navio onde está Manuel. No meio do confronto, a embarcação é atirada contra uns rochedos e mata toda a tripulação. Manuel e o Adamastor lutam novamente, só que desta vez o Adamastor vence.

Ao vencer a luta, o Adamastor pensa que o Manuel morreu, e o Manuel também pensa estar morto, mas acabamos por descobrir que Manuel foi levado inconsciente pelas ondas do mar até uma ilha onde permanece cerca de um ano. Por lá passaram umas naus portuguesas que estavam de regresso à pátria que reconheceram o náufrago como navegador português e recolheram-no.

Após acordar, Manuel conta toda a sua história a Mestre João que, como homem da ciência, inicialmente não acredita na parte que fala do Adamastor, mas essa desconfiança não dura muito, já que o vê com os seus próprios olhos a dar voltas na nau onde se encontrava.

Todo este livro é contado como se fossem as memórias de Mestre João, que estaria a escrever esta aventura. No final, Manuel encontra-se novamente com o Adamastor, só que, desta vez, acaba por ser morto pelo Adamastor e levado pelas ondas do mar.Inicialmente, escolhi este livro por ser o único que considerei aceitável para a minha apresentação oral de nono ano.  Durante a leitura, gostei dele já que nos faz refletir sobre vários assuntos, entre os quais, o facto de que nem a pessoa mais sábia pode saber de tudo, dado que isso seria impossível e que nem sempre podemos confiar naquilo que os nossos próprios olhos veem. Finalmente, a leitura interessou-me, porque inclui uma criatura mitológica, o Adamastor, e eu gosto de histórias que fazem referência ao fantástico.

Duarte Rosa Rebelo, n.º 5, 9.ºC
11/5/2026

 Dia, de Elie Wiesel


Recentemente estive a ler o livro "Dia", de Elie Wiesel, escritor e Prémio Nobel da Paz. Este livro faz parte da sua notável trilogia sobre o Holocausto e tem uma mensagem intensamente dolorosa, transmitida através da sua luta interior e existencial. Esta obra levanta, na verdade, várias questões profundas ao longo da história, desde a exploração das consequências psicológicas do Holocausto e o fardo da memória traumática, até à luta pela fé e a dificuldade de encontrar sentido na sobrevivência.

O livro retrata a história de Eliezer, um sobrevivente da catástrofe que agora vive em Nova Iorque como jornalista. O enredo arranca com a sua entrada numa crise profunda após um acidente em que é atropelado por um táxi. O protagonista é consumido pela memória e pelo desejo de morte, sentindo a sobrevivência física como uma maldição após ter testemunhado o horror absoluto. A sua luta é a de um homem que se sente isolado do mundo pelo peso insuportável do seu passado.

Eliezer não vive este tormento sozinho, acabando por interagir com algumas personagens que espelham a sua dualidade. Uma das personagens que me chamou à atenção foi Kathleen, a enfermeira que cuida dele. A sua presença introduz a possibilidade do amor e da ligação humana como potenciais vias de redenção, mas essa esperança é constantemente ameaçada pela sombra do trauma que Eliezer carrega. A interação entre o fardo de Eliezer e a tentativa de Kathleen de o puxar para a vida reflete o eterno conflito entre o passado e o presente. Outra "personagem" que reage regularmente com a sua presença opressiva é a própria Memória Traumática.
Este livro, além da sua escrita densa, poética e profundamente introspetiva, tem um valor universal inestimável. De todas as temáticas, a que mais me tocou foi a da impossibilidade de simplesmente "viver" como se nada tivesse acontecido.
Aquilo de que mais gostei: a luta de Eliezer por encontrar uma razão para continuar.
Será que Eliezer consegue, de facto, voltar a escolher a vida, ou o peso da memória o vai impedir? Descubram, lendo esta magnífica e profunda história.
A grande lição que o livro me deixou foi a de que a sobrevivência é apenas o início de uma batalha muito mais longa e silenciosa, onde o inimigo é o próprio passado.

   Matilde Pereira Santos, 9.ºB, N.º14

7/5/2026

Tu és tu, de Peter H. Reynolds

Resumo

A ideia principal deste livro é que cada criança é única – com os seus traços, jeito, pontos fracos, sonhos e potencialidades – e o mais importante é ser sempre ela própria. Neste sentido, o livro ajuda as crianças a aprenderem desde cedo que cada pessoa é especial à sua maneira. Independentemente do caminho que a criança escolher – pode ser muitas coisas diferentes ao longo da vida – o essencial é manter a sua autenticidade: “sejas sempre … tu “.

O livro fortalece a autoestima e combate ideias negativas de comparação, competição excessiva ou perfecionismo. Incentiva a imaginação, a liberdade de sonhar e a confiança em si.



 








Aquilo de que mais gostei:

 “ os desenhos da história”

 “ somos mesmo todos diferentes”

“ tu podes ser valente  “

 “ tu não estás só ”

 “ explora vários caminhos”

 “ das frases que me dão coragem” (…)

 

Reflexão final

O livro é uma celebração da unicidade, cada criança tem um valor próprio e não há uma forma “certa” de ser. O livro reforça a independência “Sê curioso” ,“Sê criativo”; a coragem “Arrisca” “ Experimenta”; os valores humanos “Sê gentil”, “Sê atencioso”; a autoconfiança “Eu sou capaz”; a resiliência “Tu consegues”, “Tu podes ser valente” ,”Tu és o teu próprio guia”; a empatia “Tu podes ser amável e tolerante”…

 

Para uma criança, ouvir desde cedo dos adultos-modelos, pais/família e professores:

“Tu és incrível”

“Tu és importante”

“Tu és especial”

“Tu podes pedir ajuda”

“Tu não estás só”  (…)

 

                                           … é um presente emocional que dura para a vida.


Alunos da turma do 2.º C da Escola Básica nº 1 de Lamego

Agrupamento de Escolas Latino Coelho, Lamego

4/05/2026


No moinho, in: Contos, de  Eça de Queirós

Recentemente li “No Moinho”, inserido na obra Contos de Eça de Queirós e editado por Porto Editora.


A narrativa tem, como personagem central, D. Maria da Piedade, uma pessoa boa e dedicada aos filhos e marido, que eram doentes. Mesmo solteira, vivia uma vida miserável em casa dos pais, pois a mãe era uma pessoa desagradável e azeda e o pai era um alcoólatra. Assim, Maria casou com João Coutinho, um homem que recebeu uma fortuna após a morte do pai, para fugir de casa, mesmo sem nunca o amar.

Certo dia, o primo do marido, Adrião, veio de Lisboa para a vila, com o objetivo de vender a única fazenda do pai, que ainda não estava arruinada. Como Maria era uma boa administradora, João Coutinho mandou-a ir com o primo ver a fazenda e ajudá-lo com os negócios.

Na ida para a fazenda, Maria e Adrião iam a conversar e, com esta conversa, Maria sentiu-se, pela primeira vez, valorizada como mulher e começou a sentir atração por Adrião. O mesmo interessou-se pelo facto de Maria ser tão triste e doce. Nessa conversa, Adrião pediu para ir ver o moinho perto da vila e, no dia seguinte, Maria conduziu-o ao moinho. Após uma curta conversa, Adrião beijou-a e ambos ficaram chocados e voltaram para a vila sem se dirigirem a palavra. Nessa noite, Adrião decidiu ir à procura do seu amor, mas, ao vê-la com um filho doente ao colo, optou por deixar a sua paixão, pois não queria que ela mudasse a dedicação que tinha com os seus filhos. Após a conclusão da venda da fazenda, Adrião regressou a Lisboa.

A parte de que mais gostei foi o momento em que Adrião preferiu o bem-estar dos filhos de Maria ao seu próprio amor. No entanto, convido-vos a ler toda a narrativa para descobrirem o que aconteceu com Maria.

Este conto faz-nos refletir sobre a importância das nossas ações e a insatisfação com a rotina.

Neste conto encontrei vários recursos expressivos como: a comparação, a metáfora, a adjetivação e a enumeração, que enriqueceram a linguagem e tornaram a narração e a descrição mais apelativa e expressiva. A comparação usada em “A mesma paisagem que ela via da janela era tão monótona como a sua vida...” serve para ilustrar a pesada monotonia em que aquela mulher vivia. Com a metáfora “uma senhora modelo”, sublinha-se o comportamento exemplar daquela mulher. A longa adjetivação utilizada em “era uma loura, de perfil fino, a pele ebúrnea, e os olhos escuros de tom violeta...” torna a descrição física de Maria da Piedade extremamente visual, espelhando a sua beleza.

A riqueza e expressividade da linguagem de Eça de Queirós transportam-nos para aquele ambiente que vemos com muita nitidez e realismo e fazem-nos desfrutar do prazer da leitura. Querem experimentar? Ficarão seduzidos.

Ryan Cristiano Veiga de Oliveira, 9ºA


O Ervilhinho

- Já conhecem a história do Ervilhinho?

Nós lemos a história na nossa sala de aula e gostámos muito.

Ervilhinho era um menino tão pequenino, tão pequenino, que dormia numa caixa de fósforos ou em cima do gato para ser mais confortável.

Mesmo assim pequenino, aprendeu a andar a cavalo (em cima de um gafanhoto) imaginem!

Quando entrou para a escola, percebeu que era demasiado pequenino para a sua cadeira, para a sua flauta, para as aulas de ginástica, para o seu prato de refeição… No recreio, os colegas não brincavam com ele, então, Ervilhinho ficava sozinho, num canto, a desenhar. Mas nunca se chateou com isso…

 Quem ficava muito preocupado era o seu professor porque achava que    Ervilhinho, devido ao seu tamanho, não iria ter futuro.

O tempo foi passando e Ervilhinho construiu o seu carro, a sua casa, tudo feito à sua medida! E até arranjou um emprego: é ilustrador de selos!

Esta história mostra-nos que não devemos desistir dos nossos sonhos.

Ervilhinho não ficou preso à sua condição física e, com vontade, esforço, e determinação, conseguiu ser alguém.

Nunca desistas dos teus sonhos!!


                                                                                                      Texto coletivo

                                                                                              Escola Básica Nº1 de Lamego- 3º A


A Fada Oriana, de Sophia de Mello Breyner Andresen


No âmbito da disciplina de Português, a minha turma leu o livro “A Fada Oriana”.

O livro conta a história de uma fada que tem como missão cuidar e proteger a floresta e todos os seres que habitam nela. Ao longo do tempo a fada Oriana começa a esquecer-se das suas tarefas e a preocupar-se com coisas menos importantes.

Eu achei o livro engraçado e interessante, porque nos ensina a sermos responsáveis e a preocuparmo-nos com os outros.

A personagem que eu achei mais interessante foi o poeta, porque ele era o único que, para além das crianças, conseguia ver Oriana. De facto, as crianças acreditam na fantasia, são puras e felizes…, mas o poeta não!

Também gostei muito da personagem da fada Oriana, porque aprendeu com os erros que cometeu e tentou corrigi-los, chegando mesmo a sacrificar-se para salvar a velha de cair no abismo.

Eu recomendo a leitura deste livro porque tem uma mensagem muito bonita e fácil de compreender: ajudar quem precisa, não abandonar os amigos e cumprir as promessas.

Gostei muito deste livro, porque me ajudou a pensar mais nas minhas atitudes para com os outros e por isso acho que todas as crianças e adultos o deviam ler.

                                                                  Rita Isabel de Seixas Cardoso, n.º 15, 5.º B

13/04/2026


Livro: Os Ovos Misteriosos
Autora: Luísa Ducla Soares

Turma: 2º D – Escola Básica nº 1 de Lamego



Resumo:

Este livro conta a história de uma galinha que encontra vários ovos diferentes e decide cuidar deles com muito carinho.
Passado algum tempo, os ovos começam a abrir e vão nascendo animais muito diferentes uns dos outros. A galinha trata todos como se fossem seus filhos, protegendo-os e ensinando-os a viver juntos.
Ideias de que os alunos mais gostaram:
- De descobrir que de cada ovo nascia um animal diferente.
- Das partes engraçadas da história.
- Da galinha ser amiga e cuidar de todos os animais.
- Das ilustrações do livro.
- De ver os animais todos juntos como uma família.
O que aprendemos com esta história:
- Devemos aceitar as diferenças entre as pessoas.
- A amizade é importante.
- Podemos ajudar e cuidar uns dos outros.
- Cada um é especial à sua maneira.

 


O silêncio”, in: Histórias da Terra e do Mar, de Sophia de Mello Breyner Andresen


Para a minha partilha de leitura, escolhi o conto “O silêncio”, integrado no livro “Histórias da Terra e do Mar”, de Sophia de Mello Breyner.

Esta narrativa conta que uma mulher, Joana, após o jantar, começou a arrumar a cozinha, lavando a loiça e organizando tudo. O ambiente descrito transmitia calma, organização e serenidade. Depois de terminar a tarefa, como ia dormir, foi apagando todas as velas que tinha pela casa e, quando chegou à última, ouviu-se um grito desesperado de uma mulher, vindo do fundo da rua.

A parte que mais apreciei foi como Sophia caracterizou o silêncio, salientando como ele era opaco, sinistro, sugerindo a aproximação de algo funesto, cruel.

O que menos apreciei foi o facto de ninguém ter ajudado a mulher, limitando-se a ignorar os seus gritos. Indiferença ou medo?

O que mais me chocou foram os gritos da mulher, que eram desesperados e lancinantes, e contrastavam com o silêncio anterior.

Ao longo da minha leitura, fui reparando na presença de alguns recursos expressivos, como a metáfora, presente no silêncio, que simboliza a ausência de comunicação ou a repressão, e a enumeração utilizada na descrição da tarefa de lavar a loiça: “…e de novo lavou pratos, colheres, garfos e facas.”, que sugere organização e rotina. Reparei, também, no contraste existente entre a calma da primeira parte e o sofrimento da segunda, causando uma certa tensão.

Eu recomendo a leitura deste livro, pois achei-o realmente interessante, embora requeira uma leitura exigente e profunda, por ter um vocabulário elaborado e uma linguagem metafórica.

                                                                                                                   Leonor Guedes Teixeira, 9.ºA

                                                                                                                                                16/03/2026


Portugal, de Miguel Torga

 


No livro Portugal, Miguel Torga percorre diferentes regiões do país e leva-nos a viajar com ele.

Dois capítulos que achei mais marcantes foram O Doiro e Um Reino Maravilhoso, focado em Trás-os-Montes. Ambos os capítulos revelam um olhar crítico e apaixonado do autor.

O Doiro é apresentado como um cenário grandioso e duro e leva-nos a considerar que o Douro não é apenas um rio, mas sim uma força que molda a vida e o caráter das pessoas.

Torga descreve as encostas do rio como ásperas e íngremes, obrigando o Homem a esforço extremo para produzir o vinho. Este néctar surge como fruto da luta humana e do trabalho árduo que transforma a dureza em beleza e riqueza.

Em O Doiro, conseguimos identificar alguns recursos expressivos como: a personificação, em “parece comandar o destino da região”; a comparação, porque o rio é como uma “batalha” para o homem e a hipérbole, por exemplo, em “quase sobre-humano".

A parte de que mais gostei foi do modo como ele descreve o rio, como uma força viva, e cria uma imagem forte e inesquecível.

No capítulo Um Reino Maravilhoso, Miguel Torga fala de Trás-os-Montes, que apresenta como um reino simultaneamente duro e mágico, uma terra pobre e isolada, mas cheia de dignidade e grandeza humana. As principais ideias que ele transmite sugerem que a região é marcada pela solidão das montanhas, pelo clima frio, etc.

Identificamos alguns recursos expressivos, como a antítese, em que o autor junta duas palavras com significados opostos para classificar este reino, como “duro” e “maravilhoso” ou “isolada e grandeza humana”, a metáfora, em “um reino maravilhoso”, onde Trás-os-Montes é visto como um reino para demonstrar a sua grandeza e a personificação, em “uma terra cheia de dignidade”.

Do que mais gostei neste capítulo foi a capacidade de Torga transformar Trás-os-Montes num cenário quase mítico.

Concluindo, Miguel Torga, neste livro, leva-nos a viajar com ele e transforma as regiões portuguesas em espaços cheios de vida, simbolismo e emoção.

 Salvador Antunes Mendonça Correia, 9ºA

12/03/2026


Li e Gostei
As pessoas de PESSOA na primeira pessoa
12E


Por Pedro Oliveira

Ricardo reis é um heterónimo fascinante, que no poema “Vem sentar-te comigo, Lídia” analisa a vida tal como deve ser vivida.

É certo que todos iremos morrer, mas até que isso aconteça temos de nos focar no presente. Viver de forma moderada é difícil, mas acertado, assim não sofremos, pois a dor advém da intensidade com que nos entregamos às coisas. É então essencial aproveitar os pequenos prazeres, onde está a beleza da vida.

É difícil e complexo viver assim, mas esta é, claramente, a forma ideal.

 POR ARIANA REBELO

 O poema “Aniversário”, de Álvaro de Campos, transmite de forma simples e sentimental a saudade que o poeta tem da infância. O contraste entre a alegria do passado e a melancolia do presente torna o poema sincero, o que foi, para mim, um aspeto interessante.       

 POR MARTIM GUEDES MATEUS

O heterónimo com que mais me identifico é Alberto Caeiro, o mais diferente e o mais importante dos heterónimos, daí ser o “mestre”.

Poeta bucólico, o seu gosto pela natureza é contagiante. Quase decidi ir viver para o campo... Se já pretendo ter um percurso de vida sereno, uma “estrada” comprida e sem “buracos” pelo meio, quero também eu olhar para um e outro lado, e ver tudo o que a vida tem para me dar, pois olhar para trás não me convém. Assim, graças ao “mestre”, vou adotar um estilo de vida mais tranquilo

Deste modo, acredito que este heterónimo é essencial no conhecimento de Fernando Pessoa e, principalmente, para quem quer fugir do dia a dia da vida urbana e descontrai, até porque “Pensar incomoda como andar à chuva”.

 POR LUANA

O sujeito poético evoca, no poema “Aniversário”, a saudade da época em que o seu aniversário era comemorado na antiga casa de família. A celebração envolvia toda a família como “uma tradição de há séculos”.~

O passado é sinónimo de inocência, plenitude e inconsciência, por isso o “eu” lamenta ter perdido essa “saúde” de não pensar ao crescer e ganhar a consciência da vida adulta.

 POR INÊS PINHEIRO

O poema “os jogadores de xadrez”, de Ricardo Reis, mostra duas personagens que continuam a jogar calmamente, enquanto à sua volta a cidade está a ser destruída pela guerra.

A ideia principal é que a vida deve ser vivida com calma e controlo, sem desespero. A mensagem que o poeta transmite é de que não vale a pena entrar em pânico, seja qual for a situação, pois a vida continua. Devemos, pois, manter a tranquilidade, mesmo quando tudo parece desabar.

O poema é frio, mas forte.

 POR MATILDE TEIXEIRA 

Dos heterónimos de Fernando Pessoa, identifico-me com Alberto Cairo, porque valoriza a simplicidade, o contacto direto com a realidade e o presente sem complicações.

Num dos poemas de “O Guardador de rebanhos”, o poeta defende que pensar demais afasta-nos da realidade e que devemos ver as coisas como elas são, sem procurar significados escondidos. Ele usa a natureza como exemplo dessa vida simples, tranquila e verdadeira.

Um verso marcante para mim é “Pensar é estar doente dos olhos”, que me faz pensar se pensar é afinal bom ou mau.

 POR LARA MARTINS 

Um dos poemas de referência de Álvaro de Campos é “Aniversário”, do qual gostei por lembrar a felicidade da família e como, sem os nossos familiares, a casa fica triste e o coração vazio.

Identifico-me bastante com o verso “Eu tinha a grande saúde de não perceber coisa nenhuma”, pois, quando somos crianças, somos ingénuos e inocentes, não temos consciência do quão felizes somos. Só quando formos adultos é que nos aperceberemos da falta das coisas mais simples, mas afinal, mais significantes.

 POR DIOGO MENDONÇA

Gostei do discurso muito expressivo da “Ode Triunfal” do heterónimo Álvaro de Campos, com o uso de interjeições, onomatopeias. Gostei também da ideia de exaltação da máquina e do futuro.

Porém, o poema é bastante agressivo, exagerado e um pouco pessimista na sua visão da vida moderna. 

12E

8/3/2026


Li o livro  “Os Piores Monstros do Mundo “ e vou contar o capítulo 7 do autor, David Walliams.

O Ursinho de Frankenstein


 

Era uma vez um senhor chamado Senhor Frankenstein que era um cientista. Tinha dois filhos muito diferentes, no caso, um menino que fazia muitas partidas e a vítima das travessuras, claro, era a irmã dele.

            Como o pai deles era genial, genialíssimo e inteligente, queria fazer, com as partes de vários corpos, como os dos humanos e, com tecnologia avançada que tinha no seu laboratório, cozê-las até ficar mais ou menos parecido com um humano, dar vida ao corpo e fazer um monstro Frankenstein.

            Passado algum tempo, já de noite, o pai deles gritou:

            — Vão dormir! Já! Imediatamente! Agora!

            Que remédio eles tinham senão ir para a cama.

            Depois, já de madrugada, o irmão foi ao quarto da sua irmã e trocou o peluche favorito dela por uma almofada e foi à cozinha buscar uma faca para cortar o peluche e enterrou um pedaço num sítio, outro no outro e por aí fora.

             Quando voltou para a cama e, para a irmã não desconfiar, fingiu que estava a dormir mas, nesse momento a irmã acordou e apercebeu-se logo que a almofada estava no lugar do peluche.

Ela zangou-se muito com ele, mas, ainda assim, fez o trabalho duro que era escavar, escavar até encontrar o corpo do urso.

            Já de noite, a irmã dele não tinha, ainda, encontrado as peças todas e desistiu. Faltava-lhe um olho. Ela colou todas as peças que tinha encontrado, com fita-cola. No final, parecia um monstro, um ursinho Frankenstein.

            Com isso, ela foi, às escondidas, ao laboratório do pai e deu vida ao seu peluche.

            Depois disso, ela queria vingar-se dele mas, como ela nunca fez partidas, não sabia o que fazer.

            Já, novamente, de noite, a irmã foi colocar o urso vivo de peluche debaixo da cama dele e assim, quando ele foi dormir, apanhou um grande susto:

            — Buuuuuuuuuu!! - gritou o monstro.

            — Aaaaaaaaaahhhhhh!!!!! - gritou o menino.    

            — Hi, hi, hi.- riu-se a menina.

            O pai deles chamou-os e disse-lhes:

            — Vão ver a minha obra de arte. - disse o adulto.

            E viram um monstro verde.               

            — Fiz um monstro! - gabou-se ele.

            — Eu também! - disse a menina ansiosa, mostrando-lhe o peluche a mexer-se.

            Sem ninguém esperar, o ursinho saltou para o monstro. Depois foram para o jardim da casa e com muita força o urso mordeu o monstro e ele caiu no chão, depois rebolou até cair no lago, no caso, o urso ganhou a luta.

                                                                                                          Reanha Duarte, 3ºD, Nº 13

4/03/2026


Os Filhos da Droga, de Christiane F.

 


  Christiane F. é o pseudónimo de Christiane Vera Felscherinow, nascida na cidade de Hamburgo, na Alemanha. Ficou conhecida, ainda adolescente, por relatar a sua experiência com drogas e a sua vida nas ruas de Berlim Ocidental nos anos 1970. A sua história foi publicada no livro “Christiane F. – Nós, Crianças da Estação Zoo” (1978), o qual teve grande impacto pelo facto de mostrar os riscos do uso de drogas entre os jovens. 

     O livro “Os Filhos da Droga” (2011) é um relato autobiográfico de Christiane F., uma adolescente que vivia em Berlim Ocidental nos anos 1970. A obra descreve de forma realista o seu contacto com as drogas, designadamente a heroína, e mostra as consequências devastadoras desse vício na vida dos jovens da sua idade. 

     Christiane começou por experimentar drogas leves, tais como o álcool e a haxixe, influenciada por um grupo de amigos. Aos poucos, o consumo de drogas aumentou até chegar à heroína, revelando como a dependência afeta a personalidade, a saúde física e mental, além de afetar negativamente os relacionamentos familiares e sociais. 

     Um dos temas centrais do livro é a desestrutura familiar. Christiane cresceu num ambiente com pouco apoio emocional, o que contribuiu para a sua vulnerabilidade às drogas. Outro ponto importante desta obra é a influência do grupo de amigos, que a introduziu num círculo de consumo de drogas e prostituição juvenil, necessária para sustentar o vício. A obra mostra, de forma direta, a sensação de isolamento, medo e perda de liberdade causada pela dependência aos estupefacientes. 

     A história é muito comovente e realista. Gostei de como Christiane relata a sua vida sem esconder os problemas, permitindo compreender como é que as decisões de um jovem são muito influenciadas pelos amigos e pelo ambiente familiar. A leitura desta obra fez-me refletir sobre os perigos das drogas e a importância do apoio familiar e social. Ao mesmo tempo, é uma história triste, porque revela como muitos adolescentes podem cair em situações semelhantes por falta de orientação. 

    Recomendo a leitura desta obra intitulada “Os Filhos da Droga” por se tratar de um tema educativo e de alerta social. O livro ajuda a compreender melhor a sociedade, promove a empatia e faz refletir sobre escolhas, amizades e os riscos de certos comportamentos na adolescência. Apesar de ser uma obra triste, ensina e previne, mostrando a realidade de muitos jovens que enfrentam problemas familiares, pressão dos amigos e dificuldades para escapar de situações perigosas. 

    Ao ler este livro, lembrei-me do livro designado “A Lua de Joana”, de Maria Teresa Maia Gonzalez, que também explora temas relativos à adolescência e à dependência. Em ambas as obras, as protagonistas enfrentam problemas familiares, pressão de amigos e situações que as tornaram vulneráveis, mostrando como o ambiente e as escolhas pessoais podem influenciar profundamente a vida de um jovem. Essa comparação torna a reflexão mais atual e relevante, permitindo perceber que estas situações podem acontecer em diferentes contextos. 

Sara Ferreira, n.º18, 9.ºB

4/3/2026

A maior flor do mundo, de José Saramago


SERÁ QUE UMA CRIANÇA PODE MUDAR O MUNDO?

Imagina que vives numa aldeia onde toda a gente faz sempre o mesmo. Um dia, decides ir mais longe do que os teus pais deixam. Passas o rio, sobes uma colina e encontras algo que ninguém esperava encontrar ali.


O DESAFIO

No topo dessa colina, há uma flor que está a morrer. Ela está seca e murcha, porque não chove. Tu queres ajudar, mas não tens nada para a regar. Nem garrafas, nem baldes, nem regadores. E o rio? Fica lá em baixo, muito longe.

 

SERÁ QUE CONSEGUES?

O menino decide levar água nas palmas das mãos. Ele corre, sobe, desce, cansa-se... mas não desiste.

Quantas vezes terias de correr para salvar a flor?

Será que um menino sozinho consegue fazer o trabalho de um gigante?

E o que acontece quando ele fica sem forças e adormece?

 

PORQUE TENS DE LER?

É do José Saramago. Ele ganhou o prémio mais importante do mundo, o Nobel, e conta a história como se estivesse a falar contigo.

Não é o que parece. Começa como uma história simples, mas acaba com um mistério que deixou a aldeia inteira de boca aberta.

Vais pensar no assunto. Depois de leres, vais olhar para as plantas e para as pessoas de maneira diferente.

O menino fez tudo o que podia por uma flor e ela retribuiu de uma maneira que ninguém consegue explicar.

 

Sara Rocha Esteves
Nº 15, 6º E
23/02/2026

“Miura”, in: Bichos, de Miguel Torga.


A narrativa que vou apresentar, hoje, tem como título “Miura” e faz parte do livro de contos “Bichos”, de Miguel Torga. Antes de falar sobre o conto, vou mencionar alguns dados sobre o seu autor.

Miguel Torga nasceu em 1907, em São Martinho de Anta, e faleceu em 1995, em Coimbra.     Uma curiosidade é que Miguel Torga é o pseudónimo de Adolfo Correia da Rocha. Foi uma figura literária de relevo do século XX e uma das suas obras mais famosas é, justamente, esta da qual vos vou falar agora.

“Miura” é um conto intenso, onde Torga transforma um touro numa figura quase humana. Através dele, o autor critica a violência das touradas e mostra o conflito que existe entre a liberdade e o destino imposto aos humanos e animais. O que significa que, muitas vezes, estes seres veem a sua liberdade limitada por regras sociais, costumes ou obrigações que não escolheram. A escrita é forte e direta, o que leva o leitor a sentir pena do animal e a refletir sobre a sua injusta morte e o sofrimento infligido.

É um texto curto, mas poderoso, que reflete a condição humana na forma de um touro.

Neste conto, Miguel Torga recorre à personificação, ao afirmar que o touro “morreu como um homem de honra”, atribuindo-lhe pensamentos e sentimentos humanos. Miura assume, também, um forte simbolismo, representando a força e a liberdade oprimidas pelo homem, apesar de ser “forte, mas condenado”. A arena funciona como metáfora de um destino imposto, pois o touro “entrou na arena para morrer”. O autor usa ainda contraste entre a força do animal e o poder humano e uma linguagem expressiva e violenta, visível quando “o sangue corria pela areia”, intensificando a crítica à violência das touradas.

 Dinis Alves Rodrigues, 9ºA
18/02/2026

Li o livro "O Diário de um Banana – livro 17 - Frauda Xeia" e gostei de o ler.
      Autor "Jeff Hinney

Frauda Xeia

Segunda-feira

Era uma vez uma banda musical, chamada "Frauda Xeia", que tinha três elementos: O Rodrick, o Bill e o Maquy. A banda estava ainda a tentar encontrar alguém que pudesse ver os seus concertos. Até que um dia, uma mulher disse:

- Vocês são de alguma banda?

- Sim, somos da banda "Frauda Xeia", somos umas estrelas de rock!

Toda a gente da banda ficou entusiasmada por causa da pergunta. Depois, a mulher convidou-os para que, na terça-feira, fossem atuar na "Galinha Decapitada", um sítio onde era costume atuarem bandas. A banda ficou com o coração a bater mais depressa porque iam, finalmente, atuar ao vivo.

Terça-feira

A banda, mal entrou na carrinha, acelerou-a, porque pensavam que não tinham tempo. Quando chegaram lá, repararam que se tinham esquecido de uma baqueta da bateria. Então, o Greg e o Rodrick foram ao Hipo-Hugo, onde havia uns bonecos-robots a atuar. Na placa estava escrito: “Proibida a entrada a crianças não acompanhadas”. Eles foram lá e aproveitaram para comer uma pizza deliciosa. Logo que os seguranças viraram as costas, o plano entrou em prática. O Greg e o Rodrick foram para o palco e tiraram a baqueta da mão do boneco robot, mas tinha saído uma coisa a mais, que era a mão do boneco. Foram imediatamente para a carrinha e fugiram do segurança, que parou no sinal vermelho. E, felizmente, chegaram lá a tempo! Como a banda viu que a mão do boneco tinha ficado presa à baqueta, ligaram-na à tomada e a mão descolou-se. Contudo, sem querer, ligaram outra vez a tomada e a mão prendeu-se na perna do Maquy:

- Ah! Como vou atuar assim?! – perguntou desesperado.

Depois de algumas tentativas, conseguiram retirar a mão do coitado do Maquy. A seguir, o pessoal começou a chegar e a banda começou a atuar que nem umas estrelas de rock!!


           Victória Silva Materese, N.º 19, 3.º D
4/02/2026


A Casa do Mar”, in: Histórias da terra e do mar, de  Sophia de Mello Breyner Andresen

  
     
Sophia de Mello Breyner Andresen foi uma figura central na literatura portuguesa do séc. XX. Reconhecida pela sua sublime arte poética, Sophia também se destacou no âmbito dos contos e da literatura infantil. Foi a primeira mulher a receber o prémio Camões.

    A minha partilha vai incidir no livro ”Histórias da terra e do mar” da sua autoria, mais especificamente, no conto “A casa do mar”, porque o título me despertou curiosidade, pois adoro temas relacionados com o mar tal como Sophia.

    Neste conto, a autora faz a descrição de uma casa à beira-mar, construída em cima de uma duna. Sophia descreve a casa de uma forma muito detalhada, levando-nos a sentir como se estivéssemos dentro do conto e a imaginar uma casa abandonada e sem vida, perto do mar da sua infância, sendo possível encontrar, aqui, um local de convergência entre os dois espaços (terra e mar) focados no título da obra “Histórias da Terra e do Mar”.

        Cada canto desta casa tem magia, um amor e um fascínio únicos.

    No decorrer do conto consegui identificar imensos recursos expressivos, que contribuem para a admirável riqueza estética do texto e permitem ao leitor desfrutar da sua beleza. Passo a referir alguns, a título de exemplo: a comparação presente em “sobre a areia molhada que a maré cheia alisou o poisar das gaivotas deixa finas pegadas triangulares, semelhantes à escrita de um tempo antiquíssimo.” (página 60); a enumeração “O rumor das ondas, o perfume do sal, o vidrado da luz marinha, o ar varrido de brisas e vento, a cal do muro, os nevoeiros imóveis, o arfar ressoante do mar estabelecem em seu redor grandes espaços vazios, tumultuosos e limpos onde tudo se abre e vibra”(página 59), que nos facilita a visualização da casa, e, por fim,  também encontrei a personificação "Nela secam as ervas e as chaleiras gemem e soluçam, como se sofressem“ (página 63 linhas 2 à 4), potenciando as emoções no leitor .

    A parte que mais me cativou foi a forma apaixonada como a autora relata os momentos vividos nesta casa. Também gostei muito das comparações que ela utiliza entre o mar, a natureza associando-as às sensações vividas na sua infância.

    Gostei muito deste conto, apesar de não conseguir interpretá-lo muito facilmente, mas fez-me recordar lugares que foram e que ainda são importantes para mim, e que guardo com um carinho especial, tal como aconteceu com Sophia.

    Este conto transmite-nos a mensagem de que os lugares vividos intensamente na infância permanecem na nossa memória.         

 

Dália Maria de Botelho Pessoa, 9º.A

31/01/2026



O Caramelo da Leonor - Daniela Santiago 



Resumo

A Leonor tem um gato chamado Caramelo. Ele é muito doce, gosta de mimos e está sempre junto da Leonor desde que ela nasceu. Ele é um grande amigo e faz-lhe companhia todos os dias.

Com o tempo, a Leonor começa a brincar de forma mais brusca com o Caramelo. Ela não percebe que o gato não é um brinquedo e que também sente medo e dor. Por isso, o Caramelo fica assustado com algumas brincadeiras.

Um dia, durante uma dessas brincadeiras, o Caramelo assusta-se e arranha a Leonor sem querer. A Leonor começa a chorar e fica muito triste…

O que será que acontece a seguir?

E tu, o que farias se fosses a Leonor? Como ajudarias o Caramelo?

 

O que os alunos do 2.º B mais gostaram:

- Do ar meigo, engraçado e fofinho do Caramelo.

- Das expressões grandes e coloridas do Caramelo.

- De imaginar o que ele está a pensar e a sentir.

- De ver as caras diferentes que o Caramelo faz.

- Das cores quentes do livro, que parecem sol.

-  Disseram que o Caramelo parece um gato de verdade.

- Das imagens grandes e fáceis de ver.

- Gostaram quando o Caramelo aparece triste ou assustado, porque dá vontade de o ajudar.

 

Reflexão final

Este livro conta uma história bonita sobre a amizade entre uma menina e o seu gato. Gostámos muito porque nos ensina a cuidar de quem gostamos e pensar nos sentimentos dos outros. As imagens são muito coloridas e ajudam-nos a perceber como as personagens se sentem. O livro é fácil de ler, divertido e cheio de carinho.

Também tem Braille, para que as pessoas que não conseguem ver possam ler com os dedos. Assim, aprendemos a respeitar as diferenças. Achámos isso muito importante, porque assim todas as pessoas podem ler a história do Caramelo. Aprendemos que todos somos diferentes, mas todos temos direito a aprender e a gostar de livros. Devemos respeitar e ajudar os outros, mesmo quando são diferentes de nós.

Alunos do 2.º B

Escola Básica n.º 1 de Lamego

Agrupamento de Escolas Latino Coelho



A Perfeição” de Eça de Queiroz


O conto que escolhi foi
“A Perfeição”, incluído no livro Contos, de Eça de Queiroz. Este conto apresenta-nos uma história que mistura humor, crítica social e reflexão sobre o real significado da perfeição.

A narrativa acompanha uma descrição muito bonita e detalhada da ilha de Ogígia, onde vive a ninfa Calipso. É um lugar quase mágico: mar azul, areia branca, flores perfumadas, clima suave e bosques cheios de frescura, fazendo tudo parecer perfeito, como se fosse um paraíso criado para agradar aos sentidos.

Mas, apesar de tudo, Ulisses, um herói grego inteligente e astuto, que está sentado numa rocha a observar o mar, sente-se profundamente triste. Eça descreve-o com barba caída entre as mãos e o olhar pesado, como alguém que perdeu a alegria de viver. Este contraste é logo um dos aspetos mais importantes do conto: um homem infeliz no meio da perfeição absoluta.

A linguagem é enriquecida com recursos expressivos, como a antítese em “...lá tão bravio, aqui tão sereno...” (l.78; p.227), a hipérbole em “Sete anos, sete imensos anos...” (l.27; p.226), a personificação em “...jasmineiros e madressilvas, envoltas no sussurrar das abelhas.” (l.160 p.229), entre outros.

Ao longo do conto, percebemos que Calipso oferece a Ulisses tudo que ele queria: beleza, descanso, luxo e amor eterno. Porém, este excesso de perfeição começa a parecer-lhe uma prisão. Ulisses sentia falta das dificuldades, dos desafios, da sua casa e da sua família. E é aqui que se percebe uma das artes mais importantes do conto, a ideia de que a perfeição absoluta pode ser ilusória e que a felicidade pode estar na imperfeição do mundo real. 

A partir daqui, Ulisses terá de escolher entre a perfeição eterna e a sua humanidade, uma escolha que mudará a sua vida.

A parte de que mais gostei, neste conto, foi quando Calipso, finalmente, jura a Ulisses que não lhe preparará nenhum mal, pois é um momento intenso, combina tensão, emoção e alívio. Depois de anos preso na ilha, enfrentando a ociosidade, o desejo de voltar a Ítaca e o medo da traição, Ulisses, finalmente, sente que pode confiar, ainda que precariamente, numa divindade. É o ponto em que a história passa da incerteza para a esperança, e tem um grande impacto emocional.

Caso queiram saber a decisão tomada por Ulisses, basta ler o conto!

                                                                                                                          Lara Guedes, n.º 9, 9.º A
                                                                                                                                                                 18/01/2026


"O Alma-Grande", Novos contos da Montanha, de Miguel Torga


Recentemente li o conto “O Alma-Grande", inserido na obra Novos contos da Montanha, de Miguel Torga, editada por Coimbra Editora.

Este conto apresenta-nos um homem, o “Alma-Grande”, que “acabava” com o sofrimento dos “moribundos”, evitando, assim, a confissão dos seus pecados.

Certo dia, o “Alma-Grande” foi chamado pelo filho do Isaac, que andava há vários dias com febre e se encontrava de cama, gravemente doente, para acabar com o sofrimento dele e evitar confissões. O “Alma-Grande”, já na casa de Isaac, começou a fazer o seu trabalho, no quarto do moribundo. Contudo, devido aos gritos vindos de lá de dentro, o filho de Isaac, Abel entrou no quarto e o “Alma-Grande”, apesar de insensível, não foi capaz de completar o trabalho à frente do pequeno Abel e saiu da casa do doente. Passaram-se dias, Isaac melhorou e, com os traumas do acontecimento anterior, jurou vingar-se.

O que aconteceu a seguir? Pois não vou contar…

Este conto faz-nos refletir sobre a eutanásia que, mesmo com boas intenções, é um ato desumano.

O texto tem vários recursos expressivos como: a comparação, a metáfora, a ironia e o eufemismo. A comparação encontra-se muito pelo texto, mas um exemplo concreto pode ser: “a um homem tanto lhe importa a Thora como os Evangelhos”. A metáfora também se encontra várias vezes no conto, podendo apresentar como exemplo claro: “A criança debatia-se num agitado mar de brumas”. A ironia também é muito utilizado por Miguel Torga, como podemos observar no título, pois o autor chama uma pessoa de Alma-Grande, ou seja, uma boa pessoa que, de bom, não tem nada, pois diminui o tempo de vida das pessoas, só para que elas não tenham de confessar os seus pecados. O eufemismo aparece esporadicamente no conto e, como exemplo, temos “acabou por aconselhar que tratassem do caixão”.

Este conto tem um título intrigante, o que me levou a lê-lo. Miguel Torga usa uma linguagem simples, mas expressiva.

A parte de que mais gostei foi a parte final, mas não vou contar, pois convido-vos a ler o conto.

 

Ryan Cristiano Veiga de Oliveira, 9.ºA

12/1/2026


O Espantalho Enamorado, de Guido Visconti

 


Li e Gostei… do livro “O Espantalho Enamorado” de Guido Visconti e ilustrado por Giovanna Osellame.

O livro conta a história de um espantalho chamado Gustavo, que vivia numa seara e tinha como função espantar os passarinhos. No entanto, não conseguia cumprir a sua tarefa, pois era amigo de todos os animais, principalmente destes.

No meio daquela seara repleta de douradas espigas, Gustavo passava os seus dias a suspirar de amor por Amélia, uma menina-espantalho que vivia no topo da colina. Por não se conseguir mexer, a única maneira que tinha de mandar ternas mensagens à sua amada era com a ajuda dos amigos passarinhos, em quem confiava plenamente. E assim viviam felizes!

Com a chegada do outono, surgiram dificuldades que deixaram o espantalho preocupado. É que, com as espigas ceifadas, os passarinhos foram embora e, no seu lugar, ficaram os corvos pretos que, apesar de também serem seus amigos, tinham vozes estridentes, então não conseguiam passar as suas mensagens de amor a Amélia.

A história ficou ainda mais emocionante quando apareceu um caçador, levando aflição e medo a todos os animais da seara. Durante uma situação de grande perigo, Gustavo mostrou-se corajoso e amigo fiel, quando salvou uma codorniz do ataque terrível do caçador. Como agradecimento pela amizade e coragem que Gustavo demonstrou ao defendê-los, os animais da seara ajudaram-no a concretizar o seu sonho…

Li e gostei muito deste livro, porque mostra que até alguém feito de palha pode ter sentimentos fortes (amor, amizade...), sonhos e coragem para lutar pelos seus objetivos. A história é doce, bonita e faz acreditar que todos podem amar e ser amados, mesmo quem é diferente.

                                                                                                                         Alunos da turma do 3º B - CEL

                                                                                                                                                  6/1/2026


Rubra, a árvore dos desejos, de Katherine Applegate


“Rubra, a árvore dos desejos”, da aclamada autora Katherine Applegate, com ilustrações de Charles Santoso e editada pela Fábula, é uma obra enquadrada na Literatura Infantojuvenil e do género de fábula contemporânea.

O livro retrata a história de Rubra, um carvalho com muitos anos de vida, que é simultaneamente a “árvore dos desejos” da vizinhança. Os temas centrais desta obra são a crítica à intolerância e ao preconceito e é utilizada a perspetiva da natureza para expor as falhas da sociedade. A autora demonstra que pequenos atos de bondade, por mais pequenos que sejam, e a união de diferentes seres podem mudar o mundo.

A força da história está na forma como a autora escreveu o livro, porque conta a história na primeira pessoa, pela Rubra, o carvalho. Essa perspetiva oferece-nos um ponto de vista calmo, sábio e imparcial sobre os acontecimentos humanos.

O enredo desenvolve-se a partir do desejo de Samar, uma menina muçulmana, que sofre pelo ódio à sua religião. Rubra, quebrou uma regra muito importante da natureza para ajudar a realizar o desejo de Samar, isto demonstra um ato de coragem, ou seja, um testemunho a favor da tolerância.

Rubra tem um poderoso símbolo na obra. Ela representa a força da natureza, a memória da comunidade e a necessidade da tolerância. A autora aborda temas sociais complexos, como o racismo e a xenofobia. O mais importante é que o livro aborda a importância de acolher o diferente e mostra que a união de diferentes seres é a única forma de proteger o que é justo.

O livro, “Rubra, a árvore dos desejos” é uma lição poderosa sobre o que significa “ser humano” e pertencer a uma comunidade. A mensagem profunda sobre a tolerância, pois, “Além do Simão, o vizinho de casa verde, são muito poucos os que recebem de braços abertos as recém-chegados”, ou seja, a família de Samar.

Eu gostei imenso deste livro, porque aborda temas muito importantes. A parte que mais me emocionou na obra foi quando todos os animais se uniram para tentar tornar o desejo de Samar real.

Recomendo esta obra, porque é um livro que aquece o coração e faz-nos refletir sobre valores, nomeadamente o da empatia, o da amizade, o do amor, o da superação do preconceito em relação à religião e a importância de proteger os mais necessitados.

   

Beatriz Miranda, n.º1, 9.ºB

5/1/2026



A Cotovia Via…Via…

             Na nossa turma, durante o mês de novembro, lemos o livro “A Cotovia Via…Via…” 

A Cotovia era a mais velha de sete irmãos e achava que devia ser ela a seguir o sonho da sua mãe: conhecer o mundo. A mãe adorava viajar, mas a sua idade já não lhe permitia grandes aventuras.

A Cotovia encheu-se de coragem e começou a sua viagem. Começou por Espanha, depois passou pelo Cazaquistão, Filipinas, por uma ilha do Pacífico, Colômbia, Burundi e Gana.

Em todos estes países, viu coisas que lhe partiam o coração: paisagens devastadas pela ação do Homem, grandes áreas florestais queimadas, espécies vegetais e animais em risco e outras que desapareceram, lixeiras a céu aberto, cidades envolvidas em nuvens de fumo, pessoas sem água potável e sem comida e até uma ilha no Pacífico que estava a desaparecer por causa do degelo das calotas polares, onde os seus habitantes se apressavam a tirar fotografias para mais tarde terem como recordação.  

A Cotovia estremecia ao ver tudo isto, ao ver tanta maldade com o Planeta Terra. Conversava com as pessoas desses locais para perceber o porquê de tudo isso estar a acontecer e, em conjunto, ia partilhando sugestões para começarem a ultrapassar estes problemas.

O que mais gostámos neste livro foi a atitude da Cotovia. Partia de um país para outro sempre com a missão de transmitir o que tinha visto e alertar o mundo para atitudes mais conscientes na preservação do Planeta.

Essa deve ser também a nossa missão. O contributo de todos será muito importante pois a Terra é a nossa Casa.



Texto coletivo, 3.ºA, Escola Básica N.º1 de Lamego

10/12/2025


Título do livro: Desde o primeiro bater do coração
Autora: Sílvia Rainha
Ilustradora: Sofia Pessoa

 

Li e gostei:

Uma pequenina ervilha,

Transformada numa melancia,

Tal como uma protegida ilha,

No ventre materno vivia.

Passados os nove meses, nascia

Carregada de preocupações e alegria.

 

Li e gostei de:

- Conhecer a viagem de uma sementinha humana que, com o passar do tempo, evoluiu e aprendeu a andar e a falar;

- Poder colocar os meus dados pessoais no livro.


 Trabalho coletivo do 2.º A, Escola Básica Nº1 de Lamego

8/12/2025


O Monstro dos Ciúmes - Tânia Carneiro

Resumo

O livro conta a história de um monstro que começa a sentir ciúmes e não entende bem porquê. Esse sentimento deixa-o confuso e faz com que tudo pareça mais difícil. Com a ajuda de um amigo, ele descobre o que é o ciúme, como reconhecer esse sentimento e como podemos aprender a lidar melhor com ele. Mas quando parece que tudo está a melhorar… o que será que acontece a seguir?

 

Aquilo de que mais gostei

·         Gostei de ver como o monstro muda ao longo da história.

·         Gostei de ver as imagens porque ajudam a perceber os sentimentos.

 

Reflexão final

- Imagina o que farias se fosses o monstro.

- Fala com um amigo sobre o que achas que vai acontecer.

- Devias ler este livro porque ajuda a controlar o monstro dos ciúmes que às vezes sentimos.

- A história mostra que todos podemos sentir ciúmes e que isso é normal.

 - A história ajuda a perceber que os amigos não se perdem quando fazemos novas amizades.

- Aprendemos que os sentimentos podem mudar e que é importante falar com alguém em vez de guardar tudo cá dentro.

- A história ensina que o coração tem espaço para todos os amigos!

- A história é muito bonita e faz-nos sentir bem por dentro.

      

 

Alunos do 2.º B da Escola Básica n.º 1 de Lamego


1/12/2025

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Apresentamos esta semana  O Livro dos Erros, de Corinna Luyken

Resumo: Este livro mostra-nos que, quando fazemos um erro num desenho, podemos transformá-lo em algo ainda mais bonito e criativo. A autora começa com um pequeno erro e, a partir daí, vai encontrando maneiras criativas de o melhorar. Página após página, vemos como cada erro pode dar origem a novas ideias e novas formas de criar.

O que os alunos do 2.º D mais gostaram: 

- Ver como um simples erro se transforma numa coisa completamente diferente.

- As ilustrações criativas.

- Descobrir detalhes escondidos em cada página.

- Perceber que todos nós erramos, até os artistas.

- Sentir surpresa ao ver o que nasce de um erro que parecia “mau”.

Reflexão final:

Este livro ajuda-nos a perceber que os erros nem sempre são coisas más. Os erros ajudam-nos a pensar, a tentar outra vez e a melhorar. Quando erramos, temos a oportunidade de aprender algo novo. Tal como no livro, também nós podemos transformar um erro numa ideia, num desenho diferente ou numa solução melhor. Errar faz parte de crescer e, às vezes, até nos leva mais longe do que imaginamos.

Exemplos de alguns desenhos feitos pelos alunos com base num erro no qual tiveram de pensar para criar algo novo:






2.ºD - Escola Básica n.º 1 de Lamego

Agrupamento de Escolas Latino Coelho, Lamego